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terça-feira, 27 de outubro de 2015

3ª Corrida Montepio - 25 Outubro 2015

Uma semana depois de ter feito a Maratona, onde retirei "apenas" 21' ao tempo do ano passado, o bom senso continuou na estratosfera e fui fazer mais uma prova de 10km. 

Como a maioria das corridas de 10km, também esta não estava propriamente no meu planeamento. Mas as razões para participar eram mais que muitas: o carácter solidário, o facto de (mais uma vez) poder disfarçar a coisa como uma actividade familiar, porque a equipa do Clube TAP ia participar e fundamentalmente porque desde as corridas de Setembro fiquei obcecado com os muito ansiados sub40...
A equipa do Clube TAP finalmente em foto!
Antes de correr a Maratona parecia muito boa a ideia ir tentar bater o RP dos 10km uma semana depois (só para lembrar que sou um optimista), a realidade é que embora tenha recuperado muito bem o desgaste de uma Maratona não passa em 7 dias...

Chegámos cedo ao Rossio, até porque a Margarida ia participar na Corrida dos Pelicas. Na realidade esta seria uma verdadeira actividade familiar. A Margarida nos Pelicas e nas actividades, eu nos 10km e a equipa Inês/Mafalda nos 5km carrinho de bebé!

O tempo estava chuvoso e embora a temperatura estivesse boa, antes de começarmos já estávamos todos ensopados.
Tudo pronto? Vamos lá!
O principal motivo que me levou a considerar o devaneio do ataque ao RP foi a ausência de desnível desta prova. Mas com as pernas ainda pesadas e o facto de, devido a uma confusão na inscrição, ter escrito no meu dorsal sub60, o que significava 2ª vaga e montanhas humanas a ultrapassar, as expectativas na linha de partida eram baixas.

Cerca de 5min depois da 1ª vaga de atletas ter saído (Elite, sub40 e sub50) lá foi dada a partida para o 2º grupo (sub60 e +60) onde eu me encontrava. Uma pequena nota só para dar os parabéns à HMS por mais esta inovação. Acho que funcionou muito bem e é definitivamente o caminho para este tipo de provas com milhares de atletas. Apenas penso existir um detalhe a melhorar, na meta devia existir um cronometro para cada vaga. Todos sabemos o poder dos segundos a passar na recta da meta.

Os primeiros metros ainda fui dentro do pelotão a tentar cuidadosamente ultrapassar devido ao piso escorregadio. Mas 150m a correr a 5'18/km deixaram-me num estado de nervos e frustração que não resisti e fui para o passeio. Com a adrenalina a bombear lá fui eu a assapar passeios da Rua do Ouro abaixo como se, efectivamente, tivesse roubado alguma coisa! Os 400m seguintes até à curva para a Praça do Município foram corridos a 3'45/km. Mas na curva o bom senso retornou e voltando para o alcatrão reduzi muito a velocidade, até porque vi pelo menos 2 atletas no chão... Mas a verdade é que o sprint permitiu-me ultrapassar o grosso do pelotão e a partir daí já consegui correr sem grandes desvios. Passa a primeira placa de km e o relógio apita 4:00, quase que pulava de alegria.
Sempre com cuidado nas curvas! (Foto mBm)
Obviamente que iria pagar o preço de tanta parvoíce e desde praticamente o 2km que me estava a custar manter o ritmo dentro dos 4'/km. A partir do 4km todas as células do meu corpo gritavam para que parasse. No 5km estava pronto para falecer. Quem já fez séries de 400m conhece a sensação naquela última série em que o coração parece querer sair e que o único pensamento é que só um louco se submete a tamanha tortura. Foi o que eu senti durante praticamente toda a prova. A sorte azar é que sou mais teimoso que uma porta e permaneci (é a minha palavra)! Felizmente as pulsações estavam no visor secundário do relógio e nem tive tempo de olhar porque caso contrário não teria continuado com a tortura. A média na prova foi de 182bpm, a média da 2ª metade foi de 187bpm...

Pouco oxigénio chegava ao cérebro mas quando passei no 7km  comecei a fazer contas. Já estava quase 10'' atrás do objectivo, pode não parecer muito mas para mim era uma enormidade e desanimou-me. O 8km foi o mais lento da prova e eu só já pensava: só falta sofrer 2kms, o último a adrenalina resolve.
Calçada? O que é isso? Sofrer? O que é isso? (Foto PortugalRunning)
E a verdade é que a passagem da placa do 9km devolve-me o animo e nem a horrível calçada na Ribeira das Naus me afecta. Avanço decidido e quando faço a cuidadosa curva para o Terreiro do Paço tudo se dissolve e arranco num sprint que nem eu sabia que ainda tinha. Foram 500m a 3:45 com uma média 190bpm. Nestes últimos metros, para não perder a concentração, nem olhei para o relógio e o contador da meta marcava o tempo da 1ª vaga pelo que não servia de referência, eram só as minhas pernas e a meta. 

Quando finalmente parei o relógio e vi 39:36 nem queria acreditar! Tinha conseguido! Sou SUB40! Talvez o objectivo em termos de corrida que durante mais tempo persegui! 
Até as pálpebras estavam cansadas.
Depois fui procurar a Inês e a Mafalda que tinham ido fazer os 5km da "caminhada" a correr e passei mais uma vez a meta com elas.

