quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Janeiro e inicio de uma nova paixão...

Já tinha mais ou menos desistido de escrever resumos mensais. Primeiro porque o tempo para escrever é agora muito curto e eu continuo uma lesma a escrever. Depois porque na maior parte das vezes para as situações interessantes já crio posts específicos e o resto dos treinos não são assim tão notáveis.

No entanto este mês foi algo diferente. Foi um dos meses mais activos em termos de treinos, em grande parte devido às idas aos treinos à "Hora do Esquilo", ou simplesmente "Esquilos". Depois dos vários problemas com os entorses, finalmente parece que consegui ganhar o mínimo de técnica para que não ocorram problemas em todos os treinos, o que tem deixado espaço para apreciar as correrias loucas pelos trilhos escuros e lamacentos de Monsanto!

São treinos muito duros (à terça e à quinta, às sextas é mais acessível e o dia perfeito para experimentarem ;) ). Só para dar uma perspectiva eu vou apenas quando a convocatória não inclui as palavras "RedLine", "Infernal", "Sangue na boca" ou "Diabólico". E mesmo assim só apareço quando tenho a certeza que vão alguns dos elementos com um ritmo parecido ao meu, para desta forma ter companhia no fim do grupo. Sim, neste grupo vou quase sempre a fazer de grilheta aos tubarões (a sorte é que a malta mais rápida vai esperando nos cruzamentos senão já tinha ficado perdido em Monsanto). Mas no fim fica sempre um pontinho de orgulho por ter conseguido (minimamente) seguir o grupo. Houve um momento sem preço quando, no fim de um treino, passámos por um outro grupo de corrida que estava a começar e ouvi um "lá vêm os esquilos".
Um dos pontos obrigatórios é a foto no final, já estou a ficar com uma bela colecção!
Dado que a "Hora do Esquilo" é das 6h às 7h e já não dá para voltar a casa, sigo directo para o ginásio e aproveito o tempo para fazer mais qualquer coisa. Um género de bi-diário mas muito juntinho. Estas loucuras actividades permitiram ter o mês com mais horas de exercício. Isso, e claro a aventura de 5,5 horas em Sintra. :)

A paixão pelo Trail atacou em força em Janeiro, e embora o número de km em estrada tenha sido um pouco superior aos km em trail, em tempo o trail ganhou destacado!


Outro ponto interessante foi a subida acumulada. Em Janeiro alcançou os 5015m o que representa metade da subida acumulada DE TODO O ANO DE 2013! 

Foram quase 245km, o que eleva este mês ao 3º lugar no pódio dos meses com mais km (apenas superado pelos 2 meses de preparação para a Maratona).

E claro, não podia terminar o resumo do mês sem mencionar o companheiro de grande parte destes treinos o Sílvio,  sem o qual estes não seriam possíveis (não me sinto confortável em ir para os trilhos sozinho e para além disso com companhia é muito mais divertido!). Obrigado e siga para mais que o ultra objectivo ainda não está completamente foram de questão ;)

Treininho 5* em Monsanto!


domingo, 2 de fevereiro de 2014

GP Fim da Europa - 26 Janeiro 2014

E após várias tentativas este foi o ano em que corri até ao Fim da Europa!
Há anos que ouvia falar desta prova mas por uma razão (quando me apercebia já não havia inscrições) ou por outra (cagufa, quando 10km me pareciam uma maratona e 17km um sofrimento desumano) ainda nunca tinha conseguido participar. Mas no ano passado na Corrida do BES fiquei com uma amostra do que me esperava e ansiosamente fiquei atento à edição deste ano. Como já escrevi aqui, só muito recentemente me envolvi no mundo das redes sociais, mas a verdade é que apesar do meu cepticismo inicial são muito úteis para a malta das corridas. No dia em que abriram as inscrições rapidamente o meu facebook encheu-se de gente entusiasmada a anunciar a boa nova, até parecia que o Natal tinha chegado mais cedo! Rapidamente fiz a minha inscrição e garanti a minha primeira "Fim da Europa".

Sexta-feira, enquanto me deslocava  a Sintra para levantar os dorsais, comecei a sentir os primeiros sintomas gripais. Sábado, os sintomas agravaram-se, e a ida à prova começou a ser colocada em causa. No Domingo de manhã acordei sentindo-me minimamente em condições de participar, e decidi ir, até porque tinha os dorsais de alguns amigos. Por falar em amigos, um dos que consegui convencer a ir a esta prova foi o meu amigo Duarte, com o qual já fiz algumas corridas... de 10km... sendo na altura a distância máxima que alguma vez tinha corrido. Nos dias que antecederam a prova confesso que fiquei um pouco preocupado com a participação dele, não só era quase o dobro da distância habitual, como não era propriamente o mais plano dos percursos. Claramente subestimei o rapaz....
Da esquerda para a direita, Duarte, David e Eu!
A caminho de Sintra, e tendo em conta o meu estado físico decidi que iria ter como objectivo fazer a prova com o Duarte. Quando chegámos, entreguei os dorsais da restante malta e durante a conversa (picaria) alterei o objectivo para: não ficar atrás do David (amigo, colega e chefe! :) ). Já em contagem decrescente encontrei o Sílvio. Novo objectivo: acompanhar o Sílvio (tentar)! A adrenalina da prova é uma coisa lixada... E assim às 10h estávamos praticamente sob o pórtico da partida prontos para a nossa prova.
Já com o Sílvio e com um renovado objectivo!
Fruto da nossa posição estratégica e da excelente ideia (pelo menos para os atletas de pelotão, para os elite não sei se terá sido tão boa...) de utilizar o tempo de chip para a classificação final, começámos logo a correr a bom ritmo. A subida inicial é demolidora (215m D+), mas não sei se por já não ser novidade, ou os treinos mais intensos a trepar em Monsanto ou a motivadora companhia, escalámos os 4km iniciais a um ritmo médio de 5:17. Alcançar o topo da subida foi uma sensação incrível, estávamos a ir a bom ritmo e o meu corpo estava a responder bem. Mal o terreno alivia um pouco a inclinação o Sílvio começa a impor um ritmo "louco" e eu lá me vou aguentando. Os 6km seguintes foram sempre bem abaixo do 5min, tendo o 7km sido percorrido em 4:18.


