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sábado, 24 de agosto de 2013

I Trail da Pampilhosa da Serra - 17 Agosto 2013

ou "O meu 1º Trail!"

ou "O maior empeno de sempre"

ou "A aventura na Pampilhosa"

****Ressalva: Este é um post longo, com poucas fotos (porque ainda não dominei a arte de tirar fotos e correr ao mesmo tempo) e está uma semana atrasado porque sou um caracol a escrever.****

Há pouco mais de 3 meses na minha lista de objectivos escrevia:

10 - Participar numa prova Trail
Este é um objectivo bem recente e que espero poder riscar bem em breve (até porque é fácil) . Nunca tinha pensado muito neste tipo de provas, gosto mais de correr "limpinho" e a um regime constante. Mas depois de ler os imensos relatos pela comunidade de bloggers fiquei com tanta vontade (leia-se inveja) que decidi que havia de experimentar (um bem curtinho que isso de escalar arribas parece difícil).

E realmente inscrever-me até foi fácil. Mal li o desafio da Anabela (Run Baby Run)começou a fervilhar o plano...

Há algum tempo que estava para ir visitar uns tios da minha adorada esposa que vivem no Candal, perto de Alvaiazere. Depois de muito estudar o mapa consegui convencer-me que ficava "relativamente" perto.Tinha assim uma excelente desculpa para carregar com toda a família estrada fora. Como vim depois a descobrir, 50km pela serra não é exactamente sinónimo de perto...

Como agora tenho a mania que corro longos km's, quando vi que o trail "só" tinha 19km achei que não seria problema. Na realidade até achei que era curto, uma vez que iria substituir o meu treino longo na preparação da maratona. Era tão verdinho...

A única coisa que acertei em relação ao objectivo é que me fartei de "escalar" montanha acima.

Mas voltemos à prova. Cheguei à Pampilhosa perto da hora de almoço. Depois de um curto passeio pela zona do Rio Unhais e de um mergulho na espectacular Praia Fluvial foi hora de assentar arraiais e fazer um piquenique com vista para a meta (a minha filha adora piqueniques).
A Praia Fluvial com a Meta lá ao fundo.
O tempo foi passando e comecei a ver algumas pessoas com tshirts técnicas a passear pelo local. Decidi ir equipar-me e foi a partir daqui que começou a sentir-se algum stress. No site da prova referiam que iria haver transporte para o local da partida, mas apenas para 50 atletas e por ordem de chegada. Eu não sabia quantos atletas estavam inscritos mas a julgar pela quantidade que estavam "descontraidamente" com o olhar fixo na porta da Câmara não agoirava nada de bom. Como seria de esperar, assim que se abriram as portas foi uma confusão. Fui calmamente para a "fila" porque não queria stressar só para chegar à partida, e lá consegui a senha para o autocarro. Como é óbvio não houve para toda a gente e vi alguns atletas que ficaram sonoramente chateados. Para mim este foi o ponto menos bom por parte da organização.
Descontraidamente de camelback na mão, e reparem, de costas para a porta :)
Já na entrada para o autocarro reparo num grupo de atletas estrategicamente sentados nos lugares do fundo. Reconheço o Carlos (Papa Kilometros) e vou meter conversa. A viagem até à barragem de Santa Lúzia, local da partida, foi espectacular. Deu logo para ver que o ambiente nesta provas é diferente e passei grande parte da viagem na conversa com outros atletas enquanto uma paisagem deslumbrante passava lá fora. Passámos por uma encosta com uma vista sobre o dique da barragem que parecia algo saído do Senhor dos Anéis.
A minha foto tirada dentro do autocarro em movimento não fazia justiça ao local pelo que decidi procurar na net
Chegados ao local da partida foi tempo de ir levantar o dorsal e fazer os últimos ajustes no equipamento. Entretanto tive o prazer de finalmente conhecer a Anabela, o Paul Michel e a restante equipa Run Baby Run.
A foto de grupo versão Sol
Fiquei tão distraído com a conversa que, quando pensei em ir fazer um aquecimento, já estavam a iniciar o briefing. Pensei, "Bom com este calor já devo estar suficientemente quente" e fiquei a ouvir. Não fazia ideia quantos atletas estavam inscritos mas reparei que não estava assim muita gente (pela classificação final terminaram 201), foi a prova com menos atletas em que participei.
O ambiente na partida
 Nisto são quase 17h e os atletas começam a juntar-se na partida. Reparo que o Carlos e os restantes membros do CAL estavam quase no fim do pelotão. Tendo em conta que são muito mais experientes nestas lides decido ir para junto deles e assim fazer o percurso contrário a todas as outras provas em que luto para me chegar mais à frente.
A esta foto decidi chamar: O Sorriso do Maçarico
Às 17h em ponto é dado o sinal de partida e lá começa a minha prova de trail... em alcatrão e a descer. Os primeiros metros são feitos a 4:20 e começamos a ultrapassar alguns atletas, mas não muitos. Ao passar sobre o dique da barragem existem umas escadas onde só passa um atleta de cada vez e somos forçados a parar, olho para traz e continuamos quase no fim do pelotão, "Epá isto é só pros" comento com o carlos. A seguir ao dique, e durante 2km entramos numa zona de carreiros praticamente plano (um mimo que não voltaremos a ter...). Nesta fase o Carlos embala e num zig zag frenético começa a ultrapassar outros atletas. Eu ainda tento segui-lo mas numa tentativa de ultrapassar um atleta coloco mal o pé e por pouco não o torço. Considero isto um sinal divino para ficar sossegado e lá continuo muito serenamente pelo carreiro.