Acima de tudo, foi uma grande manhã em família, todos encharcadinhos. E pronto, agora posso deixar de "correr aquecimentos".
Foto molhada!

domingo, 4 de outubro de 2015

Não há duas sem três...

Sim, este blog ainda não está completamente extinto. O número de posts inacabados e não publicados não pára de crescer mas este há de ser publicado em tempo útil ou não me chamo Roy.

O mote deste post é o facto de ter participado não em uma mas em três corridas de 10km em Setembro. Isto depois de ter dito que já não saía de casa para ir fazer aquecimentos... Mas entre borlas, clássicas e obrigatórias vi-me na linha de partida três vezes.

Corrida Jumbo 2015 - 5 Setembro 2015

Esta foi à borla. Não estava nos meus planos e nem sabia exactamente qual era a data. Mas nas vésperas um colega do Clube TAP, que estava inscrito, não pode ir e perguntou se alguém queria ir. O colector impulsivo de borlas que há em mim não resistiu ao apelo e após confirmar que ainda podia inscrever a minha filha na prova das crianças lá fomos todos para o Autódromo do Estoril.

Já tinha passado várias vezes à porta desse icone da imaginação de jogador de "Gran Prix" mas nunca tinha lá estado. O ano passado tinha participado na versão algarvia da Corrida Jumbo pelo que estava mais ou menos preparado para o que me esperava. Por mais plano que os circuitos pareçam na tv a verdade não é assim tão geométrica.
Partida dos Bambis com a grande atleta na linha da frente e o cota lá atrás...
Desta vez, se calhar pela prova ser de tarde, chegámos bem a tempo da Margarida fazer a sua prova. Embora ainda pudesse levar o cota a correr com ela (por estar no escalão bambi), logo me avisou que não precisava de ir com ela porque já sabia como era... Mas a facada no coração valeu a pena para poder ver a cara de felicidade ao cruzar a meta! Estava tão contente que nem me ouviu a chamar por ela!
E está feito! E nem estou assim muito cansada... Ah, e ganhei ao Batman!
Depois dos pequenos era a vez dos crescidos irem fazer o seu passeio. O esquema era semelhante à prova de Lagos, uma volta num sentido, passagem pelo paddock e nova volta em sentido inverso. Só para verem o quão inesperada foi esta participação, a prova foi no Sábado à tarde, na Sexta de manhã tinha feito um treino longo de 28km, numa semana com mais de 80km... Obviamente que as expectativas não eram muito grandes, entre o cansaço e o percurso pouco plano.
Como aprendi no "Gran Prix" fazer as curvas por fora.
Mas como sempre nestas corridas de 10km, mal passei a o pórtico o discernimento foi às urtigas e foi a acelerar até à Red Line. Quando o relógio apitou no 5km marcava 20:05 e o meu coração parecia que queria saltar pela garganta. Nestas corridas tenho sempre de encontrar formar de me motivar a continuar e não a estender-me no chão. Desta vez o estratagema foi tentar seguir a Mónica Moreiras. No tempo em que participava no troféu das localidades de Oeiras ela cilindrava a competição feminina e embora seja uma grande atleta nestes primeiros km's consegui manter-me na sua esteira. Obviamente que não consegui manter o ritmo e terminei os 10km ao sprint com o tempo de 41:05 a uns míseros 9s do meu RP oficial.
vrrrrmmmmmmm...
Excelente organização da HMS principalmente porque permite mascarar uma prova de 10km como actividade familiar. :) Entre a corrida dos pequenitos, as actividades para as crianças durante a prova (babysitting incluído) e todas as ofertas dos patrocinadores proporcionaram uma tarde em família muito divertida.
Boa disposição reinava no paddock.


Corrida do Tejo 2015 - 13 Setembro 2015

A clássica, o meu metrônomo da corrida, foi a minha 7ª participação.

Era para ter sido uma corrida a dois, mas infelizmente a minha cara metade ainda não voltou ao ritmo de outrora e não estava em condições de fazer 10km. Mas com a companhia do costume lá estava às 10h em Algés pronto para mais uma Corrida do Tejo.
Esta foi tirada já no fim, porque no início estava tudo demasiado ensonado para se lembrar de tirar selfies...
A organização reutilizou o esquema do ano passado e sem surpresas penso que correu tudo como esperado. Com o bónus de este ano a tshirt voltar a ser de uma grande marca de material desportivo. Obviamente que os blocos não foram respeitados, mesmo estando na 1ª linha do bloco sub45 (e portando apenas com atletas sub40 à minha frente) levei toda a prova a ultrapassar atletas e os primeiros metros foram completamente caóticos. 

