quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Insanidades

Esta semana deu-me um momento de insanidade. 

Utilizo esta foto do UTSS para me motivar para os próximos desafios... 
Há algumas semanas que andava a incubar a ideia de participar numa prova de trilhos assim um pouco maior. Mas o lado mais racional do meu cérebro levava sempre a melhor e a mão acabava sempre por clicar na cruzinha no topo direito da página web do evento. 

Embora ande a treinar com alguma intensidade não tenho feito grandes treinos longos. A parte mais complicada é que um treino longo em trilhos implica muito muito tempo, algo que não posso dispensar de momento. Posto isto já estava mais ou menos resignado iria deixar passar a data limite e assim acabaria o dilema. 

Mas num volte face, a minha adorada e muito compreensiva mulher acedeu ao meu "comentário casual" sobre o meu "ligeiro" interesse em participar na tal prova. Um desejo ardente começou a consumir-me por dentro e quando no facebook alguem publicou que apenas restavam 15 inscrições, qual vulcão em erupção, num momento de insanidade fiz algo...

Alguns minutos depois recebia este email...
E pronto, estou inscrito nos trilhos do Almourol versão Maratona...

Será a maior distância em trilhos que já corri e a segunda  vez que irei correr os míticos 42km. Por uma questão de preservação estou a mentalizar-me que 42km em trilhos não é exactamente o mesmo que a "Maratona". Sei o quanto treinei o ano passado e o estado em que cheguei à meta. Agora não vou ter nem de longe a mesma disponibilidade de treino e dai a tentativa de mentalização. Por enquanto está a resultar... vamos lá ver a 6 de Abril...

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

II Trail Running Bucelas - 02 Fevereiro 2014

Já passou uma semana e ainda não escrevi uma linha sobre esta prova. Sinto as memorias lamacentas e escorregadias a deslizarem da minha psique. Ou isso ou estou a interiorizar aquilo que mais fiz em Bucelas: Escorregar!
Aqui ainda estava tudo limpinho e com as sapatilhas sequinhas!
Estava super ansioso por esta prova. Não só devido ao recente interesse no trail, sendo esta a prova mais longa em trail em que participei, como,  na semana que antecedeu a prova, toda a gente falava da prova e de como era a 1ª edição tinha sido espectacular. Tinha as expectativas bem lá no alto e foram completamente preenchidas.

No entanto, na véspera tive uma quebra na motivação, com a mensagem do Sílvio a avisar que não iria à prova. Como referi no post anterior tenho andado a treinar bastante com o Sílvio e uma pessoa habituasse a ter companhia, principalmente quando temos andamentos semelhantes e sentimos que não estamos a atrasar ou a pressionar o outro (não sei se tens a mesma percepção mas espero que sim! :) ).

Mesmo antes de sair de casa assombra-me a indecisão: Levo ou não mochila? Encho a bolsa de água com os 2L ou apenas com 1L? Confio nos abastecimentos sólidos ou levo mantimentos? Visto o corta vento ou levo apenas a camisola?  Levo a badana ou o chapéu? (Esta claramente a mais importante decisão!) Dado a minha "limitada" experiência e porque as minhas aventuras recentes foram em autonomia total acabei por levar  a mochila  com 2L de água , comida para 2 e o corta vento foi enfiado à pressa dentro da mochila segundos antes da partida.
Sharam! Acabei por levar a badana vermelha! Ponto positivo: foi fácil identificar-me nas fotos, era o tipo que parecia um fósforo!
Pensava que iria chegar com bastante tempo a Bucelas, mas acabei por não ter tempo para muito. Entre arranjar lugar para o carro, levantar o dorsal, voltar ao carro para equipar e voltar para a partida era quase hora. Ainda deu para trocar 2 dedos de conversa com alguns dos muitos bloggers que marcaram presença assim como pessoal dos "Esquilos".
Onde está o fósforo? :) (Hint: entre os ramos da árvore)
(Foto FB Grupo Bucelas Aventura)
Como sempre, assim que foi sinalizada a partida, um espírito competitivo apoderou-se de mim e lá fui eu a assapar. O facto do 1ºkm ser em alcatrão ajudou a fazer o km mais rápido de toda a prova. O alcatrão deu lugar a um estradão e aqui começaram a surgir as primeiras "pocinhas" que toda a gente se esforça por contornar.
Vou levar isto na descontracção e apreciar o caminho...ZAZ...ACELERAR, TESTAR LIMITES, DAR TUDO...
(Foto FB Grupo Bucelas Aventura) 
Como se pode ver pelo estado das sapatilhas ainda estávamos bem no inicio!
(Foto FB Grupo Bucelas Aventura)
Do estradão passamos para um carreiro apertado onde evitar molhar o pé se torna algo passível de ter isto como banda sonora. A partir daí foi a loucura em forma de lama. Havia para todos os gostos, consistências, cores, viscosidades e odores.
Speedy Matchstick!
(Foto FB Grupo Bucelas Aventura)
Mantenho um ritmo (demasiado) elevado e rapidamente desisto de me desviar da lama, passando a optar por evitar apenas as zonas muito más. Cedo se veem atletas a perder sapatos no lamaçal e uma ou outra queda (que eu tenha visto nunca nada de muito grave). Nesta fase não consigo apreciar muito as vistas uma vez que é necessária toda a concentração para não ir parar ao chão. É também neste período que muitas vezes bendigo as minhas Brooks GTX, devido à tracção que não me atraiçoou e à impermeabilidade que manteve os meus pés bem sequinhos!
À saída de um dos túneis, não se vê mas à frente estava uma parede de lama para escalar.
(Foto FB Grupo Bucelas Aventura)
Durante 10km o espírito competitivo viveu em mim, mas foi exorcizado na primeira grande subida quando foi expulso pelo espírito de sobrevivência. Estes primeiros 10km foram feitos em 1h02, mas nesta subida percebi que não poderia manter o mesmo ritmo. Foram pouco mais de 600m com 40m de ganho, mas foi uma das subidas mais exasperantes que alguma vez fiz. A lama era mais que muita, e cada passo em frente era acompanhado com meio metro de deslize para trás... O trilho já estava completamente inutilizado e a única forma era utilizar a erva lateral para aumentar a tracção. E eu devia ir na 1ª metade do pelotão, nem imagino como terá sido depois de 600 pares de pés passarem por lá...