Chegamos à primeira subida e ai começo a ultrapassar. Primeiro um, depois outro e mais outro, começo a ver gente a andar e penso, mas que raio isto até nem é assim tanto a subir. Aguento-me até ao km 3, olho para o relógio e vejo 186bpm. Se continuo neste ritmo não aguento, não deve ser fácil uma ambulância chegar aqui, será que têm helicóptero? Dou uma gargalhada seca e começo a andar.

Não paro no abastecimento, até porque levo a mochila, mas a subida é tão íngreme que não dá para correr. Desta vez sou eu que começo a ser ultrapassado, e entre eles está um senhor mais veterano e com uma tshirt do Sporting. Considero que o senhor deve ser experiente nesta coisa do Trail e durante os 2km que ainda faltavam na subida colo-me a ele. Quando ele andava eu andava, quando corria eu corria. O cimo nunca mais chegava e eu inocentemente ansiava pela descida...

E ela lá chegou, deixei o senhor para traz e ataquei a descida qual Killian do Alentejo (só uma nota, andei na semana anterior a ver a série de videos que o Killian Jonet fez com a Salamon, só para motivação). Durou 10 metros. Apanhei um susto porque as pernas não responderam como estava à espera e os 3km seguintes foram feitos sempre a travar. Nesta fase o meu mantra era: Não estou a amar isto. O raio da descida nunca mais acabava!

No final dos 3km de descida chegamos à aldeia de Cabril onde se encontra mais um abastecimento e onde volto a não parar. Tinha levado uns cubinhos de marmelada que fui comendo de 15 em 15 min depois da 1ª hora. Saímos da aldeia por um trilho irregular e as pernas voltam a falhar e quase torço novamente o pé. Começo a sentir-me muito cansado e só quero uma descida para "poder" andar.

Iniciamos mais uma "escalada", e passamos por um troço de alcatrão. Todos os meus instintos me dizem para correr mas estou demasiado fatigado e continuo a andar. A partir daqui sempre que o caminho sobe,  passo imediatamente para modo caminhada para tentar poupar as pernas para as descidas. Até ao km 14 continuamos neste sobe e desce quebra pernas, ora "Mas a p**** desta parede nunca mais acaba!" ora "ai, ai, ai perninhas não me falhem nesta descida!".

Nesta parte fico várias vezes "sozinho". Este era um do meus maiores receios em relação aos trails. Ao ler os vários  relatos de provas de trail na blogosfera, um tópico habitual é gente a perder-se e acabei por me deixar impressionar. Felizmente sempre que tive de tomar uma decisão o caminho estava muito bem assinalado e em vários pontos estavam pessoas da organização a indicar o caminho. Para mim este foi um ponto muito positivo da organização!

No km 14 mesmo antes de terminar a última subida encontro o terceiro e último abastecimento. Desta vez pego numa banana e numa garrafa de água (porque estava com medo de já ter pouca na mochila mas acabei por ficar quase com metade da água na mochila). E que bem me fez, o meu estômago aceitou bem e senti-me novamente com energia. Ficou a indicação para a maratona, vou levar bananas!

Infelizmente após o abastecimento muitos atletas jogaram as garrafas vazias para o chão. Até nas provas de estrada me faz alguma confusão deitar as garrafas para o chão, então aqui, no meio da serra não me pareceu mesmo nada bem. Como tinha a mochila enfiei a garrafa vazia num dos bolsos e segui caminho.

Os últimos 4km são sempre a descer até à Vila, onde perdemos mais de 360m de altitude! Uma das descidas é tão inclinada que tenho mesmo de parar com medo de ir parar ao chão, mesmo assim esse km é feito em 4:35, o mais rápido da prova.

A 2 km da meta entramos numa estrada de alcatrão. Será verdade? Será que vamos fazer 2km inteirinhos em alcatrão? Oh Júbilo! Mas a organização ainda tinha uma supresa, mesmo antes da recta da meta temos de descer umas escadas altas até à zona da praia fluvial. Estou com as pernas tão empenadas que tenho de utilizar os braços para as conseguir descer.