Depois da surpreendente prestação na semana anterior no Estoril, parti convicto que seria desta que bateria o meu RP. Mesmo sabendo que o percurso não é exactamente fácil e de ter, mais uma vez, feito um treino longo de 33km numa semana com mais de 70km... A ilusão não tem limites...
Excelente foto escandalosamente usurpada ao Astrodeck Studio, só é pena eu estar meio tapado... 
Comecei super motivado mas com o caos inicial o 1km chegou aos 4:16... Demasiado tempo para o km mais fácil do percurso, recuperar seria quase impossível e a bandeira dos sub40 já estava a milhas. Pouco depois o meu relógio tem uma paragem cerebral e apita para os 2km quando nem 500m tinha feito deste a placa do 1km. As estatísticas ficam todas maradas, eu fico furibundo. Esqueço o RP e faço o resto da prova a gerir o esforço. E faço uma gestão tão eficiente que chego a Santo Amaro com energia e quando vejo novamente a Mónica Moreiras uns metros à minha frente e decido renovar o desafio da semana anterior (que existe apenas na minha cabeça) e acelero. A escassos metros da rotunda consigo ultrapassa-la e termino a prova em sprint com a euforia de quem acabou de ganhar a a medalha de ouro olímpica.

Termino os 10km da prova em 40:59 a 3s do RP. Fui tão rápido que nem a minha claque chegou a tempo de me ver cruzar a meta. E embora não tenha sido o record absoluto melhorei quase 1min em relação ao tempo da Corrida do Tejo do ano passado em que ia quase a ter um colapso cardíaco.

Foi mais uma manhã bem passada que continuou num almoço em excelente companhia!
A foto da praxe. Desta vez a Margarida não achou tanta graça porque não correu...

Corrida do Aeroporto 2015 - 27 Setembro 2015

E como não há duas sem três, duas semanas depois estava no Terminal de carga do Aeroporto de Lisboa pronto para mais um aquecimento prova de 10km.

Esta é uma prova que passou a ser obrigatória na minha época desportiva. Como referi no post do ano passado, não só trabalho no aeroporto como o ginásio que dá apoio ao evento é o ginásio que frequento. Há sempre muita gente conhecida e muita conversa para fazer. Esta foi mais uma prova a correr pelo clube TAP. É incrível como o tempo passa, já faz 2 anos que corro pelo clube. Infelizmente este ano os meus colegas de trabalho baldaram-se todos e por isso tive de defender a honra da Engenharia de Operações sozinho.
A vertente familiar da prova capturada em grande pelo LESTUDIO.PT
Foi mais uma prova muito bem organizada pela HMS e com tudo o que já nos habitou. A Margarida é quem mais aprecia as provas da HMS e mais uma vez aproveitou ao máximo. Mais uma vez não quis companhia na corrida e depois foram pinturas faciais, desenhos e brincadeira o resto da manhã. E ainda ganhou uma visita ao aeroporto sorteada pelo Clube ANA.
Legendas para que? A cara diz tudo!
Com a pequena atleta entregue era hora da prova dos grandes. O percurso era igual ao do ano passado, o que significava mais de 110m D+, a entrada no Parque das Conchas e os seus paralelipípedos irregulares e a subida em terra batida bem inclinada dentro do parque. Todos estes elementos fazem desta prova a mais dura das 3 em que participei este mês e imprópria para records.

Face a isto, e tendo em conta que o treino para a Maratona continuou durante a semana com mais um longo de 28km, obviamente que na linha da partida só pensava em bater o RP! No entanto enquanto furava o pelotão para me chegar à linha da frente encontro 2 colegas do Clube TAP e fiquei na conversa. Quando se deu a partida tinha um mar de gente à minha frente e levei novamente toda a prova a ultrapassar outros atletas.
Obrigado Sr. Fotografo, mas para o ano não se coloque no fim da subida... Não havia oxigénio para sorrir...
E quem é que também estava nesta prova? A Mónica Moreiras! Mas desta vez ia ao despique com uma atleta do Sporting e só a consegui ver nas ocasiões em que existiam retornos. Claramente na Corrida do Tejo ia no relax, afinal de contas é uma Atleta com "A" grande.


O facto de conhecer o trajecto permitiu-me fazer uma gestão super eficaz e passei aos 5km com 19:44, o meu melhor tempo. Mas ainda faltava a Quinta das Conchas e com o cansaço acumulado não consegui manter o ritmo.
E está feito! Novo RP!
O final desta prova é muito fixe, com uma descida jeitosa permite terminar em grande sprint e com a adrenalina aos saltos. Os últimos 500m fora corridos a menos de 3'30/km e passei a meta com um tempo de 40:32. E não é que, a treinar para uma maratona, numa prova difícil, bati o meu RP dos 10km. O sub40 ficou tão perto que quase o consigo saborear... Acho que ainda vou ter que fazer outro "aquecimento" este ano, um assim bem plano!

Até para o ano!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Corrida do Aeroporto 2014 - 19 Outubro 2014

Esta é uma das minhas provas de 10km favoritas e, a par da Corrida do Tejo, uma que tento nunca falhar apesar do meu recente interesse por outro tipo de desafios.

Mais do que uma corrida é um momento de socialização. Como referi no post do ano passado, não só trabalho no aeroporto como o ginásio que dá apoio ao evento é o ginásio que frequento. Desde modo para além da malta do trabalho que nos últimos tempos tenho "desencaminhado", nesta corrida o número de pessoas conhecidas é enorme e é sempre uma grande festa.