Sintra estava Sintra, húmida, fresca e com a neblina a dar um ar misterioso à serra. Por duas ou três vezes o Sílvio fez comentários à magnifica paisagem, os quais tiveram como resposta apenas uns sussurros monossilábicos da minha parte. Em termos cardio estava controlado mas a parte muscular estava a começar a ceder. Mentalmente ia imaginando que a corrida tinha 11km e que após a parede eram 6km de "relantim". Aguentei até à rampa ao 10km, mas a meio da rampa tive de andar alguns passos. Não foram mais que 200m e provavelmente teria conseguido continuar a correr, mas por uma questão táctica (a velocidade era ridícula, acho que a andar ia quase à mesma velocidade, e iria precisar das pernas para o últimos km sempre a descer), optei por uma caminhada técnica. O Sílvio que fez toda a subida a correr, ainda esperou por mim, mas assim que a inclinação começou a mudar rapidamente me apercebi que as minhas pernas não iam conseguir acompanhar. Insisti que continuasse e fiquei a ve-lo descer a encosta a uma velocidade estonteante. Não é que eu fosse devagar, os últimos 6km foram feitos a uma média de 4:10.
Ai...doi...Ai...doi...Ai...É o farol! I belive I can Fly... (foto Friends2Run)
Para o fim o sofrimento já era considerável e o avistamento do farol do Cabo da Roca foi um momento muito especial. A meta estava já ali! Ouvia uns passos rápidos nos meus calcanhares e embora não estivesse a lutar por um lugar no pódio (até porque o que contava para a classificação era o tempo de chip) alarguei ainda mais a passada e voei para a meta. Só depois em casa, ao ver a fotografia, é que me apercebi que o atleta perseguidor era uma senhora que ficou em 3º na geral feminina.
Finalmente apareço numa foto na meta sem ninguém à frente! Hurra!  Para a próxima tenho de me lembrar de sorrir... (foto Correr Lisboa)
No fim o relógio marcava 16,9km em 1:20:33 com 390m de D+.

Entro na tenda e o Sílvio lá está à minha espera. Tenho de me sentar para conseguir tirar o chip e depois lá vamos recolher o farnel, o chá e a bebida isotónica. Fiquei um pouco decepcionado por não poder juntar mais uma medalha ao meu placar, mas em termos logísticos a organização esteve irrepreensível. Os sacos à chegada foram dignos de um prémio, ainda estava a tentar perceber qual era a minha fila e já um voluntário me estava a acenar com o saco na mão. Fantástico!

Já com a roupinha trocada olho para o relógio, 1:45 de prova, e dirijo-me para a meta para ver o Duarte chegar. O minutos vão passando e nada, começo a ficar preocupado. Entretanto vejo chegar um dos 3 cromos desta prova, a "Japonesa de bikini e botas de ski". Há gente muito estranha... Os outros 2 "cromos" não cheguei a ver ao vivo mas vi depois as fotos no Facebook, "O Homem que correu descalço" e o "Tipo do Carrinho de Bebé".

Lá toca o telemóvel. O Duarte já tinha chegado, já tinha trocado de roupa e já andava à nossa procura. Um gajo que nunca tinha corrido mais que 10km, vai a uma prova de 17km com 390m D+ e termina em 1:43... Fantástico. Obviamente que o chaganço para se inscrever na Meia da Ponte alcançou patamares nunca antes alcançados (que pelos vistos resultou porque o homem já está inscrito).
Os 2 grandes atletas e Eu
O regresso a Sintra correu bem. Mais uma vez a organização esteve bem face à dificuldade logística, e estavam dezenas de autocarros a postos para o retorno. Não sei se deu para toda a gente, mas pelo menos eu não me posso queixar.

Foi uma grande prova em excelente companhia. Assim corre sempre bem! A não perder em 2015.


domingo, 12 de janeiro de 2014

Tenho uma hipótese!

Esta piada só percebe quem tem de ver o canal panda de manhã à noite...
Nos últimos tempos tenho andado a fazer alguns treinos em trilhos. Foi o UTSS, vários treinos em Monsanto à hora do Esquilo e ultimamente até o Passeio Marítimo parece um percurso de trail! Pela primeira vez este mês tenho mais km feitos em trilhos do que em estrada.

Estes treinos em Monsanto têm sido um abrir de olhos para um novo mundo. Primeiro porque a pressão sanguínea deve ser tão alta que até os olhos ficam esbugalhados. Se noutros treinos com companhia costumo ser o elemento que tem de reduzir o passo, neste sou o gajo que vai na cauda do grupo e que o resto do pessoal tem de esperar... Por outro lado correr com pessoal tão experiente permite ganhar rapidamente alguma técnica, mais não seja para sobreviver aos treinos. São treinos muito duros a acrescentar o facto de serem de noite e, com as chuvas dos últimos tempos, com muita lama.

Nestes meus treinos não voltei a torcer o pé. Hurra! Mas tive várias ameaças. Ao analisar todas as situações há algo comum em todas elas. Ao contrário do que seria de esperar todas aconteceram em zonas relativamente planas, sem dificuldade técnica e os casos mais graves em alturas em que ia na conversa. Tendo em conta os sítios por onde tenho andado a correr é, para mim, algo surpreendente. 

Mas voltando ao título deste post. A minha hipótese para o fenómeno é o condicionamento após alguns anos a correr apenas em estrada. Passo a explicar, quando corro em estrada, principalmente em distâncias mais longas, o corpo parece que já está a correr sozinho, em que quase me abstraio do caminho e o corpo começa a relaxar, tocar o solo suavemente e quase sem ruído. E penso que é aqui que reside o problema. Em estrada, com o terreno liso o relaxar dos músculos do pé ajuda a diminuir tensões e o desgaste muscular, mas em trilhos qualquer irregularidade irá provocar a torção do pé sem a protecção do músculo em tensão

Esta teoria responde às minha observações. Nas zonas mais calmas em que estou apenas a rolar e a recuperar das zonas mais técnicas, entro em piloto automático, diminuo a concentração, relaxo e acontecem os entorses.

Provavelmente tudo o que estou para aqui a dizer não faz sentido, mas pelo sim pelo não agora quando corro em trilhos faço um esforço para atacar o solo com intenção, batendo os pés se necessário, principalmente nas zonas mais "fáceis".

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

5º UTSS - Ultra Trilhos da Serra de Sintra - 5 Janeiro 2014

ou "Meia Dose que soube a Prato Cheio!"

ou "A minha mulher é uma Santa!" (graxa da mais alta qualidade :D)

No mês passado, num dos treinos à hora do esquilo, comecei a ouvir uns comentários sobre o UTSS no inicio de Janeiro. Fiquei curioso e fui cuscar na net. Não encontrei nada sobre a 5ª edição mas descobri uns videos e uns relatos de edições anteriores. Basicamente é um treino com a organização "Pirata" de um dos administradores do grupo por detrás dos "Esquilos", onde estão convidados todos os amigos dos amigos. O Sílvio teve a amabilidade de me convidar e assim fiquei a par da convocatória:

Vamos manter a Tradição e Re-editar um UTSS no 1º domingo de 2014. O de 2013 foi mítico (fiz Grandes AMIGOS!) Saída à "Hora do Esquilo" 06.00h
Inicio e fim na Malveira (Associação Janes/Malveira)
É disponibilizado o track no dia 3/01/2014.
Mantendo o espírito do 1º UTSS, vão existir distâncias para todos os gostos:
Mini-Prato 13km/600m D+, Meia-Dose 28km/1200m D+ e Prato-Cheio 44km/1800m D+.
A ter em conta:
É uma organização "PIRATA"! 
NÃO HÁ marcações, Exclusivamente seguida por track, GPS
É em Autonomia Total (passa em diversos pontos de água)

Este era o perfil "prometido" para a "Meia Dose" (atentem à linha vertical aos 22km...)
A "Meia Dose" parecia-me muito apetecível, mas face à actual situação familiar era um pouco complicado estar tanto tempo fora. No entanto, num acto de grande magnanimidade da Inês, e depois de explicar que a saída era às 6h e que lá para as 10h estava em casa, lá tive o assentimento para ir. Combinei logo com o Sílvio e fui preparar o equipamento. Era a mais "louca" aventura que alguma vez tinha participado e o factor "pirata" obrigava a mais atenção aos preparativos. Ainda tive de ir à pressa comprar uma bolsa de água, a tampa mal fechada afinal era mesmo um furo. Acabei com uma mercearia dentro da mochila, mas ao longo da tarde de Sábado fui retirando mantimentos e às 6h em ponto estava à porta da Associação preparado para a aventura.