Os últimos metros são sobre a passadeira de madeira da praia fluvial e com a meta já à vista pareço que estou a voar. Vejo a minha filhota e a minha linda mulher e lá consigo por um sorriso para a foto.
A chegada e o apoio exuberante da Margarida
Mal passo a meta a minha única preocupação é encontrar um metro quadrado de relva para me sentar, tenho os pés em brasa (felizmente, agora, passada uma semana nenhuma unha decidiu mudar de cor :) ).
O sorriso é só para disfarçar... ainda procurava o coração que me tinha saído pela garganta...
Lá recupero o fôlego e antes de ir "desinflamar" para o rio ainda troco umas palavras com o Carlos.
A minha flor não me largava
A banhos no Unhais
Já mais recomposto fomos assistir à entrega de prémios e depois para a churrascada na traseira dos bombeiros. Aqui tive a prazer de poder conviver um pouco com a malta do Run Baby Run e do PapaKilometros, tudo malta muito positiva e bem disposta! Como já comentei a "socialização" foi um dos pontos altos desta prova. Como não estou em nenhum clube, acabo por ir às provas como "individual" e como normalmente não conheço ninguém assim que acabo de correr não há muito para fazer a não ser ir para casa. Fico sempre com a sensação que fica qualquer coisa a faltar. Na Pampilhosa deu para conviver o que de alguma forma me fez sentir a prova mais completa. O meu obrigado à Anabela e ao Paul Michel pela forma simpática com que nos receberam na Pampilhosa.

No dia seguinte tinha um andar "estranho" e subir escadas era um tormento. Foi tal o empeno que quase uma semana depois ainda não tinha recuperado totalmente os músculos das pernas. O tempo costuma suavizar as coisas mas acho que nem na minha primeira meia maratona fiquei assim tão empenado.

O meu objectivo era mesmo terminar uma prova de Trail e sentir as emoções de correr na natureza, dando o meu máximo, pelo que o tempo e a posição era completamente secundário. Mas fiz a prova com um tempo oficial de 1h59m18s o que deu o 87º lugar na classificação geral (terminaram a prova 201 atletas). Foi uma experiência muito positiva que quero repetir. No entanto, também me fez ver que a minha forma actual, muito focada na maratona, não se adequa a este tipo de prova.

A última frase vai para a minha família, nomeadamente a minha luminosa Inês que atura com um sorriso estes meus "devaneios".

segunda-feira, 1 de julho de 2013

GP Linda-A-Pastora - 30 Junho 2013

Este Domingo foi o dia da última prova do Troféu das Localidade de Oeiras 2013, desta vez em Linda-A-Pastora. Desta vez com direito a Atletas com "A" grande. A Sandra Teixeira do Sporting participou na prova das senhoras (e a seguir fez a prova dos homens). Pelo que percebi mais tarde, o Linda-A-Pastora Sporting Clube foi onde se iniciou no atletismo.
A partida da corrida das senhoras com a Sandra Teixeira.
Estava um calor abrasador e como habitualmente a quinta e última corrida (dos homens) só teve inicio quase às 11h. A prova não era muito grande, 6,7km, mas tinha algum desnível, com um ganho de quase 60m logo no primeiro km. Mas o calor tornou tudo muito mais difícil. Não sei se foi do calor  mas o meu telemóvel decidiu fazer reset quando já estava na linha da partida pelo que desta vez não tinha GPS. Felizmente agora com o Suunto quase posso dispensar o GPS (está para breve um post sobre a minha "electrónica", e não, não tenho Garmin).
A partida como "habitualmente" no fim do pelotão...
E sob um Sol impiedoso lá partimos. Eu sabia que o 1km ia ser muito difícil pelo que decidi poupar-me e fiz um exaustivo trabalho mental para não sair disparado. Consegui cumprir o planeado e depois da subida lá aumentei o ritmo para a velocidade de cruzeiro. Foi mais ou menos nesta altura que a Sandra me ultrapassou. Ainda tentei fazer um esforço para a acompanhar (porque ela ia claramente a passear) mas achei que com o calor que estava era melhor não inventar. Felizmente a organização proporcionou 2 abastecimentos o que foi um verdadeiro oásis. Pela primeira vez em prova, depois de beber uns goles, despejei o resto da água pela cabeça (normalmente vou com os phones e tenho alguma renitência em o fazer, mas desta vez como o telemóvel não quis cooperar ia "nu"). Teve 2 efeitos, por um lado fez-me descoordenar a respiração mas por outro refrescou-me a cabeça e o espírito!

A prova terminava numa descida de 100m com mais de 8% de inclinação e onde a adrenalina subia na mesma proporção! Quando parei parecia que os meus pés estavam literalmente a arder e tive de correr arrastar-me para uma sombra e beber a garrafinha de água porque já estava a começar a ver miragens...
I Belive I can Fly... (últimos 200m velocidade média 3:00 min/km)
Fiz os 6.75km da prova em 29:30 o que resultou num ritmo médio de 4:22 (com um ganho total de quase 90m) e uma temperatura para lá de alta e completamente impropria para correr, mas que ainda assim correspondeu ao 23º lugar no escalão. 

