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sábado, 12 de outubro de 2013

Rock'n'Roll Maratona de Lisboa

Domingo corri a minha primeira Maratona.

Acordei antes do despertador e fiquei à espera que tocasse para finalmente me poder levantar. Era finalmente o dia. O dia com que andava a ansiar há meses tinha finalmente chegado.

Mal me levantei tive logo de ir WC e pensei: Porreiro, assim fica a questão já resolvida! Depois de tomar o pequeno almoço oficial pré-prova, deu-me vontade outra vez: Hum, antes agora do que na hora da partida! Despachei-me em modo ultra silencioso para não acordar o resto da casa e depois de "plastificar" o bilhete de comboio (mais sobre o assunto nas notas finais...) mesmo antes de sair de casa, nova investida à casa de banho: MAU, intestinos vejam lá se atinam! Acho que perceberam a mensagem e durante toda a prova estive impecável nessa parte.

Devido à partida ser em Cascais e eu morar a uma distância andável da Estação da CP de Oeiras, tinha a logística simplificada e cheguei bem cedo à zona da partida.

Ainda ensonado já pronto para a partida!
Ainda estavam poucos atletas. Andei um pouco a ver se encontrava alguém conhecido e ia ouvindo as conversas, havia muita gente a correr a distância pela primeira vez. Tive o prazer de conhecer a Isa e o Vitor que estavam com o João. Mais umas voltas e finalmente encontrei o meu amigo Fernando que também se ia estrear na Maratona. Decidimos ir fazer o resto da espera dentro do "garrafão" o que nos permitiu sair relativamente à frente.

Com o meu amigo Fernando.
Finalmente eram 10h05, era a hora, o culminar de 4 meses de dedicação iam finalmente ser testados. Acho que pela primeira vez em provas comecei a correr ao meu ritmo antes do pórtico da partida e não tive de fazer qualquer zigzag. Tal como o video, também passei por 8 estados:

1 - Excitação ( 0 -15 km)


Os primeiros km foram uma alegria. O pelotão ia compacto mas ia sempre no meu ritmo. O plano era fazer os primeiros km um pouco acima dos 5min/km para aquecer e depois passar para um pouco abaixo a partir do km 5. Pela primeira vez levei um segundo telemóvel só para tirar fotos, afinal tenho um blog para manter! :)
Epá isto de tirar fotos a correr é divertido!
Passei pelo Zé Luís, outro amigo com quem treino habitualmente, que já tem bastante experiência em Maratonas e obviamente tive que tirar uma foto. Passei a bandeira das 3h45 e poucos metros mais à frente sou ultrapassado a velocidade supersónica pela bandeira das 3h30... hum...acho que o pacer das 3h30 estava a dormir na partida e depois acelerou para recuperar.

O Zé Luís a espalhar o seu charme.
Ao passar a bandeira das 3h45, haviam um autêntico "Muro" de atletas a ultrapassar.
Havia bastante gente nas ruas e com os músculos carregados de glicogénio nem dei pela subida até ao casino. Esta era uma parte do percurso que quase podia fazer de olhos fechados, tantas foram as vezes que por aqui passei nos últimos meses. Os km iam passando sentia-me muito bem e estava desejoso de chegar a Oeiras, pois sabia que ia ter a minha família à espera. Continuava super excitado e tirava fotos.

Deixa lá ver se vêm muitos atletas atrás...
E mais uma foto que preciso de muitas para o Blog.
Olá casa! (não é a minha casa mas fica perto)
Finalmente chegava a Oeiras e exactamente onde tínhamos combinado estavam lá a Inês(com a Mafalda) a Margarida e os meus pais que vieram de propósito do Alentejo para me verem. Obrigado Pais!

Passagem em Oeiras para o apoio da Família.
Fui planeando o que faria quando passasse pela Inês, e felizmente o meu pai apanhou em filme. :)

2 - Negação (15km - 22km)


Após as emoções de passar por Oeiras foi altura de retornar à Marginal e voltar à prova. Lembro-me de olhar para o relógio e ver uma pulsação alta, 10 bpm acima do que seria de esperar face ao ritmo que levava. "Se calhar é por causa da subida.". Uns metros mais à frente os bpm continuam altos "Deve ser da adrenalina de estar em prova...". Em Paço de Arcos "O Relógio deve estar com problemas, não me sinto assim tão cansado...". Obviamente que o relógio estava certo, estava a desgastar-me muito mais depressa que nos treinos. Nunca me senti muito incomodado pelo calor, mas a verdade é que deve ter sido esse o grande culpado. Ao analisar os dados já em casa verifiquei que das quase 4 horas que levei a percorrer os 42,195km, em 3h19 as pulsações estiveram na zona 4 (Very Hard)...

O sorriso ficou em Oeiras...
 No km18 sou ultrapassado por um atleta cuja cara me parece familiar. Acelero um pouco para me colocar ao seu lado e reparo na sapatilhas amarelas. Era o Nuno Ferreira. Meti conversa e lá fomos alguns km's na conversa.