Os primeiros km's eram coincidentes com a Corrida do Monge e por isso eram-me familiares. Se na altura achei a prova dura, imaginem o mesmo percurso de noite, com neblina, com muita lama e com o conhecimento que ainda nos esperavam 28km... O "aquecimento" de 5km sempre a subir foi complicado, principalmente porque não só não tenho muita experiência a correr em trilhos de noite mas sobretudo devido à neblina que mesmo com o frontal no máximo apenas permitia uma visibilidade para ai de 0,5m. Numa curva ia-me quase enfiando numa barreira de lama e um companheiro mesmo à minha frente enfiou-se dentro de um buraco...
A dupla ao raiar do dia, bem fluorescentes para não nos perderem na serra...
No topo da subida surgiu pela primeira vez a frase que nos havia de acompanhar durante todo o treino: "Estamos fora de percurso...". Em "prova" existem as fitas, as marcas no chão, as pessoas da organização. Nas "pirata" existe o track e a fé que o vamos conseguir seguir. Foram várias as vezes que falhámos o percurso e tivemos de voltar para trás, nomeadamente sempre que tínhamos de sair de um estradão e entrar num trilho. Felizmente entre o relógio do Sílvio e o meu telemóvel com o OruxMaps conseguimos cumprir o percurso. Nesta primeira parte do treino íamos apenas os dois. Mas à medida que tínhamos de voltar atrás por termos saído do track fomos criando um grupo que acabaria por fazer quase todo o percurso junto.
Não estávamos a descansar, era só para a foto...
O ritmo era muito baixo e chegámos ao topo da subida do corta fogo já com luz natural e com quase 1h45 (na corrida do Monge passei lá com 1h05). A partir daqui o percurso divergia e tinha uma passagem pela famosa Pedra Amarela, que acredito que seja um excelente miradouro mas que no dia apenas nos permitia ver uma largo manto cinzento. Mas isso não impediu de tirarmos fotos para a posteridade.
Pedra Amarela, uma vista de cortar a respiração (acho...)
Lá seguimos caminho e já perto da Malveira foi uma complicação seguir o track. Em menos de 1km conseguimos falhar o percurso 6 vezes! Era um pagode. Chegámos a um cruzamento e decidimos ir pela direita. Ao fim de 100m, "plim!" fora de percurso, voltar para trás e fomos pela esquerda. Ao fim de 100m, "plim!" fora de percurso, mau! Voltámos ao cruzamento e juntinho a uma casa, com 1 metro de largura, existia um género de barranco. Adivinhem por onde era o percurso? :)
1km = 6 fora de percurso!
Despedi-mo-nos dos companheiros que iam aos 13km e seguimos caminho para o Guincho. Estes foram os km mais regulares onde conseguimos efectivamente correr  de forma contínua, isto claro quando não estávamos perdidos. Mais uma vez, num destes momentos já tínhamos percorrido uns bons metros quando o meu telemóvel apitou, o caminho certo ficava quase paralelo ao que levávamos mas aí uns 100m ao lado. As opções eram: a) voltar para trás e tomar o caminho certo; b) atalhar pelo mato até ao caminho certo. Escolhemos a opção "b)" e atalhámos por um matagal de silvas até à estrada correcta. Apenas um ligeiro problema, o desnível entre os caminhos era acentuado e mesmo antes da estrada existia uma barreira com uns 2 metros que tivemos de ultrapassar. Uns 200m mais à frente o caminho que seguíamos e o correcto convergiam...
Tempo de repor energias mas sempre a correr que temos de aproveitar o terreno plano!
Chegámos ao Guincho e finalmente tivemos o céu limpo e vistas de cortar a respiração. Não podíamos perder a oportunidade de captar o momento! Não sem antes nos metermos noutra aventura. Adivinhem! Fora de percurso, só que desta vez os caminhos eram mesmo paralelos apenas separados por uma rede de aço para aí com 1,5m. Opções: a)Voltar para trás; b)Continuar no caminho "errado" e esperar que convergissem; c) Saltar a rede. Por esta altura já devem de estar a ver o espírito do grupo e por isso, sem surpresa,  optámos pela "c" e digo-vos, após 20km a pernas já não queriam cooperar com a ideia. 100m mais à frente a rede terminava... O que eu ri...
Foto para colocar no perfil...
Depois da passagem no Guincho era altura de começarmos a escalar o regresso à Malveira. E escalar é o termo certo. Em 2km subimos do nível do mar até aos 150m e nos 2km seguintes chegámos aos 470. A tal linha vertical no 25km era MESMO vertical e mesmo com a tracção aos "quatro membros" a coisa não era fácil (vi marcas de dedos com 1m de comprimento...alguém foi a escorregar parede abaixo).
Em plena utilização da tracção aos "quatro membros"
Por esta altura olhei para o relógio e eram 10h... Ainda estávamos a pelo menos uns 5km dos carros, não ia conseguir cumprir o meu "tempo limite"...
Voltámos para a serra e se já tínhamos sentido mais que visto muitos galhos e folhas de árvores pelo caminho, agora com a luz do dia vimos a destruição que o temporal do dia anterior tinha causado. Passámos por várias árvores caídas nos caminhos que faziam as "delícias" dos inúmeros BTT'istas que encontrámos pelo caminho.

Para o fim  já com algum sofrimento físico aliado ao saber que estava atrasado acabou por nebular um pouco os km's finais. O último km a descer em empedrado foi feito muito a custo.




Foram quase 32km em 5h22m e 1380m de D+. Foi um dos treinos mais compridos que alguma vez fiz e de longe o mais longo (o máximo tinha sido a Maratona em 3h58...). O meu relógio indica quase 4000kcal e 98horas de recuperação... (não vai acontecer! :D) Foi um rico empeno com direito a todas as dores já habituais e algumas novidades como dores nas canelas e no dedo do pé.

Foto no final do grupo dos 32km (ou meia dose reforçada!)
Adorei tudo neste treino. A companhia 5 estrelas do Sílvio, a camaradagem no grupo, o percurso exigente, a componente de orientação (vulgo andar perdido a olhar para o gps...) e claro as várias aventuras. O único ponto que julgava que fosse diferente era a questão do grupo. Pensava que iríamos mais ou menos todos juntos com pontos para reagrupar. No entanto, embora estivesse bastante gente no inicio, devido à subida ao fim de alguns metros já estava sozinho com o Sílvio e se não fossem os inúmeros "volta atrás" não teríamos encontrado ninguém. Não é uma crítica, apenas um desencontro de expectativas.
A grande dupla de possíveis-futuros-um-mais-que-o-outro Ultras!
Quero aqui deixar o meu Muito Obrigado ao Sílvio pelo convite, companhia e as excelentes fotos que documentam este post! Quero também pedir desculpa à minha adorada família por ter chegado atrasado e garantir que me esforcei ao máximo por cumprir o prometido. Em contrapartida fomos almoçar ao McDonalds com direito a sobremesa de cheesecake.