No final tinha os meus 3 tesouros à minha espera o que foi o perfeito troféu neste troféu!
Eu, a Inês, a Margarida e... 


segunda-feira, 24 de junho de 2013

GP Ribeira da Lage - 23 Junho 2013

Este domingo foi dia de mais uma prova do Troféu das Localidade de Oeiras, a 13ª, desta vez na Ribeira da Lage. Depois do "luxo" da prova anterior, nesta voltámos ao padrão das provas do troféu: em estrada, um sobe e desce constante e uma garrafinha de água choca no final.
O ambiente na partida.
Tinha visto no regulamento que seria uma prova pequena, com pouco mais de 6km, mas com algum desnível. Já me queixei aqui por diversas ocasiões sobre o caos e falta de "ética" que são as partidas nestas provas mas a de hoje rescreveu o conceito de caos. Como habitual fui dos primeiros a ir para a zona da partida e coloquei-me exactamente por baixo do pórtico da CMO. Os atletas foram chegando e chegando e como estávamos numa rua estreita em vez de irem formando o pelotão para trás, não, foram formando para a frente. A "linha de partida" (entre aspas para não ofender as linhas) ficou uns bons 20m à frente do pórtico e obviamente fiquei no fim do pelotão. O primeiros metros foram muito confusos e não conseguia correr no ritmo, mas depois de algumas curvas por fora e na subida inicial consegui ganhar espaço e impor o meu ritmo.
A partida ou isso...
Tirando a subida inicial, a primeira metade da prova era sempre a descer e mantive um passo rápido (demasiado) mas queria ganhar o máximo de tempo possível, porque sabia que o km 4 e 5 iam ser dolorosamente a subir. Ao passar o 3km, tive de abrandar e embora não tivesse sido ultrapassado por muitos atletas o grupo onde seguia continuou e eu não consegui acompanhar. Foi aqui que me fui um pouco abaixo psicologicamente. Estas provas são muito duras em termos cardio e implicam sofrimento. Imaginem que estão a treinar séries só que é apenas uma com 6km...
As curvas por fora para as ultrapassagens
Mas no meio dos meus devaneios habituais (género: nunca mais venho a estas provas, porque me levanto a um Domingo para isto, vou andar, vou deitar-me na estrada e esperar pela ambulância...) acaba a subida e a vida volta a sorrir. Retorno ao meu ritmo dos 10km e um atleta de amarelo junta-se a mim e lá vamos no último km. Nos últimos metros o homem decidiu acelerar para me ultrapassar, embora tenha quase a certeza que ele não pertence ao meu escalão e por isso não terá qualquer relevância na classificação fico "sentido" e alargo a passada. Ainda oiço as passadas dele a tentar acompanhar mas nos derradeiros metros abranda e consigo chegar à frente, momento captado em glória pela minha luminosa esposa.
O "publico" ao rubro: Papaaaa! Papaaaa! Papaaaa!
Fiz os 6.3km da prova em 27:07 o que resultou num ritmo médio de 4:19 (com um ganho total de quase 100m) e que rendeu o 24º lugar no escalão. Na próxima semana será a última prova da edição deste ano do troféu em Linda-A-Pastora.
Eu, a "medalha" e as suas sapatilhas mágicas!


PS - Optei por colocar o mapa do Endomondo, estou a ficar farto das constantes falhas do SportsTracker...

terça-feira, 18 de junho de 2013

Marginal à Noite - 15 Junho 2013

Finalmente consegui participar na Marginal à Noite. Embora a partida (e chegada) desta prova seja a menos de 500m da minha casa, ainda não tinha tido a oportunidade de participar. Este ano não só decidi participar como ainda convenci o pessoal do trabalho a alinhar! Ao todo haviam 15 atletas e ainda mais alguns penetras.
Os atletas!
Claro que tive de prometer jantar cá em casa mas fiquei arrebatado com a quantidade e entusiasmo dos colegas que consegui convencer.Obviamente que tivemos todos os cuidados que os grandes atletas têm antes das provas. Comemos e bebemos até 45min antes da prova, saímos de casa praticamente em cima da hora e ainda fomos na galhofa até à partida.

Mais um momento de galhofa concentração para a prova.
No entanto eu era um homem numa missão, tinha andado a armar-me e tinha dito que ia fazer menos de 35min, pelo que às tantas tive de os deixar e ir furar o pelotão para não sair cá de trás. Mas numa prova desta dimensão e à hora que cheguei foi uma tarefa inglória. Lá me mentalizei que os primeiros km iam ser a furar e esperei pela partida.

A multidão à minha frente...
Após o que me pareceu uma eternidade (40 segundos) lá passei o pórtico e comecei a correr. Felizmente a prova começava com uma subida o que deu logo para separar o "trigo do joio". Reparei que havia menos gente na linha divisória das faixas e decidi ir por lá. O problema é que de 10 em 10 metros havia um poste, o que se tornou quase numa dança (3 passos, desvia, mais 3 passos, desvia). Mas pelo menos consegui manter um bom ritmo tendo feito o 1ºkm (que era praticamente todo a subir) em 4:14.