Outra fantástica característica desta prova, que se está a tornar habitual nas corridas organizadas pela HMS, é que tem uma grande componente familiar. Desde as corridas para os mais pequenos como a disponibilização de uma área vedada com as mais variadas actividades para as crianças ficarem enquanto os mais crescidos faziam a sua prova. Obviamente que inscrevi a Margarida e desta vez nem tive de falsear a data de nascimento uma vez que já é uma "Bambi" de pleno direito!
A Bambi em grande estilo! (Foto: Gustavo Figueiredo Photography)
Infelizmente o pai da atleta é um néscio e meteu na cabeça que as provas das crianças eram às 9h30. Afinal eram às 9h15 e quando chegámos ao Terminal de Carga já os bambis estavam alinhados na partida... Com uma grande sensação de dejavu lá fomos a correr para a partida e depois de explicar a situação a um simpático elemento da organização fomos correr com os mais crescidos. Assim, a minha bambi correu o dobro da distancia devida, num grupo de atletas mais crescidos e conseguiu não ficar em último!
Muito envergonhada a receber o seu prémio. (Foto: Gustavo Figueiredo Photography)
Passado o stress inicial da corrida da Margarida era altura de começar a pensar na minha prova. O meu objectivo era simples: diverti-me! Depois da loucura que foi a Corrida do Tejo, queria fazer uma prova sem sofrimento e apenas pelo prazer de correr com amigos. Juntei-me ao Duarte e ao Carlos e combinámos correr juntos para um tempo próximo dos 50min.

Num ápice estavam a dar a partida e lá seguimos nós todos contentes. O 1ºkm foi o mais lento de toda a prova. A confusão inicial habitual e o facto de começarmos logo a subir não estarão isentos de culpa. Mas depois entrámos no ritmo e fomos sempre muito certinhos, ligeiramente mais rápido do que os 5'/km. Ligeiramente mais rápidos nas descidas, e mais lentos nas subidas. 
Os atletas! (e um gajo de azul)
Este ano o percurso era um pouco diferente mas mantinha os pontos de interesse como a passagem na Pista Moniz Pereira, no Parque Urbano da Alta de Lisboa com a sua ponte de madeira e pelo Parque das Conchas. A maior diferença foi a retirada das voltinhas pelos caminhos de terra da Quinta das Conchas e para compensar uma ida pela nova avenida até quase à 2ªCircular. Eu acho que assim ficou muito melhor. Aquelas subidas íngremes em terra batida pareciam um pouco fora de contexto numa prova de 10km de estrada. Mesmo assim a subida acumulada aumentou ligeiramente em relação ao ano passado. Em relação ao percurso o único ponto mais fraco é mesmo a passagem pela rua que dá acesso à Quinta das Conchas, muito inclinada e em empedrado o que a torna liminarmente perigosa. O percurso desta prova não é propriamente plano, mas como o meu amigo Duarte diz: quando corremos 1'/km acima das nossas capacidades toda a subida parece uma descida com uma inclinação esquisita.

Desta vez decidi levar a câmara, fica aqui o registo muito pessoal da Corrida do Aeroporto 2014.

Fui sempre a chagar para mantermos o ritmo e chegámos ao 9ºkm com uma folga bastante confortável para o nosso objectivo. O problema era que o último km era sempre a subir e quando o relógio apitou para os 10km ainda estávamos a uns bons 200m da meta. Para mim, este foi o único ponto menos bom de uma organização irrepreensível (na altura ainda dei o benefício da dúvida pois o relógio tem a precisão que se sabe, mas depois outros atletas queixaram-se do mesmo e já em casa verifiquei que a distância foi mesmo 10,2km).

Nos últimos metros o "Coração de Cavalo" (aka Duarte) larga no seu sprint louco e mesmo com o relógio a marcar uma velocidade instantânea abaixo dos 3'/km não o consigo acompanhar. No entanto, desta vez, espera por mim reduz a velocidade e passamos a meta juntos com um tempo de 49m28s. Pouco tempo depois chega o Carlos que tinha ficado ligeiramente para trás.
Acabadinhos de chegar! Jorge, fizeste quanto tempo? :P
E estava feita a prova. Recolhemos o íman, o saco com as águas e o gelado e ficámos mais um pouco para ouvir o sorteio das duas viagens. Ainda deu para conhecer o Manuel Nunes que após correr uma Maratona foi ao Aeroporto esticar as pernas. Foi pena a tshirt este ano não ser, como habitualmente, da Asics e de ser completamente branca na parte da frente mas a verdade é que o meu maior problema com a tshirt é: onde raios é que eu vou guardar tanta tshirt...
E numa prova familiar não podia faltar a foto de família!
Foi uma manhã muito bem passada mas no final fiquei com aquela sensação de ter copiado num exame... De me ter posto à prova e não me ter esforçado...

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Corrida do Tejo 2014 - 14 Setembro 2014

Mais um ano, mais uma Corrida do Tejo.

A Corrida do Tejo é para mim como um marco no caminho ou o badalar do relógio. Marca o passar do tempo e o meu "aniversário" da corrida. Foi a minha 6ª participação.