Nuno, deixa-me tirar-nos uma foto que é para o Blog.
Chegamos finalmente à zona do passeio de Caxias. Para mim este foi um dos pontos fortes da
organização. Muita gente não sabia deste "desvio", e o factor surpresa ajudou à experiência. Não só evitou uma subida muito diíicil como proporcionou uma vista sobre o rio fenomenal. A organização capitalizou ainda mais o cenário colocando voluntários com as bandeiras dos países dos atletas, o que certamente muito agradou aos atletas internacionais.

Passagem pela Cruz Quebrada, muito fixe, dava para sorrir outra vez.
O enquadramento perfeito, o Tejo, a Ponte a Cidade, e as bandeiras.
Quando voltámos à Marginal disse ao Nuno para seguir porque o ritmo era demasiado forte para mim. Havíamos de nos cruzar mais duas vezes. Estes km's foram os mais rápidos de toda a prova, abaixo do 5min/km. Pouco depois estava em Algés a passar o pórtico a indicar a metade do percurso. Uma das coisas que aprendi nesta prova é que metade de uma Maratona não é uma Meia-Maratona (a segunda metade são para aí umas três meias...). "Estou muito bem não há problema!"

Hoje é o meu dia! Meia já está!
A última foto tirada com o telemóvel...

3 - Choque (22km - 30km)


A partir daqui começou a custar. O telemóvel foi para o bolso para nunca mais sair. O percurso entre Algés e o Cais do Sodré parecia nunca mais acabar. O ritmo ia caindo e cada km levava mais tempo a fazer que o anterior. Quase desde o início que se viam atletas a andar, mas nesta fase eram às dezenas. A única coisa que me fazia manter o passo de corrida era saber que o meu pai estaria no Cais à minha espera e tinha combinado uma hora e se andasse não ia conseguir cumprir...

Passagem no Cais, está tudo bem Pai! (só me doi tudo...)

4 - Desespero (30km - 34km)


Após o km30 entramos na volta à baixa, para mim, a parte menos conseguida do percurso. Começando pelo empedrado infernal na Ribeira das Naus, mas quem é que teve a ideia de colocar calhaus pontiagudos a fazer de estrada? Era toda a gente a utilizar os 20cm de pedra lisa entre a estrada e o passeio. Depois o quase total desinteresse das pessoas. Pouca gente a puxar pelos atletas, mais interessados em conseguir passar a estrada. Na rua da Prata fui inclusivamente albarroado por um par de homens que decidiram passar a rua de costas para o sentido da corrida...

Já tudo doía, as pulsações estavam altíssimas, quase a entrar na zona 5 (Maximal), e  continuava a ultrapassar atletas que andavam o que era muito desmotivador. Consegui resistir até perto dos 34km, mas aí, no abastecimento tive de andar. Já não havia energia para hidratar e correr simultaneamente.

5 - Solidão (34km - 37,4km)


Entro depois naquilo que denominei o "Deserto de Xabregas", outro ponto fraco do percurso. Uma zona feia e quase deserta de pessoas. Com todo este sofrimento começo a imaginar os pensamentos dos atletas estrangeiros:"Possibly the World's most gorgeous course..yeah right...". Continuo a minha estratégia de andar nos abastecimentos e manter uma corrida no entremeio. E assim sigo até ao km 37,5...

6 - O "Muro" (37,4km - 39km)


Não, não bati no muro. Ou pelo menos acho que não bati. Havia muito cansaço, as pernas estavam muito doridas, mas nunca me senti completamente esgotado. Mas sem qualquer aviso tenho uma cãimbra na perna esquerda. É uma dor tão forte e inesperada que nem consigo continuar a andar, vou para a berma e sento-me no chão. Mal me sento penso: "Porra, e agora como me vou levantar...". Fico ali no chão a tentar alongar o músculo. Parece que fico ali uma eternidade mas foram menos de 2 minutos. Vejo vários atletas passar, inclusivamente a bandeira das 3h45.

Não sei muito bem como mas consigo levantar-me e verifico que é possível andar. Os 1,5km seguintes são feitos a andar. Nunca cheguei a pensar em desistir mas o sofrimento era muito e lembro-me de dizer para mim o habitual "Mas porque me meto nestas coisas... claramente menosprezei a distância...". Ao longe vejo a placa dos 39km.

7 - Convicção (39km - 41km)


"Mas sou um homem ou um rato? Não estive quatro meses a treinar para me arrastar até à meta. Só faltam 3km. Essa distância nem chega a ser um aquecimento. Vou correr!"
E corri, e senti-me bem outra vez! Provavelmente poderia ter recomeçado a correr mais cedo mas tinha medo que a cãimbra voltasse. Ao km 40 vejo o contador do tempo, 3h48. O sub 4h era possível! Nova onda de motivação que coincide com a entrada no Parque das Nações.