6ª São Silvestre de Lisboa - 28 Dezembro 2013

E foi desta que finalmente corri uma S.Silvestre.
S.Silvestre de Lisboa 2013
Mesmo antes de começar a correr sempre me fascinou o conceito das corridas de S.Silvestre. Talvez por acontecerem numa altura com poucas notícias, foram sempre motivo de reportagem nas tv's o que facilita a divulgação por "não corredores". Não percebia o que levaria uma pessoa a sair de casa num dia de inverno, com frio e chuva, numa noite supostamente de festa, para correr... Obviamente que agora não se me colocam esses cepticismos. :) No entanto, por um motivo ou por outro nunca se tinha proporcionado. Este ano proporcionou-se!

Foi a 3ª prova, praticamente consecutiva, que corri com a "camisola" do Clube TAP. Foi uma "camisola" mais administrativa que efectiva, uma vez que embora estivesse inscrito por equipa ainda não tenho tshirt do clube...
Parte da equipa preparados para a partida
Devido à localização da partida decidi que iria deixar o carro na zona do Cais de Sodré e depois ir fazendo o aquecimento até aos Restauradores (2km em 10:44). Cheguei bem cedo e deu, finalmente, para ficar um pouco à conversa com os outros elementos da equipa. Foi fixe conhecer colegas que têm o mesmo gosto pelas corridas.O Clube ao fazer a inscrição não nos pediu os comprovativos de tempo e como resultado estávamos todos no "+60"... Se na Corrida do sporting já tinha acontecido e não me tinha incomodado muito desta vez fiquei um pouco chateado porque eram muitos atletas e ia ser muito difícil ultrapassar o mar de gente à minha frente.

Alguns minutos antes lá fomos para o nosso bloco e aguardámos o tiro de partida sob um ameaçador céu negro... Que acabou por descarregar praticamente ao sinal de partida. Nada como uma chuvada de gotas grossas e frias para começar uma corrida sobre calçada de pedra... Como esperado o inicio foi uma confusão. Fomos imediatamente para o passeio tentar ultrapassar o máximo de atletas possíveis mas devido à chuva estava muito escorregadio e rapidamente desisti da ideia e perdi os meus companheiros. Ainda vi algumas quedas e um senhor com o joelho em muito mau estado...

Até quase ao 2km foi uma frustração de acelera e pára e só depois do Cais do Sodré consegui finalmente entrar no ritmo. Fui ignorando todos os abastecimentos e consegui manter um ritmo sempre abaixo do 4:30.
Mais uma vez a passagem pela Ribeira das Naus foi um tormento. Não só pelo "famoso" piso mas porque comecei a acusar os excessos dos 1ºs Km e ainda por cima encontrei uma autentica barreira quase intransponível de atletas. Acho a ideia dos marcadores de passo fenomenal, o fenómeno das rêmoras nem por isso...

Mas a melhor parte foi mesmo a subida da Av. da Liberdade! Levei toda a prova a ultrapassar pessoas mas quando chegou a subida ultrapassei centenas... Sentia-me muito bem e consegui manter um ritmo em torno dos 4:45! E para terminar em beleza e com as endorfinas ao rubro uma descida de 1km em velocidade supersónica!

Passo a meta, vou desligar o relógio e o ecrã está apagado... Mau... Acabou a bateria! Mesmo nos km's finais. Mas a culpa é inteiramente minha e do karma. Minha, porque há semanas que o icon de bateria em baixo surgiu no ecrã e eu decidi ignorar (em minha defesa no manual dizia que existia um outro sinal de bateria muito fraca...). Do karma, porque por várias vezes gozei com o pessoal dos Garmins GPS e as crónicas faltas de bateria (inclusive minutos antes desta corrida...) e inevitavelmente o karma voltou para me morder no rabo... Felizmente levava o equipamento de backup (telemóvel) e consegui ter o registo da prova.

Depois de uns breves minutos à espera dos restantes elementos de equipa foi hora de fazer o caminho de regresso ao carro num trote recuperador (2,3km em 12:23).

Gostei da prova pela companhia e animação. No entanto, é muita gente. Se não conseguir garantir uma partida mais à frente neste tipo de corridas o melhor é mesmo esquecer qualquer espírito competitivo, arranjar uns amigos e desfrutar do passeio.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Agora sim estou pronto para o Trail!


Hoje chegou por correio o equipamento fundamental para qualquer Trail Runner! Agora sim já posso enfrentar os elementos...

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

A última de 2013...


Acabei de chegar do último treino de 2013. A minha voltinha pelo Passeio Maritimo de Oeiras e Carcavelos. Era suposto serem 12km preguiçosos, bem ao jeito de como tenho andado nos últimos tempos. Mas mesmo antes de sair tive uma sessão de motivação como a minha linda esposa: 
Ela:Onde vais?!?
Eu:Vou só dar uma corridinha, a última do ano.
Ela: E quanto tempo vais levar? Olha que temos de ir dar banho à Mafalda e ainda não temos nada preparado para o jantar.
Eu: Hum.... Menos de 1 hora.
E pronto, 12km preguiçosos passaram a 12km muito rápidos. Acabou por ser um dos treinos mais rápidos dos últimos tempos. Nada como uma dose de motivação conjugal. Enquanto corria ia-me lembrando do ano e "escrevi" este post.

Em termos desportivos este foi um ano muito bom e muito mau.

Mau, porque após quase 3 anos a fazer desporto com regularidade fui assolado por lesões, sendo a mais desesperante o "Joelho de Corredor" ou Síndrome da banda iliotibial. Entre Março e Maio estive 8 semanas praticamente parado o que quase me levou à loucura. Até ficarmos incapacitados de treinar não damos valor ao simples acto de calçar as sapatilhas e correr. Nos restantes meses torçi o pé pelo menos 3 vezes, tive uma contracção no gémeo e andei 2 meses com uma dor no pé esquerdo que penso que terá sido uma fratura de stress num metatarso.

Bom, porque não só superei grande parte dos meus objectivos como completei outros que nem sonhava no inicio de 2013. Alcancei a minha melhor forma de sempre e participei em 26 provas, um aumento de quase 500% em relação ao ano anterior. Queria correr 1000km e fiz 1843km em 154h (média de 5'01''/km).


Pode dizer-se que este ano teve 3 andamentos.
Vivace: Entre Janeiro e junho participei no Torneio das Localidades de Oeiras. Foram 14 provas muito interessantes, que devido à relativa curta distância e aguerrido nível competitivo eram autênticas provas de velocidade. Nestas provas o coração ia sempre no red line e consegui as médias de velocidade mais rápidas de sempre em prova.

Andante: Nos finais de Junho meti na cabeça que iria correr uma Maratona e no meses seguintes foi tempo de treinar para isso. O objectivo passava então pelo aumento da distância percorrida e a velocidade ficou para segundo plano. Quando antes considerava um treino de 15km como longo  e algo apenas feito nas vésperas das Meias, passou a ser um treino de recuperação dos treinos verdadeiramente longos de fim de semana. Fui progressivamente aumentando a distância até culminar no grande dia 6 de Outubro quando corri a Maratona em menos de 4h (espero que o meu professor de Educação Física esteja a ler este post, o aluno a que dava sempre 3 correu uma Maratona!).