Muitas vezes, durante a subida, pensei no que poderia ser pior que aquilo... A resposta chegou rapidamente, quando, após a passagem no topo da colina, começámos a descer... por um trilho igualmente enlameado... Li algures alguém comentar que a prova parecia uma sessão de "Jogos Sem Fronteiras", foi esse exactamente o meu pensamento nestes km's. Na verdade apenas custaram os 1ºs metros, porque depois foi necessário desligar o filtro da sanidade e deslizar trilho abaixo.
Quase conseguia ouvir o Denis: "Attention! Prêts! Piiiiiii!" E vá de malta a escorregar.
(Foto FB Grupo Bucelas Aventura)
Ao km 13 dá-se a separação entre a prova de 25km e a mais curta. Nesta fase já num ritmo mais realista (até porque seguimos por trilhos estreitos onde as ultrapassagens são difíceis e mesmo quando possíveis temos sempre uma boa desculpa por nos deixarmos ir ao ritmo simpático do colega da frente), aproveito para apreciar a paisagem. Não tenho bem a certeza mas penso que é mais ou menos nesta zona onde começam a surgir as primeiras placas a dizer "Perigo" e os primeiros obstáculos algo desafiantes. 
Um dos "obstáculos" com placa a dizer "Perigo"
(Foto FB Grupo Bucelas Aventura)
Passámos também num género de planalto com erva baixa onde não existe propriamente trilho, apenas um elemento da organização ao fundo a marcar o percurso. Foi uma sensação de liberdade incrível, e só me vinha à cabeça os vídeos do Kilian a saltitar pela montanha.

A placa dos 15km marca o início da grande subida. Foram 220m de ganho de altitude em pouco mais de 2km. Felizmente uma boa parte da subida foi feita pela encosta virada a Sul e por isso havia muita pedra mas menos lama. Aqui, apesar de estar a andar, foi das zonas onde ultrapassei mais atletas. As descidas continuam a ser o meu ponto fraco, mas nas subidas consigo colocar um bom ritmo. Já perto do topo, e uma vez que de qualquer maneira já vou a andar, decido tirar umas fotos.
Quase no topo da subida precisava de todo o ar disponível...
Perto dos 19km encontro o 3º e último abastecimento. Ainda não falei dos abastecimentos. Infelizmente ainda não consegui libertar-me daquela sensação que o tempo parado nos abastecimentos é tempo desperdiçado, e por isso não fiquei mais que alguns segundos em cada um. Em todos segui o mesmo modus operandi: comer um quarto de laranja, comer meia banana, agradecer aos simpáticos voluntários e siga que se faz tarde. Uma vez que não estava muito calor e tinha 2L de água às costas optei por não beber a água fornecida em copos de plástico. Na altura até nem achei muito mal, mas depois do FB começaram a aparecer alguns comentários mais negativos pelo facto de andarem copos espalhados pelo percurso. Infelizmente é algo que continua a acontecer, para mim jogar uma garrafa para o chão em provas de estrada já me faz confusão, quanto mais no meio da Natureza.
Mais uma para mostrar as eólicas bem ao lado do caminho.
Continuamos durante mais uns 2km no sobe e desce pelas cristas da serra até que por fim iniciamos a nossa descida, pela encosta virada a Norte. Retornamos a mais uma sessão de Jogos Sem fornteiras e lá vou a deslizar trilho abaixo. Até que surge uma placa a dizer "MUITO PERIGO" a vermelho e como se isso não fosse suficiente ainda estavam 2 elementos da organização a avisar que os próximos metros estavam muito perigosos e que era melhor irmos a andar...E efectivamente uns metros mais à frente surgia um lamaçal em forma de escorrega. À minha frente segue um senhor com bastões. Há alguns km que sigo atrás dele e me pergunto porque carga de água é que alguém leva uns bastões para uma prova desta. Pois bem, não sei se foi karma foi simples inexperiência minha, mas no escorrega o senhor lá foi com os seus bastões serenamente, eu, por outro lado, não consigo ter a mesma tracção e acabo com o cu no chão. Foi a minha primeira queda em trail. Tirando uns arranhões e umas mãos e um ego enlameado não teve consequências de maior. 