Esquerda, direita, esquerda, direita... Sou um atleta, vou conseguir!
Há novamente gente na rua e ao contrário da baixa estão a puxar pelos atletas. Já tinha ouvido uns "Força Rui" pelo caminho, mas aqui perdi a conta. Ia sempre agradecendo com um leve abano de braço porque a pouco energia restante estava dedicada a colocar uma perna à frente da outra.

8 - Exaltação (41km - 42,195km)


Quando entro na avenida D JoãoII sinto pela primeira vez que vou conseguir chegar ao fim. O público forma um corredor contínuo ao longo da avenida e a sensação é incrivel. Um grupo de camisolas laranja dos R4F grita exuberantemente e quando reparam na minha tshirt começam a gritar "Força Rui" (são claramente os maiores! Obrigado malta dos R4F!), nesse mesmo instante vejo novamente o meu pai a tirar fotos, vêm lágrimas aos olhos e começo a soluçar. Preciso de mais de 300m para controlar a respiração.

Estou (glup) bem (glup) Obrigado (glup) Pai! (glup)
Curva, placa dos 42km, só falta 195m. Outra curva, encalho no empedrado com lombas (mas quem é que faz uma recta da meta de uma maratona num empedrado com lombas...). Não vejo a família que grita por mim mas vejo a meta. O placar mostra 3h58 vou conseguir, e já está, corri uma MARATONA.

CONSEGUI!!!!!!
Tinha planeado fazer montes de coisas quando passa-se a meta: Levantar os braços e agradecer poder correr, Gritar e partilhar a minha alegria, Beijar a aliança para dedicar à minha mulher. Mas a clareza de espírito não era muita e apenas parei o relógio e andei.


Lembro-me vagamente de me entregarem a medalha e darem os parabéns. De me obrigarem a parar para tirar uma foto mas tudo o que eu queria era 1 m2 de chão para me poder sentar. Vi o meu pai do lado de fora, recolhi o saco e o gelado e apressei-me a sair.


Chão... Descanso...
Finalmente o resto da família juntou-se e pude celebrar com eles. Foi muito bom tê-los comigo neste momento. Ao longo destes meses de preparação foram eles os mais prejudicados com esta minha "obssessão". O meu muito obrigado.

Obrigado Amor! ;)
Notas Finais:

Como os comentadores políticos também tenho notas finais.

1) Corri a maratona em 3h57m35s, sem consumir um único gel. O único alimento sólido foram cubinhos de marmelada.

2) 10h é uma hora absurda para começar uma maratona em Portugal no Início de Outubro. Mas só quando vi a gravação da tv percebi o porque dos 5 min, e a Meia 10 min depois. Será que valeu a pena sacrificar a experiencia dos atletas pelo "directo"?

3) A questão de ter de "comprar" um cartão para poder ter comboio "grátis" chateou-me, principalmente depois de não colocarem nada sobre o assunto nas instruções finais, e mesmo quando questionados especificamente por email nada referirem sobre a necessidade do cartão. No regresso já no metro estive a falar com uns Noruegueses que estavam muito confusos com a situação e só perguntavam se o transporte não era grátis.

4) No geral a organização esteve muito bem. Os abastecimentos eram bons e os voluntários muito simpáticos (poderia ter havido mais abastecimentos de bebida energética).

5) O "desvio" na Cruz Quebrada foi o ponto alto do percurso, o "deserto" de xabregas o pior.

A pose para a posteridade!


domingo, 6 de outubro de 2013

Hoje foi o dia... Sou Maratonista!


Hoje não dá para mais... Apenas para dedicar a minha primeira Maratona aos meus três tesouros.

Obrigado!

sábado, 5 de outubro de 2013

Amanhã é o Dia!

Amanhã por esta hora já estarei a correr a minha primeira maratona. A ansiedade é muita mas estou confiante.

Foram 4 meses de intensa preparação: 70 treinos de corrida, 982km em pouco mais de 83horas. Foi a primeira vez que segui um plano de preparação para uma prova. Nos primeiros meses consegui cumprir o plano quase na íntegra mas este último mês foi um pouco mais irregular. As nuvens negras das lesões ensombraram o final da caminhada mas tenho fé que amanhã, tal como o dia, estará um céu limpo e solarengo.

Fiz 9 dos 11 treinos longos planeados, sendo que nunca tinha corrido mais que os 21km da meia. De treino para treino ia aumentando a distância sendo que actualmente (espero que até amanhã) o meu record seja 32km. Fiz quase todos estes treinos sozinho. Não me custou psicologicamente, sou uma pessoa introvertida e fico bem só com os meus pensamentos, mas penso que teria sido uma experiência mais completa se tivesse integrado mais treinos em grupo. Mas, quer pela minha difícil logística de minimizar o impacto na vida familiar, como pelo facto de querer dar sempre 100% no treino (algo só alcançável em grupo se todos os elementos forem mais rápidos que nós) acabou por frustrar todas as minhas tentativas de treinar em grupo.
Amanhã “seremos” um grande grupo de mais de 2500 atletas. Haverá os elites e os estreantes, os veteranos e os jovens. Mas acima de tudo haverá um percurso de 42km e 195m que nos levará a um objetivo muito esperado. 