Adagio: Depois de toda a emoção e persistência do treino para a Maratona fiquei um pouco apático, e entre outros afazeres acabei por me desleixar um pouco. Novembro foi um dos meses com menos km's mas foi tambem o mês em que descobri a emoção do Trail. Começou com um treino à "Hora do Esquilo" e culminou com a grande Corrida do Monge.

Para 2014 só espero poder continuar, este agora, estilo de vida e com ajuda da minha família continuar a desfrutar do prazer de correr.

Bom 2014 para todos e boas Corridas!


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Corrida do Sporting 2013 - 01 Dezembro 2013

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Sim, estão a ler bem, este é o meu report da Corrida do sporting... Quase um mês depois... E incompleto... Podia colocar as culpas na falta de tempo (o que é verdade), ou na época festiva (o que também é verdade) ou ainda no Blogger andar a boicotar-me (infelizmente também é verdade, passo a vida a ver "Ocorreu um erro..."). Mas a realidade é que tenho andado muito preguiçoso para escrever. Às vezes pergunto-me porque carga de água é que decidi escrever um blog quando o acto de escrever é em mim tão natural como um elefante a andar de bicicleta... Enfim...
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Não, não sou sportinguista, nem tive um episódio de esquizofrenia (à lá interprete de linguagem gestual)... Conhecem a expressão "Só fazia isso se me pagassem...", pois... Por diversas vezes a utilizei para esta corrida no passado e desta vez alguem decidiu cobrar o meu bluf. Forreta Poupado como sou era para mim impossível não ir participar numa prova à borla, e por isso lá tive de engolir em seco e ir para Alvalade no Domingo de manhã.
Eu bem tentei colocar um fundo lindo mas mesmo assim não foi suficiente... ;)
Era suposto ir com o meu sogro, que também faz umas corridinhas mas nunca participou em provas. Ele é sportinguista e seria a oportunidade ideal, mas na véspera não pode ir e fiquei com um dorsal a mais. Ir à prova já seria um "sacrifício", mas ir sozinho seria desumano. Qual seria a companhia ideal? O meu amigo benfiquista Duarte! Até parecia uma daquelas piadas: "Era uma vez um benfiquista, um Portista e 4000 sportinguistas...".

Entre o empeno da Corrida do Monge, um pico de trabalho, as consultas pré-nascimento e o nascimento da Mafalda, não tinha treinado muito nas semanas anteriores à prova e como tinha desafiado o Duarte decidi que iria fazer a prova com ele.

Não tinha pesquisado muito sobre a prova mas lembrava-me vagamente de ler que a corrida terminava dentro do estádio, e isso era o pormenor que tornava esta corrida interessante.

Cedo começaram as desculpas: "Ah e tal não corro há muito tempo, estou com o nariz entupido... Mas quando as pernas começaram a mexer conseguimos manter um bom ritmo. Isto claro depois de termos parado ao fim de 300m devido a um afunilamento incompreensivel logo a seguir ao portico da partida. Aliado a termos saido no bloco  "+60min" o 1ºkm foi feito nuns estonteantes 6'13''. No entanto, nos km's seguintes conseguimos manter-nos em torno do 5'30''. Ainda não era desta que iamos atacar os 50min... mas para a proxima não há desculpa!
Nos 1ºs km (ainda havia sorrisos) e sim, sou o gajo com a tshirt da cor mais linda... 
A prova teve duas fases: a ida em que o Duarte falou o tempo todo e a volta em que eu ia tentanto manter uma conversa para me certificar que ainda lhe chegava oxigénio ao cérebro...

A vantagem de termos partido tão atrás é que fomos ultrapassando atletas toda a prova o que é sempre motivador. Para além das personagens já habituais nestas provas, achei imensa piada a duas atletas que envergavam tshirts da corrida do benfica... Fiquei indeciso se seria um acto de coragem ou um ímpeto suicida...
Perto do km8 onde já escasseavam os sorrisos...

Terminámos ao sprint em 55'10''. Logo ao passar a meta travagem brusca visto estar uma multidão na zona da chegada... Esperámos e esperámos ao frio e eu já imaginava os brindes fantáticos que nos esperavam depois de tão grande espera... uma água, uma maça e um copo de bebida isotónica... Sem comentários.

Mas o pior foi mesmo termos ficado do lado de fora do estádio. Se era apenas para correr na Avenida da Républica há bastantes alternativas...

Muito obrigado ao Duarte por me ter feito companhia o que tornou esta prova uma das mais divertidas de 2013.

Já agora também estou farto de dizer que só vou à corrida do benfica se me pagarem... Só para o caso de haver alguém interessado em patrocinar a minha participação. ;)


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

21ª Corrida do Monge - 17 Novembro 2013

Mais uma prova de trail e mais um valente empeno...

Desde que comecei a ler blogues de corrida (o que fez começar a  fervilhar a ideia de fazer trails) que tinha em mente correr a Corrida do Monge. Por ser perto, por ser curto, tinha as características ideais (pensava eu) para me iniciar no mundo do Trail. Acabei por fazer a iniciação ao trail um pouco mais cedo na Pampilhosa da Serra, mas a prova de Domingo foi uma perspectiva completamente diferente.
A foto para a posteridade, desta vez antes da prova.
Depois de uma semana sem correr por causa do entorce no pé, a semana anterior à prova optei por me controlar e ficar-me pelo alcatrão e pela passadeira de forma a não fazer nenhuma asneira que pudesse comprometer a tão esperada Corrida do Monge.

No Domingo foi dia de acordar cedinho e carregar com toda a família para a Malveira da Serra. Chegámos cedo e o processo de levantar o dorsal foi instantaneo, sem esperas, sem stress e sem tecnologia. Um simples dorsal com um código de barras. Foi este o mote para toda a logística da prova: simples e eficiente.

Às 10h30 é dada a partida e começa a aventura. Esta prova tem provavelmente o início mais brutal de todas as corridas que já fiz. São 4,5km de subida praticamente contínua com um D+ de 340m, sempre em terreno "corrivel". Praticamente desde o início que se viam atletas a andar, mas eu teimei em correr quase até ao fim da subida, ultrapassando imensos pelo caminho.
A partida: onde está o WallyRui?
Chegámos ao primeiro abastecimento e aqui surge a minha única critica à organização. Estavam a distribuir garrafas de plástico mas não havia (ou pelo menos não os vi) sítios para as recolher. Ainda pensei em levá-la nos calções, mas o mais certo era ir cair a meio do percurso o que era ainda pior. Optei por colocá-la no chão ao lado do voluntário, ao menos estava fácilmente acessivel.

No abastecimento ia ao lado de uma senhora que o voluntário teve a gentileza de dizer que era a 6ª classificada. E porque é que estou a partilhar esta informação aparentemente irrelevante? Já vão perceber.