Só uma foto com cara de parvo para não ficar muito texto de seguida!
Eu conheço muito bem o percurso e sabia exactamente o que me esperava mas a verdade é que eu não sou um animal nocturno. Sempre funcionei melhor de manhã e os meus treinos acontecem sempre ao raiar do dia. Entre o 1km e o ponto de retorno fui um pouco em sofrimento, sentia-me desconfortável e estava a ser muito difícil manter o ritmo.

Mas no retorno tudo mudou. Psicologicamente o passar a metade da prova foi muito positivo, e depois adivinhem quem eu vi uns metros à minha frente... a Filipa Elvas! Deu-me uma pica e qual galgo de corrida lá fui em perseguição. Consegui ultrapassa-la no 6km e depois já estávamos no 7km, só faltava um e agora era sempre a descer. Aproveitei a inclinação e acelerei até à meta. E agora adivinhem lá outra vez quem me passou a 2 metros da meta.
"Game On" Filipa! Da próxima desempatamos! ;)
Fiz os 8km (pelo relógio foram apenas 7.9km) em 33:19 (tempo oficial 34:08 380º na geral).


Após passar a meta fui rapidamente buscar as bebidas e a banana (mas fiquei um pouco desapontado por não haver medalha, assim não tenho recordação para colocar no placar) e comecei a fazer novamente o percurso para ver se via o resto do pessoal.

Vi passar o trio da "minha equipa" que fez a prova a correr e ainda troquei umas palavras com o Sílvio. Já perto do 6km encontrei o resto da malta que ia a  andar e terminei (novamente) a prova com eles.

Foi uma grande festa com direito a fogo de artificio e tudo!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

GP Estádio Nacional - 10 Junho 2013

E no dia de Camões fui correr a 12ª prova do Troféu das Localidades de Oeiras, desta vez no Estádio Nacional organizada pelo NucleOeiras/Sportzone. Mal chegámos deu logo para ver que estávamos perante uma organização diferente condizente com a hegemonia do clube organizador (1º lugar do troféu com 6655,o 2º classificado tem 4077).
A zona da partida no Parque do Jamor.
Já chegámos bastante tarde ao local e quando nos aproximámos da partida já estavam a preparar a quarta corrida. Mas foi mesmo a tempo. A semana passada tinha vindo fazer um reconhecimento do terreno da prova mas só ao ver a prova das senhoras é que percebi que íamos andar literalmente às voltas em torno da partida. Esta prova também tem a particularidade de ser (até agora) a única que não é de estrada percorrendo os caminhos no parque do Jamor.

Desta vez decidi não levar música mas mesmo assim fui apanhado de surpresa com o momento da partida (para não variar). Talvez por isso e com toda a adrenalina fiz o 1ºkm a um ritmo alucinante, 3:30. Foi de longe o km mais divertido que alguma vez fiz em provas. A luta para manter a posição, as curvas em descidas acentuadas, e claro, sempre no meio da natureza!
No 1ºkm nem a Natureza me parava (mas tentava colocado ramos no caminho) 
Obviamente que era impossível manter este ritmo, até porque, tudo o que desce tem que subir. Mas estava tão bem e confiante que até na subida (que incluía uma "parede") consegui manter um ritmo de 4:30.

Uma nota muito especial para a minha "claque" que esteve impecável. Sempre a mudar de lugar para me ver passar (e tirar fotos) e a puxar por mim ;)
Eram fotos à direita...

...e eram fotos à esquerda! Estavam imparáveis!
Focagem: Árvore?Check! Senhora de costas?Check! Atleta...
Fiz os 6.6km da prova em 27:11 o que resultou num ritmo médio de 4:06, a prova com a média mais rápida que alguma vez fiz. No entanto, continuou a render apenas o 23º lugar no escalão. Estava com esperança de conseguir voltar ao top20 mas o nível competitivo do troféu está muito forte. Mas tirando isso adorei a prova e adorei correr fora do alcatrão.


Como mencionei aqui, estava doido por ir experimentar as minhas sapatilhas de trail novas e foi o que fiz. Penso que foi uma decisão muito acertada. Embora o terreno não fosse muito difícil, o ritmo da prova foi muito forte e houve algumas situações onde a tracção extra foi fundamental para não ir parar ao chão (numa descida ainda coloquei mal  um pé e torci-o mas não foi nada de especial).
A foto talismã!
Desta vez tivemos direito a brindes de luxo, que incluíam: uma garrafa de água, um saco de pano, um sumol, um bolo, um porta malas e ainda uma t-shirt (e uma cerveja para quem quisesse). Para uma prova gratuita não esteve nada mal!
O bolo não "sobreviveu" à inspecção que a minha filha fez ao saco dos brindes.

terça-feira, 11 de junho de 2013

BES RUN CHALLENG3 - Lisboa (Corrida de Santo António)

E à 3ª lá consegui fazer uma prova 10km como uma prova de 10km. Em Cascais, devido ao joelho, foi um passeio. Em Sintra foi... Sintra, não propriamente uma típica prova de 10km. Em Lisboa finalmente consegui correr uma prova de 10km ao meu ritmo para a distância.