Haverá também um grupo de pessoas muito boa onda, algumas que não se conhecem pessoalmente, mas que têm em comum, para além do prazer de correr, o gostarem de partilhar as suas experiências. Espero amanhã poder conhecer pessoalmente algumas delas e se por acaso passarem por mim não hesitem em meter conversa!
Já sabem, se passarem pelo dorsal 1691 digam olá (é capaz de ser mais facil identificar o gajo com "RUI" escrito no peito... ;)
O equipamento está pronto e testado. A telemetria está operacional. O corpo está descansado e a mente está focada (o raio das borboletas é que não largam a minha barriga…) ;)

Muito boa corrida para todos os que amanhã vão testar os seus limites, quer seja na Maratona, Meia ou Mini, o importante é que desfrutem desse prazer que é correr.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Resumo Mensal - Setembro 2013

Setembro foi o quarto e último mês de preparação para a Maratona, mas infelizmente não teve a regularidade e a intensidade que estava planeada.


Até começou bem, logo com um treino longo de 32km, batendo o meu record de distância, que espero vir a quebrar no próximo Domingo. :)

Mas depois começaram os contratempos. Neste último mês, fruto da intensidade dos treinos (caimbra no gémeo direito) e alguma má sorte (torcer o pé) tive de abortar 3 treinos e perder outros tantos para recuperar.

Como se não bastasse, a três semanas da Maratona, fui participar na Corrida do Tejo. Ao principio o plano era engloba-la num treino longo, mas depois acabei por fazer apenas os 10km da prova ao meu ritmo para essa distância. No dia seguinte ainda tentei remediar a coisa com um treino de 19km bem ritmado (no total foram 29km a 4:38 em menos de  20h), mas não é a mesma coisa. O último treino longo foi no dia 8 de Setembro...

Devido a estes contratempos acabei por passar mais tempo no ginásio do que estava planeado.


Em termos de corrida os números foram:
Treinos: 17
Distância: 220km
Tempo: 19:17:58s
Passo Médio: 5:15 min/km
Ganho de Elevação: 1614m
Frequência Cardiaca Média: 157 bpm
Calorias: 15487 cal

Foi um mês com muitos altos e baixos em termos de motivação e moral. Se comecei o mês super positivo, a cada "susto" lá ia a confiança cá para baixo. Depois vinha um treino bom e recuperava um pouco a disposição. O facto de o último treino longo ter sido a 8 de Setembro também não ajuda a minha confiança (o plano contemplava mais 2). Acho que se a Maratona tivesse sido a 6 de Setembro em vez de 6 de Outubro estaria muito melhor, pelo menos psicologicamente (o treino de dia 8 foi épico, em Beja, 32.6km em 2h48, com os BPM certinhos e só 4min na zona 4).

Esta semana tem sido muito ligeira mas tem corrido bem, o importante é não estragar tudo agora que estou praticamente na linha da partida. As borboletas na barriga já começaram a fervilhar...

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Murphy’s Law

Na terça-feira acordei super bem disposto. Era dia de treino de corrida e a menos de duas semanas da Maratona era tempo de começar a reduzir na intensidade. Tinha pensado ficar no ginásio e fazer um fartlek na passadeira, mas estava uma manhã tão bonita e com a ameaça de chuva para o fim da semana achei que devia aproveitar a rua.

Já algumas vezes tinha passado no Parque do Vale do Silêncio, mas desta vez decidi fazer um treino exclusivamente no local. Quem conhece o parque sabe que a volta do caminho principal é uma autêntica montanha russa! E viva as Rampas! A ideia era fazer 5 voltas ao parque e depois regressar ao clube. O problema é que uma das extremidades do parque termina numa escadaria o que é algo chato, pelo que decidi ignorar as escadas e contornar o quarteirão adjacente (o hospital do SAMS) pelo passeio para as evitar.

O treino estava a correr muito bem, bom ritmo com poucas quebras nas subidas e as rampas a fazerem o seu trabalho a nível cardio.

E agora a razão do titulo. Na última volta, já no ponto de retorno, na zona do hospital a correr no passeio, para me desviar de um senhor com uma criança coloco mal o pé e faço um entorse feio. Só não fui parar ao chão porque me consegui agarrar a um sinal de trânsito. Não consegui continuar. Vi a maratona a ir pelo ar e vieram-me lágrimas aos olhos (e não foi pela dor).

Este ano já tinha torcido este mesmo pé duas vezes, com a diferença que das outras vezes tinha conseguido continuar a correr e após a corrida com um pouco de gelo tinha ficado bem. Desta vez foi um pouco mais agressivo, e após o treino não conseguia andar sem coxear e à noite estava bastante inchado.