O pelotão ainda compacto a meio da subida.
Tudo o que sobe tem de descer e a Serra de Sintra não é exepção. Mal passámos o topo da subida entrámos em trilhos propriamente ditos que nos acompanharam até praticamente ao 10km. E aqui começa a adrenalina e a grande diferença para a minha outra experiência em trail. Na Pampilhosa também havia grandes descidas, mas o caminho era maioritariamente estradões de terra. Aqui o terreno era muito irregular, cheio de raizes, pedras e socalcos que formavam por vezes uma espécie de degraus infernais.
Foto do FB da Sirjim. Não sou eu mas é para ficar com recordação dos "degraus".
Eu bem tentei acompanhar mas aos primeiros avisos do meu tornozelo, diminui a intensidade e passei para o modo super cuidadoso. Já não bastava ir cheio de medo que o pé me falhasse, mas comecei a sentir gente atrás de mim, sempre a pressionar e literalmente a voar-me por cima sempre que existia a minima oportunidade. Muitos deles reconheci-os, tinha-os passado na subida quando já iam a passo. Detesto sentir-me pressionado, tenho sempre a sensação que estou a estorvar. Ainda me sentia pior quando eram senhoras que estavam atrás, porque sabia que estavam a lutar pelo TOP10 e respectivo prémio. Tentava sempre ceder passagem mas nem sempre era fácil fazê-lo em segurança.
Foto do FB da Sirjim. Não sou eu. Na minha escala o nivel técnico desta prova: Bem acima das minhas capacidades.
O percurso eram lindíssimo, se bem que "senti" mais do que efectivamente "vi", porque os olhos não podiam sair do metro quadrado de chão à minha frente. Se não fosse o constante receio de lesão teria aproveitado muito mais. Só me vinha à cabeça o treino que fiz em Monsanto, só que numa escala gigante. Já ansiava pela famosa rampa para poder finalmente relaxar um pouco.

E ela lá chegou, e que "bela" subida. A parte mais interessante era a forma sádica com que brindava os iniciantes que como eu a "corriam" pela primeira vez. A cada segmento de inclinação absurda surgiam uns metros planos que permitiam correr, e nos faziam crer que o pior já tinha passado, apenas para nos depararmos a seguir com outra parede para escalar. Mais uma vez me veio à cabeça a imagem dos carrinhos de corda da infância: aperta, aperta, aperta para depois gastar toda a energia potencial numa corrida louca.

Após a conquista do monte foi tempo de iniciar a descida para a Meta. Rápidamente os trilhos deram lugar a estradões e depois a empedrado. Oh bendito empedrado que por esta altura parecia um piso super regular. Aqui mais confiante, com a inclinação a meu favor dei largas às pernas e cheguei a Janes com as endorfinas a bombar.

Episódio caricato mesmo a terminar. Vejo a minha família perto da meta e preparo-me para o habitual sorriso quando sou albarroado por um atleta (que tinha passado na descida vertiginosa) que quer ultrapassar-me violentamente. Já me tinha acontecido algo semelhante no troféu das localidades, mas aí cada posição valia pontos e para quem estava a competir por equipas podia ser relevante. Neste caso não. Queria aqui felicitar o sr. 536 pelo seu espectacular 195º lugar que nada tem a haver com o meu decepcionante 196º.
Mais uma vez obrigado ao Sr. 536 por este momento sem o qual este post não teria a mesma piada.
 Depois foi receber o saco com as lembranças e o famoso pão com chouriço. Tinha lido que haveria balneários disponiveis e decidi proveitar. Balneários talvez seja uma palavra demasiado complexa para descrever o local, mas permitiu limpar o corpo com um revigorante duche de água fria. Obviamente que isto sou só eu, menino de ginásio, que não está habituado à dureza da corrida em montanha.

Gostei imenso desta prova e quero muito cá voltar, de preferência sem o "medo" dos problemas físicos.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Olá Mundo!

Olá eu sou a Mafalda.


Como sou linda de morrer (atributo claramente herdado da minha mamã) o meu pai (com medo de ter que enxotar os meu pretendentes com um pau) optou por apenas mostrar a minha mão, assim ao estilo dos tempos medievais.

Cheguei no Domingo e claramente o meu papa fez a opção correcta em não se inscrever na corrida do Jamor. Embora eu saiba que ele ia gostar muito, até porque agora anda com a mania que que é um louco do trail, mas já devia saber que a mamã tem sempre razão...

É só para informar que nos próximos tempos o meu papa não vai participar em tantas provas e os treinos às 6 da manhã são para esquecer. Já para não esquecer que se já levava semanas para escrever um post agora devem passar a meses.

Mas nem tudo é mau. Vai poder treinar a sua resistência ao cansaço como nunca e vou fazer o meu melhor para que melhore a sua coordenação motora com a quantidade de fraldas que terá de trocar.

Beijinhos e até qualquer dia quando for ver o meu papa correr e tirar uma foto com ele!

PS- A mamã ainda está no hospital e não fez a habitual revisão gramatical e por isso a ocorrencia de erros é inevitavel.

sábado, 9 de novembro de 2013

Semana Zero km

Ou "Parece que sou feito de cristal..."

Esta semana corri a estonteante distância de zero km. Nenhum, aucun, ningún, kein...


 Depois de na semana passada ter descoberto a adrenalina de correr nos trilhos, esta semana foi um completo anti-climax em que tive de me "atar" à cadeira para não ir correr.

No sábado passado fui fazer o treino organizado pelo Correr na Cidade com o título de "Let's Get Dirty" pelos trilhos do complexo do Jamor. Podem ver  a relado e as fotos "oficiais" aqui. Foi um treino muito interessante e divertido com exceção que na ponta final torci, mais uma vez, o pé direito.


Podem estar a pensar "há e tal correr à maluca em trilhos dá nisso" mas a verdade é que não foi nada assim. Quer dizer, efectivamente andámos feitos bodes da montanha na mata do Jamor e que incluiu uma descida bem emocionante. Aqui o pé esteve sempre bem. O ponto de encontro, e por consequência o final do treino foi em Algés. Já no regresso, no caminho paralelo à linha do comboio, PLANO, e num ritmo CONFORTÁVEL, pimbas, torço o pé.

 Ia distraído na conversar e não percebi o motivo, quando dei por ela já estava agarrado ao pé a gemer. Não foi tão mau como da última vez, acho que até daria para continuar a correr, mas achei que era melhor antecipar o fim do treino. Ainda pior foi que o resto do pessoal também parou e fez os últimos metros a caminhar comigo... Foi muito simpático da parte deles, mas eu já estava em baixo por ter torcido o pé e ainda fiquei pior por saber que estavam a interromper o treino deles por minha causa...

Desde a última vez, fiquei com a sensação que o tornozelo não tinha voltado ao normal, mas como não existia dor ao correr minimizei a situação. Na altura, a pouco mais de uma semana da Maratona não fiz grande descanso e isso "talvez" tenha influenciado a recuperação. Desta vez, embora provavelmente tivesse sido possível correr uns dias depois, decidi que iria descansar até não ter qualquer dor e recuperar toda a capacidade de rotação do pé.

Foi uma semana infernal, sempre a pensar em ir correr sem poder e passar os dias no Facebook a ver os treinos dos outros... Não era capaz de ficar completamente quieto e por isso acabei por ir quase todos os dias ao ginásio. Posso perder a forma de corrida mas fico com um Core de aço com a quantidade de aulas de Pilates a que fui esta semana.