Chegámos ao local cerca de uma hora antes, e mal saímos do metro começamos logo a sentir a chuvinha miudinha para arrefecer o pessoal. Encontrá-mo-nos com uns amigos que também vinham ao triplo desafio e siga para a praça! O Rossio estava animado e já se viam pessoas a aquecer. Sinceramente não percebo os atletas que aquecem quase uma hora para uma prova de 10km... Normalmente o meu aquecimento resume-se a 5 min de corrida muito lenta(e só se estiver frio) e uns alongamentos para libertar as articulações. E foi o que fiz na companhia da Jéssica Augusto. Ok, ela passou por mim a alta velocidade que nem consegui tirar uma fotografia.
Vêm a Jéssica? Não? Pois ia muito rápida.
Mais uma vez a entrada nas caixas de partida foi caótica. Se em Sintra culpei a chuva e a falta de espaço, em Lisboa a culpa foi mesmo da organização. Só abriram as entradas (pelo menos a dos 50') quando faltava menos de 10min para a prova o que causou muita confusão. Para ajudar à festa há sempre os espertos que tentam entrar sem o dorsal adequado o que atrapalha ainda mais. No entanto, admiro o esforço de criar várias caixas de partida e o rigor no seu acesso. Apenas abria as caixas com mais tempo.

Concentradíssimo! 
E lá começámos. O 1km foi o habitual zig zag, a sorte foi que dava para correr pelo passeio pelo que consegui desde o inicio manter o ritmo forte. Quando o relógio sinaliza o 1km olho e vejo 4:12. Ok, se calhar demasiado forte. Reduzo um pouco e até ao 1º abastecimento (perto dos 4km) lá sigo a rolar. Como o tempo estava fresco optei por não ir buscar água e segui em frente. Daqui até ao retorno foi a parte mais difícil para mim.Comecei a sentir o cansaço e o facto de ainda não termos passado o meio da prova desmoralizou-me. Este foi o km mais lento.
Aqui vou eu muito cool atrás das "lebres".
Logo depois do retorno vejo, uns metros à minha frente, uma rapariga e um rapaz que seguiam a um bom ritmo. Marco-os como lebre e passo os 2km seguintes a tentar aproximar-me. Quando consigo finalmente ultrapassa-los devo te-la picado porque acelera e torna a passar-me. E assim vamos os três neste passa e ultrapassa até que oiço o relógio marcar o 9km. Ai penso: falta apenas 1km, acho que está na hora de ser eu a lebre, vamos acabar com o sofrimento (o meu). Alargo o passo e mesmo com a ligeira subida  acelero. Sinto os meus "companheiros" a acompanhar e faço o ultimo km em 3:51.

Chego à recta da meta e o relógio marca 43:14 Nice!

Olho para o lado, preparando-me para o habitual "Boa Corrida", quando reparo no nome do dorsal da rapariga: Filipa Elvas. Fiquei tão chocado que acabei por apenas sorrir que nem um parvo e não disse nada. Afinal não é todos os dias que fazemos uma prova com uma estrela do atletismo nacional!


O tempo oficial foi de 43:44 e o de chip 43:11. Não foi RP mas ficou a uns escassos 23 segundos e mais importante demonstrou-me que praticamente consegui recuperar a minha forma pré-lesão! E ainda levei um manjerico para casa!
Não é um manjerico mas é uma Flor!

Globalmente o BES RUN CHALLENG3  foi sem dúvida um excelente desafio, pelos percursos, pela  organização (ao nível do melhor que se faz por cá) mas principalmente pelo conceito das 3 corridas numa prova. E claro pela medalha que faz um vistão no placard no trabalho!




quinta-feira, 23 de maio de 2013

GP Porto Salvo - 19 Maio 2013

E após 16 horas de ter terminado o BES RUN CHALLENG3 em Sintra, estava novamente na linha de partida para mais uma prova a contar para o Troféu das Localidades de Oeiras. Desta vez em Porto Salvo organizada pelo Clube Recreativo Leões de Porto Salvo.
Com mural personalizado e tudo!
Felizmente esta prova, na escala das corridas do troféu, era relativamente "facil". Com cerca de 6km e 60 de ganho de elevação, com uma boa descida no início ("boa" no sentido que permite correr rápido ao contrário das descidas "más" em que temos de ir a travar) e obviamente uma equivalente "subidinha" nos últimos km's.