Antes de tudo, o seu a seu dono. O ano passado critiquei, de forma acutilante, a questão do transporte (o facto de ter de se pagar o bilhete na CP mas principalmente por não terem avisado atempadamente). Este ano, e provando que com um pouco de imaginação tudo se consegue, regressou o transporte gratuito na CP. Ainda fui um pouco desconfiado para a estação mas não havia motivo para ralação. Dois voluntários faziam o papel de fiscais e garantiam que nenhum corredor pirata desfalcava a CP.
Equipa "Só mais um Blog de Corrida" fora os baldas...
Voltei a convocar o grupinho do costume embora desta vez tenha havido uma ou outra balda mas não estamos cá para apontar dedos. Desta vez chegámos mais em cima da hora e após um ou dois dedos de conversa e a selfie do costume lá me despedi e fui procurar a entrada para o bloco dos sub45.

Ultimamente tenho andado numa fase Charlie Brown. Quero muito correr uma maratona, mas o universo conspira para não me deixar fazer treinos longos (tradução, tenho preguiça para me levantar cedo para ir correr 3h). Tenho muita esperança em fazer sub40 aos 10km mas não consigo treinar séries (tradução, séries doi muito e custa sair da cama para ir sofrer). E foi deste modo que me apresentei no bloco dos sub45 determinado a qualificar-me para o sub40.
Selfie da praxe e a prova de como estava quase em cima da partida...
No início a confusão dos costume. Mesmo estando a escassos metros da partida tive de ultrapassar um mar de gente, a maioria com ritmos que nem sub60 deviam conseguir mas enfim, não vou continuar a bater no ceguinho. Todos os anos é assim, todos os anos há "vips" e "fura blocos". A corrida ainda nem tinha começado e já estava a uns 100m da bandeira dos sub40.

Comecei logo a abrir e com o coração na boca fiz os 2 primeiros km abaixo do 4'/km. Mas então chega a subida do Alto da Boa viagem e é necessário um esforço imenso para manter a média abaixo do objectivo. Consigo manter essa média e os mesmos 100m da bandeira até ao 6km. Sempre no red line e com o relógio sempre a apitar, a subida de Paço de Arcos termina com o meu sonho. E entre fazer mais que 40' ou acabar estendido no alcatrão da Marginal optei por reduzir o ritmo.
No momento em que a Lucy me tirou a bola quando eu ia chutar...
Os 4km seguintes são feitos em gestão de esforço. Como habitualmente nestas provas evitei os abastecimentos e acabei por pagar a factura do calor. Como é que numa semana de tempestades e com previsão de chuviscos acabamos por ter uma manhã quente e húmida!

Passo a piadinha da organização ao colocar um pórtico gigante a anunciar que 9km já estavam aos 8,5km mas já não existia energia para sprintar e o relógio teimava a não baixar das 198 bpm. Sou "empurrado" para a meta pela minha claque pessoal e passo-a quase a cair para o lado com 41'48''. Algo longe do objectivo mas não deixa de ser um novo record no percurso. 
A passagem da meta sem pompa e a medir bem os passos para não me estatelar no alcatrão.
Meio zombie arrasto-me até ao relvado e ali tombo. Nunca tinha terminado uma prova assim. Com uma média de 188bpm e 38' na zona 5 (maximal) foi efectivamente sempre no red line. Nem consegui ir ver a chegada do restante pessoal.
A equipa agora já sem sono e mais quentinha. Duarte, eu não disse que era sempre a descer? :p
Ao fim de 20' lá me consegui levantar e estava pronto para "outra", desde que a "outra" não envolvesse correr e incluísse 4000 calorias. Como habitualmente foi uma manhã muito divertida num percurso que é claramente a "minha" prova. Até para o ano "Tejo"!
Com os meus tesouros: "Até para o ano Tejo!"

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Corrida Jumbo Portimão - 26 Julho 2014

Como a maioria das provas de 10km que fiz este ano, também esta chegou sem grande planeamento. Nas vésperas do habitual período estival por terras Algarvias recebi um email a publicitar mais uma corrida. Já são tantos os emails que recebo sobre provas que por vezes já nem os leio, mas este, por ser em Portimão, despertou-me a curiosidade. Nunca tinha participado nas corridas patrocinadas pelo Jumbo e achei interessante a panóplia de actividades que ofereciam: a corrida de 10km, uma caminhada de 5km, uma corridinha para as crianças e ainda uma prova de resistência para bicicletas. Parecia o evento perfeito para as minhas férias. Eu ia à corrida, o meu cunhado à prova das bicicletas, as senhoras à caminhada e até a criançada tinha actividade. Comecei a plantar a ideia e no dia 26 lá estávamos no Autódromo de Portimão.

Chegámos em cima da hora para a corrida das crianças. Como a Margarida é “bâmbi” corria na primeira série, que partiu quando ainda estávamos a uns 100m do pórtico da partida. Resultado, a nossa (os bâmbis podem levar a companhia de um adulto) corrida teve direito a 100m extra e obviamente que íamos no fim. Mas a minha atleta, embora um pouco atrapalhada, fez toda a prova a correr e no fim ficou super contente com a sua medalha!
A concentração ao passar a meta!
Já com mais calma conseguimos finalmente observar o ambiente e verificar a grande logística que estava montada, uma das melhores organizações que já tenho assistido com a chancela da HMS. Já me tinham falado do saco cheio de produtos que se trazia da Corrida do Jumbo, mas o da Margarida estava tão cheio que tive de ser eu carrega-lo que ela não conseguia.