Outro dos motivos que também decidi fazer esta semana de pausa é porque estou farto de sentir que sou feito de cristal. Desde a lesão no joelho no início do ano que não me consigo libertar desta sensação. Ou é uma dor no pé, ou tornozelo inchado, ou uma impressão no joelho, ou uma pontada na anca... Nunca me sinto a 100% e estou sempre com medo de fazer algum movimento mais brusco e "partir" qualquer coisa. Deixei de me sentir livre.

Ontem fui comprar um pé elástico, possivelmente não tem grande função para correr, mas ao menos ajuda na parte psicológica a sentir-me mais seguro. Amanhã vou  fazer uma corridinha de teste, vamos lá ver como corre...


domingo, 3 de novembro de 2013

Há Esquilos em Monsanto!

Não, não me dediquei à observação da fauna de Monsanto. Os "Esquilos" a que me refiro não são os pequenos mamíferos roedores que habitam a floresta mas uma outra espécie. Uma espécie em clara expansão, uns "loucos" que diariamente invadem Monsanto às 6h da manhã, e com os seus pirilampos à cabeça deambulam pelos trilhos.
Cartaz retirado do grupo do Facebook
O mundo é feito de coincidências, mas acabamos sempre por nos surpreender quando nos acontecem a nós. Nestes últimos tempos tenho sofrido de uma "maleita" conhecida por "apelo dos trilhos". Começou com uma vontade de fazer rampas, mas depressa escalou para a procura de provas em trilhos e finalmente a procura de locais para treinar. Meti na cabeça que havia de ir treinar para Monsanto, mas como conheço muito mal o local fui à procura de percursos no Explorer do Sporttracker. Comecei a clicar em alguns treinos aleatoriamente e começo a reparar que existem imensos, e de utilizadores diferentes, com a label "Treino dos Esquilos". Fiquei curioso e fui procurar na net. Encontrei algumas referências mas nada de muito concreto. 

No final desse mesmo dia, ao actualizar o meu treino no Endomondo, fui cuscar os treinos no Sílvio. Qual é o meu espanto quando reparo que um dos seus últimos treinos também contem a palavra "Esquilos". Envio-lhe longo um email a pedir mais informações. Nesse mesmo dia sai no "SOL" uma reportagem sobre Corrida, em que um dos temas abordados são os treinos à hora do Esquilo. E foi deste modo que tomei conhecimento do grupo do Facebook denominado "Loucos Trail Running" que dinamizam todos os dias, à "Hora do Esquilo", das 6h às 7h da manhã, treinos pelos trilhos de Monsanto.

Foto da reportagem do SOL
Mais uns emails trocados, uma ida a correr na segunda-feira à noite à Decathlon para comprar um frontal, e terça-feira às 6h estou a estacionar o carro na estrada do penedo para o meu primeiro treino com os "Esquilos".

E que treino... Foi fantástico. Acho que nunca me tinha divertido tanto a correr como naquela manhã. Foram trilhos como eu nunca tinha feito (e que sozinho nunca teria a coragem de os fazer...). Era um sobe e desce constante com a adrenalina sempre a bombar. E a cereja no topo foi o correr à noite. Embora já tivesse corrido sem Sol, era sempre por alcatrão e com a presença de candeeiros, correr no breu por carreiros só com a luz do frontal é toda uma nova injeção de adrenalina. Na minha perspectiva foi um treino duro, mas como após cada súbida mais exigente aguardava-mos que o grupo se reunisse dava para recuperar um pouco (a opinião dos experts é que tinha sido um treino "sereno"...).
Acabámos com o nascer do Sol e uma vista magnifica sobre Lisboa.
No final do dia ainda tinha o sorriso na boca e no trabalho já ninguém me podia ouvir falar das maravilhas de ir correr às 6h da manhã...

Cheguei a casa e após engulir o meu orgulho fui criar um perfil no Facebook só para poder aderir ao grupo. Sempre fui um "facebook-excluido" por opção e um cético das redes sociais por convicção. Mas a "pancada" foi tão forte que tive de rever as minhas crenças e no dia seguinte aturar a zombaria dos meus caros colegas.

Mal podia esperar por voltar, e na sexta-feira voltei a correr com os "Esquilos". Acho que estou viciado...

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Regresso à Terra...

E após 3 semanas nas nuvens, no passado Domingo acordei para a "dura" realidade que não sou um Deus do Atletismo.

Várias vezes tenho ouvido pessoas comentarem que com o passar do tempo o nosso cérebro retêm mais facilmente os momentos maus do que os bons. Não sei se é assim para muita gente, mas para mim, talvez por ser entusiasticamente optimista, é exactamente ao contrário."Esqueço" demasiado facilmente os momentos difíceis e retenho em gloriosa apoteose os momentos fantásticos. Por este motivo, após a Maratona, mal me deixou de doer as pernas tornei-me um snob das corridas. Sentia que tudo podia e nada era demasiado longe. Procurava afincadamente uma próxima prova, e não podia ser uma prova qualquer. Agora olhava com desdém para provas de 10km, com interesse reduzido para as meias e apenas as superiores a 40km valiam a pena pesquisar. Para verem o grau de demência a lista de provas que andei a ver incluíam: Maratona de Madrid, Maratona de Liverpool, Maratona de Paris, MIUT, Ultra Trail de Sesimbra...

Mas como é que tudo isto está relacionado com o treino de Domingo?

Este ano decidi que ia aproveitar a hora extra devido à mudança de hora, não para dormir com é habito, mas para correr. Deste modo às 7h estava a sair de casa rumo ao Jamor, a correr.
Objectivo: Jamor!
O objectivo era fazer um bom longão, fazer os 8km até ao Jamor pela Marginal em ritmo de Maratona, em torno dos 5min/km (ritmo esse que só existe na minha cabeça porque na Maratona propriamente dita km's nesse tempo foram quase inexistentes...), depois explorar o Complexo do Jamor incluindo uma passagem pela zona florestal (porque agora o foco vai ser as provas de trail e no mínimo Ultras...) e por fim regressar a casa pelo mesmo caminho.

Este era o plano, agora a realidade... 

Logo aos 2km tive que parar por motivos técnicos: fechei mal o camelback e metade da água já tinha encharcado a mochila, as costas e os calções, e por isso fiz praticamente todo o treino ensopado. Os km iam passando mas o ritmo poucas vezes chegava aos 5min/km e estava a custar-me. 

Embora passe todos os dias à "porta" do complexo do Jamor nunca tinha corrido na zona da pista de canoagem (apenas na zona florestal na Corrida das Localidades). Dei umas voltas em torno da pista e pelas "ilhas". Distraído com a paisagem achei que era tempo de passar ao "trail mode" e meti-me por um atalho bem inclinado que me levou até à entrada do Estádio Nacional. Cheguei ao topo com o coração a saltar-me do peito e sem fologo para continuar a trilhar... Optei por me deixar ir na descida em alcatrão de volta ao terreno mais plano.