Mais uma vez tive o privilégio de ser acordado às 7 da manha pela pirralha e por isso chegámos relativamente cedo à zona da partida. Desta vez a organização proporcionou muita animação existindo inclusive actividades para as crianças (que a minha filha muito apreciou).

Duas Flores...

As várias corridas iam sendo efectuadas e entretanto tive o prazer de conhecer o João.

Seguindo o meu "guião" para estas provas, assim que chegou a primeira atleta da 4ª corrida comecei a fazer o meu aquecimento. Desta vez como estava fresco fiz um aquecimento mais longo e fui rolando, mas tanto rolei que às tantas estava meio perdido e fiquei com receio de não conseguir regressar à zona da partida a tempo. Felizmente fui dar ao percurso da prova e segui os atletas que ainda estavam a completar a 4ª corrida.

Para não me tornar muito repetitivo digamos apenas que por mais que me esforce nunca consigo partir no 1º terço do pelotão (mais ou menos onde me encontro na classificação geral) e acabo por sair quase no fim. O que me obriga a um esforço adicional nos primeiros metros (incluindo alguns exercícios de força de ombros). Mais uma vez tinha o meu grupo de apoio que me tirou outra fotografia profundamente artística...

Já descobriram onde estou? Ajuda: Sou o único atleta a acenar... O Meu relógio gostou da atenção.
Desta vez o plano era deixar as minhas pernas definir o ritmo, até porque estavam bastante desgastadas do dia anterior. Mas mais uma vez a adrenalina da partida e o facto do 1ºkm ser a descer levou a que fosse feito em 3'42. Obviamente que depois tive de reduzir e a subida no 5km foi um pesadelo. Desta vez o meu mantra era: "Mas porque raio é que eu me meto nestas coisas?"


O último km foi algo interessante. Só um aparte para quem não está familiarizado com a pontuação do troféu:  não são contabilizados os tempos efectuados mas posição do atleta no seu escalão, pelo que é habitual existirem grandes despiques na meta. Os primeiros 500m (do último km) eram uma descida com 20m de perca de elevação. Nesta descida e como estava em modo "poupança" sou ultrapassado por um atleta que seguia completamente descontrolado (com uma tshirt igual à minha). Mas mal acaba a subida o fulgor acaba.Os últimos 500km eram uma subida com os mesmos 20m de elevação. Eu acabo a descida e tento manter um ritmo forte, volto a ultrapassa-lo e nesse instante parece que ganha vida e tenta acompanhar-me. "Infelizmente" (para ele) a subida ainda tinha 500m e quebrou antes de chegar à meta.

Eu, o outro atleta e a Meta
Fiz os 5.8km em 25m38s (13.7km/h) o que resultou (mais uma vez...) no 26º lugar no escalão. Desta vez à chegada apenas houve a garrafa de água habitual e uma senha para o sorteio de uma bicicleta. No entanto os meus gémeos estavam a desistir de mim e acabei por me ir embora antes do sorteio.
A foto para a recordação.

E pronto, foi assim a minha estreia em correr 2 provas no mesmo fim de semana. E a minha mulher ainda diz que as corridas ditam a nossa vida... ;)

Um grande obrigado ao meu trio de apoio e à sua paciência para este meu hobbie estilo de vida.

terça-feira, 21 de maio de 2013

BES RUN CHALLENG3 - Sintra

Em uma palavra: Es pec ta cu lar!

Sim, dito uma silaba de cada vez para vincar bem o sentido. O percurso, a paisagem, a minha prestação, a prestação do meu corpo (olá joelho), a organização e até as duas queijadas no final estiveram cinco estrelas. Já marquei esta prova como a "greatest move" de 2013 no movescount.

Tudo a postos para o inicio do desafio!
Mas voltemos ao inicio. Como não conhecia muito bem a zona e para aproveitar a deslocação a Sintra, fomos logo de manhã buscar o dorsal. Estava pouca gente e o tempo de espera foram zero segundos, mal entrei na tenda já estava uma menina a acenar para ir para a bancada dela. Depois de almoço aproveitámos para passear (pouco que tinha de poupar as pernas) por Sintra e fomos comer uns travesseiros (é essa a comida pré prova dos grandes atletas, não é?).

Fomos para a zona da partida e encontrei-me com uns amigos que também vinham à "escalada". Quando nos preparávamos para ir espreitar a partida começam a cair umas "pinguinhas", só tivemos tempo de correr para debaixo de um toldo antes que começasse o "diluvio". Mas tão veloz como surgiu assim passou, o problema é que faltavam 10 minutos para o inicio e mais de 2000 pessoas para entrar nas boxes da partida. Após alguma confusão lá consegui entrar no sub50 mesmo antes de começarem a juntar todas as boxes.

Os "escaladores" e o "emplastro" (fofinho!)
E assim começámos.