Para a prova principal não estava muita gente, terminaram 231 atletas, e a partida foi dada em simultâneo com a caminhada. O percurso da prova de 10km era uma volta ao circuito no sentido certo, e outra invertida com uma passagem pela zona do parque interno para completar a distância (o autódromo tem cerca de 4,8km). 

Entusiasmado com os recentes resultados e dados os poucos atletas fui para a linha da frente disposto a tentar bater novamente o meu record. Ao sinal verde lancei-me num ritmo desenfreado alimentando a adrenalina. Foi um dos inícios de corrida mais emocionantes que já fiz. A escaços metros dos primeiros em perseguição do carro cronómetro. 
Reparem bem na minha competição directa, estes foram a minha companhia durante a prova. No fim não consegui acompanhar...
A primeira placa marca km surgiu 3’45’’ após a partida e embora começasse a sentir algumas dificuldades ainda acreditava que seria possível. Ao 2ºkm compreendi que seria impossível bater o RP e já seria muito bom fazer abaixo dos 45’. É que o percurso do autódromo é um verdadeiro carrocel de subidas e descidas, algumas bem inclinadas em que era impossível manter o ritmo. E depois era o vento. Soprava com tanta intensidade que, numa ligeira descida com vento contra, o ritmo desceu quase até aos 5’/km.

Ao contrário do que é habitual nestas corridas de 10km, fiz grande parte da mesma sem ninguém por perto. Acho que após o 2km ultrapassei 2 ou 3 atletas e fui 2 ou 3 vezes ultrapassado. Continuei a dar tudo o que tinha e já com a meta á vista oiço uns passos atrás de mim. Não sei se está longe ou perto mas lanço-me num sprint e consigo não ser ultrapassado. 



Termino com 43’22’’ o que acabou por ser um tempo razoável face às dificuldades. Mas a maior surpresa foi no dia seguinte quando vejo na classificação que fiquei em 26º da geral e 7º do escalão.

Depois era hora de nova recolha de mantimentos e ir render o meu cunhado com as crianças porque era agora a vez dele de entrar em prova. Ainda ficámos a assistir à primeira volta da corrida de bicicletas que proporcionava um lindo espetáculo com os seus frontais no escuro do autódromo. 

Uma prova muito bem organizada que, embora sem o nível de participação que estava à espera, permitiu sentir a emoção de correr no Autódromo de Portimão.


domingo, 13 de julho de 2014

10K Lisboa UNICEF- 6 Junho 2014

Mas que grande molha! Acho que nunca tinha feito uma prova com tanta chuva. Mas esta prova não irá ficar na memoria apenas pela chuva de verão mas, principalmente, pela prova onde quase conseguia realizar o grande objectivo do sub40 aos 10km.
Como comentei aqui, esta prova não estava de todo nos meus planos. Quer a distância quer o piso estão longe do meu próximo desafio. Mas o factor solidário e a oportunidade de fazer uma actividade em família acabaram por ditar a inscrição. O dia amanheceu cinzento e logo começaram as dúvidas. Esta era suposto ser uma prova em família, comigo na prova dos 10km e o contingente feminino da equipa na caminhada. Com a chuva teimosamente a cair começámos a reequacionar a participação. Mas num acto de coragem (ou insensatez) colocá-mo-nos a caminho de Lisboa. O raciocínio foi, se os nórdicos não saíssem de casa por causa de umas pinguinhas nunca faziam nada! Vamos lá mas é sair da nossa redoma e aproveitar a vida!

A organização a prever o calor de Julho marcou o início da prova para as 9h30 e por isso às 9H15 estávamos nós e grande parte dos participantes abrigados nas arcadas dos prédios em Entrecampos. Deu logo para ver que estavam poucas pessoas, muito longe do limite das 6000. Segundo os resultados provisórios terminaram a prova dos 10km 590 atletas. A falta de divulgação, a divulgação tardia e a chuva não terão ajudado.
Ainda sequinho... Correr ou rolar eis a questão...
A 5 minutos do início despeço-me das meninas e dirijo-me para a partida. Até este momento ainda não sabia muito bem o que ia fazer. Se ia testar o "red-line" ou rolar pelas avenidas da capital e por isso deixei-me ficar mais ou menos a meio do pelotão. Sob uma chuva persistente lá esperei pelo sinal da partida com o speaker a tentar animar a malta com algumas piadas, como por exemplo: "para o ano prometemos fazer a corrida no verão já percebemos que no inverno com a chuva é difícil...".

Às 9h30 em ponto é dada a partida mas não sem antes mais um momento sui generis quando, à minha volta toda a gente começa a cantar música de coro! Era um grande grupo do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
O contingente feminino a postos para enfrentar os elementos! 
O percurso seguia em direcção ao Saldanha, onde invertia o sentido. Como sempre a adrenalina de prova é mais forte que a minha razão e parti muito rápido. Vou ultrapassando sempre atletas e sou surpreendido pelo beep do 1ºkm do relógio em menos de 4 minutos. Está decidido, vou tentar atacar o meu record.