Tenho feito gelo e massajado com Voltaren e hoje praticamente não tive dores. Acho que já daria para correr, mas vou ficar bem quietinho (pelo menos até Domingo) para ver se recupero. Agora o problema é saber se ficará suficientemente bem para aguentar a Maratona, e também o facto de não treinar o que é um problema quer físico como psicológico (acho que estou a ficar um pouco “agarrado” e nos dias em que não treino sinto-me mal disposto e quase consigo sentir a cintura a alargar…).

Já estive mais pessimista, agora só me resta esperar e ver como estou em 9 dias.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Três Boas Noticias

***Este post era para ter sido publicado no dia 8 de Setembro, mas como sou uma lesma a escrever só ficou pronto hoje, quase uma semana depois***

Após o último post em que me sentia algo desanimado, achei que tinha de vir aqui partilhar três novidades que me deixaram novamente muito entusiasmado com a grande M (esta noite até sonhei que estava na linha da partida com a minha mulher).


1 - Chegaram as minhas novas Adrenaline!

Na semana passada com a dor no pé a impedir que cumprisse o plano de preparação comecei a procurar culpados. O principal suspeito eram as minhas "velhinhas" Brooks Adrenaline. Com 1 ano de utilização e quase 1500km já não me davam o mesmo conforto de antes, para mais a zona da sola onde tenho a dor está efectivamente bastante gasto. Nunca tinha gasto as solas de umas sapatilhas antes, acho que os treinos longos no Verão foram bastante abrasivos.
Nada como tratar uma especie de depressão com uma ida às compras! O que para mim equivale a ir à net comprar sapatilhas. Já andava a "namorar" a versão 12 das Adrenaline, em equipa ganhadora não se mexe, e como estavam com 50% de desconto acabou por ser uma decisão simples. Encomendar tenis (olha para mim poliglota) pela internet envolve sempre um pouco de fé e é sempre um alivio quando o carteiro toca à campainha.
Não são lindas? :) Preferia que não tivessem tanto vermelho mas não se pode ter tudo...


2 - Estou finalmente inscrito na Maratona!

O quê! Perguntam voces. Mas este doido anda a treinar arduamente durante 3 meses, a contar no blog como está entusiasmado com a Maratona e nem sequer estava inscrito! Sim é verdade. Mas tinha uma boa desculpa. A empresa onde trabalho é uma das patrocinadoras do evento e habitualmente costuma ter algumas inscrições que oferece aos colaboradores. Normalmente é dificil conseguir a inscrição porque são literalmente milhares de "cães" para meia dúzia de "ossos". Mas desta vez fiquei a saber que iriam existir 20 inscrições exclusivamente para a maratona e achei que as probabilidades estavam do meu lado. Assim sempre poupei "meio par de sapatilhas" (lembram-se quando tudo no país era contabilizado em submarinos? Pois, para mim tudo é convertido em "sapatilhas"). Quando finalmente recebi o email de confirmação parecia uma criança na manhã do dia de Natal.
Ufa, estava a ver que tinha desenbolçar 2/3 de umas sapatilhas porque o preço já tinha aumentado...


3 - Fiz mais um longo e correu muito bem!

Domingo foi dia de mais um treino longo. Fui passar o fim de semana a Beja pelo que tive de improvisar o percurso. O objectivo era voltar a correr os 32km mas desta vez com uma passada normal e de preferencia sem dores no membros inferiores. 
Sair da cama cedo e começar a correr ainda com estrelas no céu custa um pouquinho. Mas depois do cérebro se convencer que não há volta a dar, adoro a emoção de correr enquanto o mundo ainda dorme. Ver o Sol nascer, a troca de cumprimentos cumplices com os outros corredores madrugadores e a sensação de ser um só com a estrada...
 Consegui cumprir o objectivo de distância mas tive alguma dificuldade em manter o ritmo, e mais uma vez cheguei ao fim com a sensação que seria necessário muito sofrimento para fazer mais 10km... Provavelmente terei que repensar o ritmo para o dia da Maratona, afinal o fundamental é terminar...
Mas apesar disso terminei o treino muito satisfeito. O pé ainda incomodava um pouco mas a dor não apareceu e no dia seguinte estava impecável. Voltei a estar optimista para dia 6 e todos os dias vou contando os dias em falta no painel na Marginal...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Treinos e ameaças de lesões

E praticamente a um mês do dia M, depois de 3 meses de treinos certinhos, a semana passada não consegui cumprir o plano de preparação e tive mesmo de abortar um dos treinos.

Tudo começou com uma ligeira dor nos metatarsos do pé esquerdo. Nada de muito intenso, ao correr estava tudo bem mas depois do treino começava a doer e se tivesse uns sapatos com solas mais duras mal conseguia pousar o pé.

Adiei os treinos por uns dias, vá de massagens com voltaren e lá me fui convencendo que estava a passar. Quinta-feira o "Dr.Rui" deu-se "alta" e fui fazer um treino. Era para ser um treino só para rolar, mas na descida da Av. de Berlim entusiasmei-me. Depois de tanto "jejum" estava a sentir-me bem, aumentei a passada e fiz uns "gloriosos" 8km com um ritmo médio de 4:22 (incluindo ter que abrandar para passar os semáforos).