Os primeiros 1.5km até à vila foram frustrantes. Estava tudo com medo da descida e constantemente a travar. Eu bem queria avançar um pouco mais, mas era impossível e achei que não valia a pena estar a furar. Assim que a inclinação se inverteu começou a haver mais espaço e pude ultrapassar outros atletas (e outros tantos passaram por mim, incluindo um ou outro blogger). A "rampinha" com 3km e 200m de ganho vertical foi um desafio. A parte psicologicamente mais difícil foi após 2km a subir chegarmos a uma zona em que a estrada serpenteava pela colina e era possível ver um "carreiro" de atletas com 4 níveis "ai que ainda falta subir tanto...". Eu corro sempre a ouvir música, mas desta vez decidi não levar. E foi uma decisão acertada. Adorei correr pela natureza e "sentir" a aura da serra.


Após o abastecimento de água começámos a fazer o percurso de "ida" até ao retorno e "volta", com 4km e um perfil menos agressivo. A estrada "encolhia" e ficávamos só com uma faixa o que dificultava a progressão mas consegui manter um bom ritmo.

No km8 encontrámos a "Grande Rampa" no acesso ao Palácio da Pena. Aqui vi muitos atletas a quebrar e a andar, mas eu lá ia repetindo o meu mantra "não vou andar, não vou andar"(nada obsessivo...) e consegui escalar o cume. A partir daqui foi 1km numa descida vertiginosa em empedrado até à meta. Fui sempre com muito cuidado, controlando sempre a descida ( e não deixando que me controlasse a mim) e rezando para que não me derrubassem. Os últimos metros eram, finalmente, em alcatrão o que possibilitou uma chegada a alta velocidade.
A chegar: "Gémeos? Onde estão os meus gémeos..."
Terminei a prova com tempo oficial de 52'41'' e de chip 52'06''. Curiosamente a classificação geral e de chip foram a mesma 382º, ultrapassei tantos atletas como aqueles que me ultrapassaram!


Para  o percurso e a minha forma actual fiquei muito satisfeito com a minha prestação. Quando terminei o meu relógio anunciava que o tempo de recuperação necessário era de 21h, tempo para a minha próxima prova 16h (hum......).

A já habitual foto da consagração

segunda-feira, 13 de maio de 2013

GP Outurela - 12 Maio 2013

Este Domingo foi dia de mais uma prova do Troféu das Localidades de Oeiras, desta vez na Outurela (já tínhamos passado à porta da TVI noutras provas desta foi a vez da SIC). Para mim esta diversidade de percursos tem sido uma das mais valias da minha participação no Troféu. Eu moro em Oeiras à quase 8 anos, mas a verdade é que não conhecia o concelho. Com estas provas não só fiquei a conhecer o concelho como o fiquei a conhecer a correr!

Tudo a postos para a partida!
Mas voltando à prova. Estava mais uma vez um dia bastante quente (para correr, óbvio), principalmente porque novamente a última corrida só começou depois das 11h. Eu compreendo que as corridas não podem ser simultâneas e que não é fácil alterar a ordem (da mais curta para a mais longa) mas correr com aquele calor é realmente difícil (se não mesmo perigoso, novamente alguém teve de ser assistido na ambulância).

Desta vez a prova era constituída por 2 voltas, a primeira mais curta na zona residencial de Carnaxide e a segunda mais longa em torno da colina da Outurela. Estas provas com "voltas" são boas para as "claques" porque assim podem ver os atletas passar a meio da prova. E também para o atleta que recebe o incentivo extra desde que não sejam voltas muito curtas e se torne aborrecido estar sempre a passar no mesmo sitio.

Aqui estou a saudar o grupo de apoio
 Não tinha grande plano para esta corrida. Tenho noção que ainda não recuperei a forma pre-lesão e por isso a minha estratégia foi colocar-me atrás da minha "lebre" e ver como corria. Mas a verdade é que nem aguentei a primeira volta... Fui vendo-o afastar-se e ao fim do 3km deixei mesmo do ver. É oficial, já não tenho "lebre" (ou as minhas pernas já não conseguem aguentar...). Devido a esta minha (idiota) tentativa fiz a primeira volta (3km) em 12m55s. Só para verem a velocidade estonteante com que passei na partida esta foi a foto que a minha claque conseguiu tirar!
Foto sem Photoshop ou manipulação. 100% arte da fotografa!
O resto da prova...bom quem conhece as corridas deste troféu sabe que não existem provas "difíceis", apenas "muito difíceis" ou "infernos na terra". Com 7.3km e 240m de altitude acumulada esta estava lá no meio. Devido ao inicio idiota, fui-me arrastando na subida da colina e depois deixei as pernas fazerem o que quiseram na descida, sempre tentando proteger o joelho.

Fiz os 7.3km em 33m55s (13.0km/h) o que resultou no 26º lugar no escalão (mais uma vez não consegui ficar nos 20 primeiros...). À chegada tive direito a farnel reforçado (água+sumo+queque) o que não é habitual! Tinha também os meus tesouros e como se pode ver na foto com a "medalha" ao colo.
Eu e a "Medalha" (que também começa por "M")