Mantenho um ritmo forte e pouco antes de chegar ao Saldanha começo a ver os primeiros atletas já em sentido contrário, e de repente aparece o retorno. Ainda estou a tentar perceber porque vi tão poucos atletas à minha frente quando oiço o 2º beep, 3'57. É lá!
A descer do Saldanha: Epá, isto até parece fácil! (foto Correr Lisboa)
Apenas corri 2 vezes pela Avenida da República e a verdade é que aquilo não é assim tão plano como parece de carro. Primeiro há os túneis, nesta prova passámos por 7! Mas a parte mais complicada é mesmo entre o Campo Pequeno e o Saldanha, a inclinação é pequena mas existe (cerca de 1000m a 2%). Já vinha a quebrar um pouco o ritmo, mas na segunda passagem não consegui manter o sub 4'e acabei por fazer o km mais lento com 4'23.

Depois foi aproveitar a descida até aos Restauradores e tentar recuperar o tempo. Já na Avenida da Liberdade alcanço o grupo da caminhada e lá vejo as minhas meninas, encharcadas até aos ossos mas com bom espírito e a bom ritmo!
Ao 5km: Tudo fixe e obrigado pelas fotos! (foto Correr Lisboa)
Começo a acreditar que os sub40 são possíveis. Continuo a acelerar mas sou surpreendido pelo sinal do relógio para os 10km quando ainda falavam uns bons metros para a meta. Ou a prova tem mais que os 10km ou  o relógio ficou baralhado e tem-me dado indicações erradas durante toda a prova. A realidade é que nesse momento percebi que ainda não seria aqui que faria os sub40. 

Picado por um outro atleta, a 200m da meta ainda tenho força para um sprint final. Termino a prova em 40m56s, novo recorde aos 10km por quase 2 minutos. Já depois em casa, e corrigindo o track, o percurso terá tido cerca de 10,2km o que daria um tempo estimado aos 10km de 40m05s! Grrrrrr, nem oficial nem oficioso. 
Finalmente a meta! (foto Correr Lisboa)
As minhas heroínas! (foto Correr Lisboa)
Esperei pelas caminheiras e depois foi ir directo para o metro para regressar a Entrecampos que já chegava de molha. No dia seguinte ainda tive mais uma surpresa quando nos resultados provisórios fiquei em 25º em 590 atletas, a minha melhor posição de sempre!

Acabou por ser uma manhã bem passada. A Margarida adorou andar à chuva, a Mafalda dormiu, e todos ajudámos a UNICEF.
Ainda a recuperar de 10,2km no redline! (Foto organização UNICEF)

terça-feira, 1 de julho de 2014

Treino e a 10K UNICEF

Durante o fim de semana fui surpreendido com um email da organização da corrida 10K UNICEF, a convidar-me para um treino na segunda-feira. Seria um treino para divulgar a prova e segundo o email haveriam várias surpresas. Ao principio fiquei um pouco desconfiado, afinal de contas nem sabia que se iria realizar a prova. Tenho andado um pouco desligado das provas de estrada mas, pelo que percebi depois, penso que também não tenha existido muita divulgação.
E assim, ontem às 19h estava com o meu amigo Duarte na zona Santos prontos para um treino à beira rio. Reparei de imediato que existiam imensas camisolas amarelas do "Correr Lisboa", e na realidade foram eles que dinamizaram o treino. Após alguns minutos à espera lá tirámos uma foto de grupo e após um breve aquecimento começámos finalmente a correr.
O grupo! (Foto do FB do "Correr Lisboa")
Habituado a grupos de corrida mais pequenos fiquei um pouco intimidado com o tamanho do grupo, até porque, embora tivesse reconhecido algumas caras de outras corridas, não conhecia mais ninguém. O objectivo era fazermos 8km. Rapidamente o grupo começou a dispersar-se e nós optámos por seguir num passo "confortável" o que nos levou a seguir quase na totalidade do percurso com o grupo da frente. Sempre na conversa com o Duarte dissertarmos longamente sobre quem teria prioridade na ciclovia: os ciclistas ou um grupo de várias dezenas de corredores. :)
O treino à beira Rio num ritmo "confortável"... (Foto do FB do "Correr Lisboa")
O grupo da frente foi progressivamente aumentando o passo e acabámos por perder o contacto, pelo que quando passámos pela 1ª surpresa íamos praticamente sozinhos. A 1ª surpresa era a extraordinária Rosa Mota! 

Regressámos aos ponto de partida, e após esperarmos por todos os atletas fomos para a explanada de um bar ali perto onde nos esperavam as outras surpresas: garrafas de água e uma T-shirt do evento.

Ficámos ali um pouco na conversa com a Rosa Mota e claro que tinha de aproveitar a foto-oportunidade!
Para um dia explicar à Margarida que esteve ao lado de uma lenda (Foto do FB do "Correr Lisboa")
Gostei muito do treino mas, infelizmente, estes treinos ao final da tarde são logisticamente muito complicados para mim. Muito obrigado à malta do "Correr Lisboa".

Mas voltando à prova em si. É muito mais que uma corrida, é um causa merecedora que todos podemos abraçar.