No km 8 comecei a sentir o gémeo direito moer. Ao principio eram só umas picadinhas mas 800m depois sinto uma dor aguda, como se tivesse a ter uma caimbra que me obrigou a parar. Nunca em 3 anos de corrida me tinha acontecido tal. Fico alguns minutos sentado no chão a alongar o músculo e após testar com um par de passadas regresso ao ginásio num trote suave.

Mas o pior veio depois de arrefecer. Tanto o pé esquerdo como o gémeo direito doíam consideravelmente, parecia um desengonçado a coxear. Mas o pior foi mesmo o pessimismo que se instalou. Até esse dia estava super confiante que iria conseguir terminar a Maratona, no dia 29 pensei que o sonho tinha terminado.

Felizmente consegui convencer-me a não treinar durante alguns dias e só Domingo fui fazer um treino. Saí de casa com tempo para ser um longo mas estava preparado para parar assim que sentisse algo errado. O percurso ia ser o habitual: de Oeiras pela Marginal até Cascais e depois continuar na estrada para o Guincho até alcançar a distância do retorno.

Optei por um ritmo um pouco mais baixo do que tenho feito nos longos anteriores, mas mesmo assim estava a custar-me fisicamente. As "ameaças" de lesões (vou-lhes chamar assim para ver se percebem a ideia e se vão embora de vez...) não me estavam a incomodar, estava descansado, a correr mais devagar mas mesmo assim tinha de me esforçar para manter o ritmo.

Os últimos km's já foram feitos com algum sofrimento e acho que não teria conseguido fazer os 10 restantes. Acabei por conseguir cumprir o treino longo com mais uma distância superada, 32km.


Cheguei a casa e depois de recuperar fui descarregar os dados do relógio. Qual é o meu espanto quando reparo que a cadencia da minha passada foi muito maior que no último treino longo, onde corri mais rápido. Neste treino com apenas mais 1km que o anterior dei mais 5200 passos! A minha passada média "encolheu" 17cm. (neste treino foi 1,1m). Isto explica a razão da dificuldade em manter o ritmo mas também evidencia que inconscientemente tive todo o treino a proteger o pé e o gémeo ao dar passos mais curtos.

Embora ainda não esteja completamente optimista em relação à prova, este treino deu para voltar a acreditar.  As dores ainda não desapareceram mas têm vindo a diminuir. Tenho "tentado" não correr (ou correr muito devagarinho) mas é muito difícil quando começo a pensar que faltam "apenas" 31 dias...

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Resumo Mensal - Julho 2013

Embora já estejamos a meio do mês, devido ao período estival, ainda não tinha tido oportunidade de escrever o habitual resumo mensal.

Julho foi dedicado exclusivamente à preparação para a maratona. Não participei em nenhuma prova o que facilitou a ter não ter "distracções" ao cumprimento do plano.

Foi o mês dos records. A cada sábado, no treino longo, era consecutivamente batido o meu record de distância e duração (22km, 24km, 26km e 28km). Como seria de esperar no final do mês a distância acumulada era também um novo record mensal com 276km.

Fui tentando manter as outras actividades físicas mas cada vez mais a minha mente está focada na maratona e com pouca motivação para andar pelas máquinas do ginásio.
Em termos de corrida os números foram:
Treinos: 18
Distância: 276km
Tempo: 23:33:43s
Passo Médio: 5:05 min/km
Ganho de Elevação: 1263m
Frequência Cardiaca Média: 158 bpm
Calorias: 19203 cal

Como já referi noutros posts, os treinos longos passaram a ser os meus favoritos. Acordar ainda antes do nascer do Sol e ir correr quando a cidade ainda dorme. Tenho aprendido bastante com estes treinos, sobre o meu corpo e sobre a minha mente. 

Uma das funcionalidades do meu relógio (Suunto Quest) é medir o EPOC (Excess PostExercise Oxygen Consumption) que de uma forma simples representa a taxa de esforço do exercício. Quanto mais intenso é o exercício mais rapidamente cresce e quanto mais cresce significa que mais cansado estou. Num treino normal (por exemplo 1h ritmado) esta métrica cresce progressivamente alcançado o máximo no final do treino. Mas nestes treinos longos ocorre um fenómeno diferente. O EPOC cresce até aproximadamente aos 50min e depois estabiliza e começa a diminuir. Não percebo muito de fisiologia mas penso que esteja relacionado com o facto de o corpo entrar num regime mais aeróbico. Também reparo que é a partir deste ponto que começa a custar menos manter o ritmo e a corrida fica mais fácil. Para o final do treino a métrica volta a crescer e fisicamente começo a sentir-me cansado.
Evolução do EPOC no treino longo de 29km (2h34)
Peço desculpa por todo este texto mas é um "mal" de formação (sou engenheiro). Analisar exaustivamente todos os dados disponíveis, fazer gráficos e perceber o porquê por detrás deles é para mim uma funcionalidade "de origem" :)

terça-feira, 23 de julho de 2013

A Maratona e os treinos

Quando comecei o blog não estava a pensar escrever sobre os meus treinos, mas também não estava a treinar para a Maratona. Nas próximas semanas (ver o contador à direita) até à Maratona a minha participação em provas irá ser muito diminuta e portanto os potenciais posts também seriam diminutos. Por outro lado o planeamento, preparação e execução dos treinos têm sido tão entusiasmantes que decidi alterar a "politica de publicação" aqui no estaminé e falar nos meus treinos das últimas semanas.