Ainda dei mais umas voltas ao complexo mas com 12km nas pernas comecei a temer que não conseguisse regressar a casa... Voltei para a Marginal e iniciei o doloroso regresso a casa. Sentia as pernas presas, os músculos pareciam pedras. Pensei várias vezes na nota de 10€ que levo sempre na mochila e se a deveria entregar aos senhores da CP...
O "retorno"... ou talvez não...
Fui aguentando e para me distrair ia fazendo contas ao número de km's que faria se chegasse a casa. Os meus treinos longos são sempre planeados ao pormenor com muito pouco espaço para o improviso, desse modo sei sempre quantos km's vou fazer. Mas no Domingo com tanto improviso perdi-me nas contas. Quando estava a chegar ao passeio Marítimo, onde tenho várias referências, chego à conclusão que se for directo para casa não chego aos 21km... Não pode ser! Então uma pessoa levanta-se cedo, com frio, encharcado, a sofrer e não faz sequer uma Meia! Não, não e não. Toca de dar mais uma voltinha ao rabo da baleia para fazer os 22km. E assim foi...quase...quando cheguei ao ínicio da rampa perdi a luta psicológica com as minhas pernas e atalhei pela Marina...

Fiz 22km certinhos em 1h53. Não foi muito mau, mas custou-me imenso e acho que não conseguia dar mais um passo. Fiquei a pensar como é que consegui terminar a Maratona, só pode ter sido muita sorte.

Este choque com a realidade teve um lado bom, fez-me colocar as minhas prioridades na ordem certa. Há coisas muito mais importantes do que coleccionar medalhas... Há muito trabalho para se conseguir alcançar um objectivo dessa magnitude e há que saber apreciar o caminho.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Corrida do Aeroporto 2013 - 20 Outubro 2013

No passado Domingo foi dia de regressar às provas depois da Maratona. Fui participar na Corrida do Aeroporto.

Esta corrida é muito especial para mim. Primeiro porque trabalho no Aeroporto e portanto há mais gente conhecida. Depois porque o ginásio que apoia o evento é o "meu" ginásio, mais gente conhecida incluindo muitos dos treinadores que embora não "corram" de forma sistemática vão fazer a prova. Essencialmente é muito convivio, antes depois e durante! Este ano ainda mais forte porque foi a minha estreia a correr pelo "Clube TAP". Como possivelmente já perceberam trabalho na TAP. Muito recentemente o Clube dos trabalhadores reactivou a secção de Atletismo e esta foi a primeira corrida em que pude participar. 

Este ano com os aviões a descolar para Sul  possibilitavam um enquadramento perfeito!
Cheguei um pouco mais tarde do que gostaria até porque ainda não tinha o dorsal. Esta também foi uma novidade para mim, estar a meia hora da hora de partida e ainda não ter o dorsal. Picuinhas/Metódico como sou, ao fim de 5 minutos de estar sem sucesso à procura do colega com os dorsais, comecei logo a stressar... Felizmente lá o consegui encontrar mas acabei por não ter muito tempo para confraternizar porque já estava quase na hora e ainda tinha muitas caras conhecidas para cumprimentar. Espero numa próxima oportunidade poder rectificar a situação, esperei tanto tempo para fazer parte de uma equipa que tenciono dedicar-me a este projecto.

Mais uma vez tive a companhia do meu amigo Duarte, embora desta vez tenha começado a dizer que ia na descontra e nos tenhamos separado logo na partida. No entanto acabou por fazer uma prova espectacular quebrado o seu RP... Quem é que faz um RP numa prova desta! Duarte, para a próxima vou contigo e é para fazer em 50 min!
A posar para a foto e o pelotão a formar-se...
Entre conversas e fotos fomos para o "garrafão" quando já lá estava muita gente, devemos ter ficado no último terço. Quando se deu a partida foi o caos. Já não tinha uma partida assim há muito tempo. Nas últimas provas ou tenho saído de uma box, ou eram provas do Torneio das Localidades em que toda a gente saía a assapar ou era a maratona onde toda a gente saía no controlo.

Acabou por ser divertido porque assim fui ultrapassando muita gente e cada vez que via alguém conhecido  gritava um força, o que nos primeiros km foi bastante frequente. Gosto muito do percurso desta prova, não é dos mais fáceis nem propício a bater records (tás a ouvir Duarte) mas é variado e nada monótono. Desde a passagem na pista Moniz Pereira, e a sensação que estamos a correr sobre almofadas. Passando pelo Parque Urbano da Alta de Lisboa em que atravessámos a ponte sobre o lago (eu não senti, mas o Duarte diz que quando passou pela ponte esta vibrava de tal modo com as passadas dos atletas que chegou a temer que fosse parar à água...). E claro a volta no Parque das Conchas, com todo o sobe e desce associado. Com um D+ de 110m é uma prova dura, mas termina numa descida de 500m que permite um sprint supersónico e um final saturado de endorfinas!


Com a dose extra de adrenalina, comecei a prova cheio de punjança. Mesmo com todas as ultrapassagens até ao km4 a média ficou perto do 4:15 por km. O km4 coincide com o "retorno" no Parque Urbano, uma curva apertada seguida de uma subida de quase 1km, mas mesmo aqui consegui manter um bom ritmo, em torno dos 4:30. No km5 encontro o único abastecimento, mas como o dia até está fresco opto por não recolher a água. O percurso fica mais plano e até à descida para a entrada na Quinta das Conchas começo a sentir-me um pouco cansado, mas as pulsações estão OK e tenho a sensação que estou a manter um bom ritmo, mas não ia...

Segue-se a entrada na Quinta das Conchas, para mim, a pior parte do percurso. É uma descida algo ingreme em empedrado e que com a chuva da noite estava molhada e escorregadia. Mas vale a pena, porque a seguir entramos na Quinta e para além de um excelente percurso temos gente a ver e a puxar pelos atletas. Como seria de esperar o ritmo baixou um pouco, 4:45 nos km 8 e 9. O último km, já em alcantrão, e com o final a descer, voei para a meta.
Desta vez não tem som, mas estou a rir-me porque a Margarida está ao berros a puxar por mim! :)
O primeiro "hum" foi quando o relógio apita para os 10km antes de chegar à rotunda, a uns 200m da meta: "Ok, a prova é um pouco "maior" mas deve dar para os 45min". O segundo "hum" foi quando parei o relógio e vi 45:15: "Ah! Como é possivel já passar dos 45', devia ter alguns segundos de folga...". Mas não tinha, aquele km após o abastecimento, em plano, onde pensava que estava no ritmo foi feito quase nos 5 minutos por km. Não consigo perceber o que se passou, lembro-me de ter passado por um grupo com um "sargento" que estava sempre a berrar com o grupo para correrem mais depressa. Devo ter-me distraído  e parece que as pernas engrenaram na velocidade da Maratona, e não avisaram o resto do corpo...

No final tivemos direito à medalha pin magnético, uma maçã e 2 garrafas de água, o que foi óptimo porque estava cheio de sede, talvez não tenha sido grande ideia não beber no abastecimento...

Embora o resultado não tenha sido exactamente o esperado, fui muito feliz nesta prova. Em termos competitivos, a velocidade média foi exactamente a mesma da prova do ano passado, e no ano passado estava a treinar velocidade (foi na altura em que estabeleci o meu RP nos 10km). Mas fundamentalmente porque foi um óptimo convívio! Até para o Ano!
A foto de família, desta vez sem a "medalha" porque o iman tem a mania de não segurar nas pessoas...