A corrida 10k UNICEF Sport Zone é uma oportunidade de corrermos todos por uma causa.
Teste a sua boa forma, o seu fairplay e associe-se a uma boa causa. Qualquer que seja a sua idade, amadores ou profissionais do atletismo, todos são bem-vindos. O que importa é a sua participação!
Ao ritmo que preferir, o desafio é correr ou andar com a UNICEF pelas crianças.


Todas as receitas revertem para a UNICEF, sendo mesmo possível obter um recibo de donativo relativo ao ingresso. Todas as marcas envolvidas pagarão a sua inscrição. O evento terá lugar no próximo dia 6 de Julho num percurso com partida em Entrecampos, pelas 9h30, e chegada na Praça dos Restauradores.

A Rosa Mota, como a embaixadora oficial, pede que não venham sozinhos: "Tragam um amigo e peçam a esse amigo para trazer mais outro". Eu já estou inscrito já fiz o meu donativo e esta é a minha forma de pedir aos meus amigos que venham comigo! ;)

Inscrições (até às 23h59 de dia 4) e mais informações em: http://10klisboa.pt/

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

6ª São Silvestre de Lisboa - 28 Dezembro 2013

E foi desta que finalmente corri uma S.Silvestre.
S.Silvestre de Lisboa 2013
Mesmo antes de começar a correr sempre me fascinou o conceito das corridas de S.Silvestre. Talvez por acontecerem numa altura com poucas notícias, foram sempre motivo de reportagem nas tv's o que facilita a divulgação por "não corredores". Não percebia o que levaria uma pessoa a sair de casa num dia de inverno, com frio e chuva, numa noite supostamente de festa, para correr... Obviamente que agora não se me colocam esses cepticismos. :) No entanto, por um motivo ou por outro nunca se tinha proporcionado. Este ano proporcionou-se!

Foi a 3ª prova, praticamente consecutiva, que corri com a "camisola" do Clube TAP. Foi uma "camisola" mais administrativa que efectiva, uma vez que embora estivesse inscrito por equipa ainda não tenho tshirt do clube...
Parte da equipa preparados para a partida
Devido à localização da partida decidi que iria deixar o carro na zona do Cais de Sodré e depois ir fazendo o aquecimento até aos Restauradores (2km em 10:44). Cheguei bem cedo e deu, finalmente, para ficar um pouco à conversa com os outros elementos da equipa. Foi fixe conhecer colegas que têm o mesmo gosto pelas corridas.O Clube ao fazer a inscrição não nos pediu os comprovativos de tempo e como resultado estávamos todos no "+60"... Se na Corrida do sporting já tinha acontecido e não me tinha incomodado muito desta vez fiquei um pouco chateado porque eram muitos atletas e ia ser muito difícil ultrapassar o mar de gente à minha frente.

Alguns minutos antes lá fomos para o nosso bloco e aguardámos o tiro de partida sob um ameaçador céu negro... Que acabou por descarregar praticamente ao sinal de partida. Nada como uma chuvada de gotas grossas e frias para começar uma corrida sobre calçada de pedra... Como esperado o inicio foi uma confusão. Fomos imediatamente para o passeio tentar ultrapassar o máximo de atletas possíveis mas devido à chuva estava muito escorregadio e rapidamente desisti da ideia e perdi os meus companheiros. Ainda vi algumas quedas e um senhor com o joelho em muito mau estado...

Até quase ao 2km foi uma frustração de acelera e pára e só depois do Cais do Sodré consegui finalmente entrar no ritmo. Fui ignorando todos os abastecimentos e consegui manter um ritmo sempre abaixo do 4:30.
Mais uma vez a passagem pela Ribeira das Naus foi um tormento. Não só pelo "famoso" piso mas porque comecei a acusar os excessos dos 1ºs Km e ainda por cima encontrei uma autentica barreira quase intransponível de atletas. Acho a ideia dos marcadores de passo fenomenal, o fenómeno das rêmoras nem por isso...

Mas a melhor parte foi mesmo a subida da Av. da Liberdade! Levei toda a prova a ultrapassar pessoas mas quando chegou a subida ultrapassei centenas... Sentia-me muito bem e consegui manter um ritmo em torno dos 4:45! E para terminar em beleza e com as endorfinas ao rubro uma descida de 1km em velocidade supersónica!

Passo a meta, vou desligar o relógio e o ecrã está apagado... Mau... Acabou a bateria! Mesmo nos km's finais. Mas a culpa é inteiramente minha e do karma. Minha, porque há semanas que o icon de bateria em baixo surgiu no ecrã e eu decidi ignorar (em minha defesa no manual dizia que existia um outro sinal de bateria muito fraca...). Do karma, porque por várias vezes gozei com o pessoal dos Garmins GPS e as crónicas faltas de bateria (inclusive minutos antes desta corrida...) e inevitavelmente o karma voltou para me morder no rabo... Felizmente levava o equipamento de backup (telemóvel) e consegui ter o registo da prova.

Depois de uns breves minutos à espera dos restantes elementos de equipa foi hora de fazer o caminho de regresso ao carro num trote recuperador (2,3km em 12:23).

Gostei da prova pela companhia e animação. No entanto, é muita gente. Se não conseguir garantir uma partida mais à frente neste tipo de corridas o melhor é mesmo esquecer qualquer espírito competitivo, arranjar uns amigos e desfrutar do passeio.