No passado sábado completei a 5ª semana do meu plano de preparação. Até agora tenho conseguido cumprir os 4 treinos semanais de corrida (mais os treinos de ginásio) no seguinte ciclo:

Domingo: Descanso
Segunda: IndoorCycling
Terça: Corrida (Séries) + Musculação
Quarta: Corrida (Recuperação)
Quinta: Corrida (Médio-Longo Ritmo)
Sexta: Pilates
Sábado: Treino Longo

Como só tenho tempo de treinar logo de manhã, tenho mantido a minha rotina de ir todos os dias bem cedinho para o ginásio (porque fica à porta do meu trabalho e antes das 7h a 2ª circular ainda é transitável), com a diferença que nos dias de corrida venho para a rua. Ao principio o pessoal pensava que eu era um pouco estranho, chegava ao ginásio, deixava o saco e ia para a rua correr só voltando para o banho. Agora acho que já se habituaram.

A verdade é que estas corridas entre o aeroporto e o Parque das Nações têm sido muito agradáveis e o único senão é ter sempre a pressão do tempo para não chegar depois das 9h ao trabalho. A avenida de Berlim custa um pouco, por causa dos carros e dos semáforos (o facto de ser uma subida de quase 3km no final do treino também não ajuda) mas vale a pena para poder desfrutar o amanhecer junto ao Tejo. Este é o log do treino da passada quinta-feira: 18km ritmo.


Quando lia sobre a preparação para a Maratona havia um ponto comum a grande parte dos relatos, as dificuldades dos treinos longos. No entanto, para mim, esses têm sido os melhores treinos. Desde o planeamento do percurso (para acertar nos km certos), passado pela preparação na véspera dos abastecimentos e finalizando na corrida em si. Os últimos 2 foram feitos sozinho e foram muito bons. Praticamente desde que comecei a correr o meu objetivo sempre foi a velocidade, fazer os 10km mais rápido, com o coração sempre no "redline". Nestes treinos longos a pulsação mal passa dos 65% e permite-me desfrutar o momento.

Por uma questão mais logística (sair e chegar a correr de casa) do que estratégica (efectivamente irá ser o inicio do percurso da Maratona) tenho feito estes treinos entre Oeiras e Cascais. Adoro ir correr e ter o passeio marítimo praticamente só para mim. É uma sensação de liberdade incrível ir a correr a um sitio onde antes só ia de carro. Tenho sentido-me muito bem durante a corrida e no final fico com a sensação que podia continuar mais uns km's. E mesmo depois embora com as pernas um pouco doridas não fico prostrado (como aconteceu no final das meias que já fiz). Este foi o meu treino de Sábado.


Em conclusão, estou super entusiasmado (ou com a "pancada" da Maratona como a minha mulher carinhosamente se refere). Para motivação até comecei a ler "Nascidos para Correr" mas isso fica para outro post.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O desafio do Sílvio

Ou o meu primeiro "longão".

Na semana passada o Sílvio partilhou o seu "sonho". Fazer 31km para comemorar o seu 31º aniversário.

Desafiou a blogosfera a acompanhá-lo e mal li o seu post fiquei logo super entusiasmado. Primeiro porque se encaixava na perfeição no meu plano de preparação para a maratona. Segundo porque iria ser o percurso  ideial, o inverso da maratona e permitia-me terminar em casa. E por fim, porque poucas vezes tenho o prazer de fazer treinos acompanhado e por isso sempre que tenho a oportunidade é ver-me a fazer os possíveis e impossíveis para alinhar!

Desde logo defini que não iria fazer todos os 31km. O objectivo é preparar-me para maratona e não queria forçar e arriscar-me a "ganhar" um empeno (não vou escrever a palavra começada por l...), muito menos no dia mais quente do ano. O plano era fazer metade do percurso até à Praia de Santo Amaro.

Às 7:10 estava a chegar à estação do Cais do Sodré e tinha à minha espera a "organização" da "prova". Sim porque tivemos direito a dorsal, um percurso previamente reconhecido e na mochila do Sílvio havia mantimentos sólidos e líquidos para um batalhão!
O dorsal personalizado e tudo!
Depois de feitas as apresentações dos 5 atletas e da foto para a posteridade (tirada por um taxista ai à centésima tentativa), lá iniciámos o nosso treino. Depois da adaptação inicial depressa encontrámos um ritmo confortável e lá fomos Tejo abaixo. Fomos sempre na conversa e quando chegámos a Algés nem queria acreditar que já tínhamos feito 10km! O tempo literalmente voou. Até este ponto eu não conhecia muito bem o percurso e já mais tarde, em casa, ao rever o treino há zonas que eu não me lembro de ter passado, só para verem o quão "distraído" com a conversa eu ia.
Os atletas!
O Paulo ia mantendo o ritmo qual relógio suíço e num piscar de olhos estava a anunciar que estávamos nos 15,5km e devíamos iniciar o retorno. O plano era eu continuar em frente mas estava a ser tão agradável que decidi continuar mais um pouco. E esta foi a melhor parte do treino. Estava a soprar uma breve brisa mas era o suficiente para nos arrefecer e com uma vista espectacular sobre o Tejo com a ponte no fundo. Ao analisar o treino reparei que nestes 2 km embora tenhamos mantido praticamente o mesmo ritmo a minha pulsação passou dos 160 para os 150 bpm. O calor têm efectivamente um impacto brutal no nosso corpo.

Já perto dos 18km achei que tinha de dar voz à razão e anunciar que estava na hora de deixar o grupo e voltar para trás. Ainda estava a uns 5km de casa mas como me estava a sentir tão bem (e estava atrasado) decidi "engrenar" o ritmo de maratona (ou pelo menos espero que venha a ser o ritmo de maratona). O último km já foi feito em esforço mas globalmente estava muito bem. Foram 22,8km em 2h14m o que representam quer um record de distância como de tempo em corrida (a minha maior distância era a meia maratona).

Como comentei no relato do Sílvio: Foi um excelente treino em excelente companhia!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Resumo Mensal - Junho 2013

Mais um mês passou e está na hora do habitual resumo. Este foi um mês muito mais regular que o anterior, onde praticamente fiz todas as semanas o mesmo ciclo. Felizmente as lesões parecem ter ficado para trás e consegui recuperar a forma pré lesão.

Este é o mapa das minhas actividades em Junho.


Com a seguinte distribuição temporal pelas 4 actividades que pratico (Corrida, IndoorCycling, Pilates e Musculação).


Este mês ficou claramente marcado pelo número record de provas em que participei - 5 - e pelo facto de ter conseguido estar em todas a 100%. Fiquei bastante satisfeito com as minhas prestações mas claramente a mais marcante foi o Troféu Localidades de Oeiras - GP Estádio Nacional, pela novidade de uma prova de corta mato, pelo percurso, pela organização e claro, por ter sido a prova com o ritmo mais elevado que alguma vez fiz (ui a adrenalina...).

Em termos de corrida os números foram:
Treinos: 20
Distância: 187km
Tempo: 15:29:39s
Passo Médio: 4:58 min/km
Ganho de Elevação: 1305m
Frequência Cardiaca Média: 165 bpm
Calorias: 13626 cal

No mês passado falei de planos e objectivos mas estava um pouco renitente em expor aqui, porque todos sabem a  "pressão" depois de publicarmos um objectivo. Queria primeiro testar-me em treinos mais longos porque nos últimos meses o meu treino foi muito focado na velocidade para as provas do troféu. Mas a verdade é que quero correr a Maratona de Lisboa.
Pronto já disse (Agora só já faltam 95 dias...)
Desde que comecei a correr, a maratona sempre esteve no meu horizonte (longínquo). O ponto de "aproximação" foi mesmo quando comecei a ler os blogs e deparei-me com pessoas perfeitamente normais (como eu e não super atletas) a falarem da sua experiência ou a prepararem-se para a grande prova. Quando fiquei a saber que o percurso ia passar à porta de casa a curiosidade transformou-se num desejo enorme. De um momento para o outro parecia que toda a gente se estava a inscrever para a prova, era como quando se compra um carro e de repente parece que existem milhões de carros iguais!

Ainda não me inscrevi (porque ainda não estou totalmente confiante) mas já estou em plena preparação. Aumentei o número de treinos de corrida(para 4 por semana), aumentei as distâncias percorridas (este mês dupliquei a distância total em relação ao mês de Maio) e reduzi substancialmente a velocidade média (para algo mais parecido com um ritmo para a maratona). Depois de muito pesquisar e de ver os mais diferentes planos de preparação decidi adaptar um que se adequasse mais à minha rotina e disponibilidade (dando a tónica principal ao aumento progressivo de distância nos treinos longos). 

Assim o meu "ciclo semanal" é:
Sábado: Treino Longo 
Domingo: Descanso
Segunda: IndoorCycling (Crosstrainning)
Terça: Corrida (Séries) + Musculação 
Quarta: Corrida (Recuperação)
Quinta: Corrida (Médio-Longo fortalecimento)
Sexta: Pilates

Agora é só seguir a preparação e esperar que não (re)apareça nenhuma lesão.