Consigo completar a descida sem mais quedas, mas fiquei um pouco desmoralizado e aliado ao cansaço, ao facto de ter as mãos com mais 2kg de lama e não conseguir beber água sem sujar o bocal, a concentração diminui e os 3km seguintes são os mais complicados, embora o percurso em si fique mais fácil. Para ajudar à festa, faço um pequeno entorçe do pé. Felizmente foi mesmo pequeno (ou então os ligamentos já estão tão flexiveis que já resistem às torções :) ) e após alguns metros de avaliação deixou de doer e consegui terminar sem mais problemas.



Os km finais são feitos nas margens do ribeiro, que estava mais que prometido que iríamos atravessar. Se calhar sou um "menino" e não estou preparado para o trail "hardcore", mas a verdade é que atravessar cursos de água não me atrai minimamente. Principalmente porque com as minha sapatilhas impermeáveis, ao ficarem submergidas no atravessamento, tornaram-se dois sacos de água que tive de transportar no último km. Efectivamente a água ia saindo e se calhar aquela é a sensação que qualquer sapatilha encharcada provoca, mas não gostei. Ainda por cima, sabendo a organização que aquele era um dos pontos altos da prova podia ter tirado fotos de toda a gente e não apenas dos primeiros. Assim fiquei com as sapatilhas encharcadas e sem foto para comprovar.
Não sou eu mas é para ficar com uma foto de recordação do Ribeiro.
(Foto FB Grupo Bucelas Aventura)
Os últimos metros em alcatrão pareciam surreais depois de 25km de lama e aproveitei para sacudir a maior  ao correr abaixo dos 5min/km.
A já banalizada foto do depois...
Terminei os 25,4km e 800m D+ da prova em 3h08m o que deu o 184º lugar da geral em 444 atletas que completaram a prova longa. Ao chegar tive de pedir a uma senhora da organização para me dar um biscoito, porque com as minhas mãos com kilos de lama não queria andar a chafurdar no tabuleiro.
A cara da chegada e os 2kg de lama da mão.
Adorei a experiência e fiquei ainda mais rendido ao mundo do trail. Levei o caminho de regresso a casa a pensar em qual será a próxima!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Janeiro e inicio de uma nova paixão...

Já tinha mais ou menos desistido de escrever resumos mensais. Primeiro porque o tempo para escrever é agora muito curto e eu continuo uma lesma a escrever. Depois porque na maior parte das vezes para as situações interessantes já crio posts específicos e o resto dos treinos não são assim tão notáveis.

No entanto este mês foi algo diferente. Foi um dos meses mais activos em termos de treinos, em grande parte devido às idas aos treinos à "Hora do Esquilo", ou simplesmente "Esquilos". Depois dos vários problemas com os entorses, finalmente parece que consegui ganhar o mínimo de técnica para que não ocorram problemas em todos os treinos, o que tem deixado espaço para apreciar as correrias loucas pelos trilhos escuros e lamacentos de Monsanto!

São treinos muito duros (à terça e à quinta, às sextas é mais acessível e o dia perfeito para experimentarem ;) ). Só para dar uma perspectiva eu vou apenas quando a convocatória não inclui as palavras "RedLine", "Infernal", "Sangue na boca" ou "Diabólico". E mesmo assim só apareço quando tenho a certeza que vão alguns dos elementos com um ritmo parecido ao meu, para desta forma ter companhia no fim do grupo. Sim, neste grupo vou quase sempre a fazer de grilheta aos tubarões (a sorte é que a malta mais rápida vai esperando nos cruzamentos senão já tinha ficado perdido em Monsanto). Mas no fim fica sempre um pontinho de orgulho por ter conseguido (minimamente) seguir o grupo. Houve um momento sem preço quando, no fim de um treino, passámos por um outro grupo de corrida que estava a começar e ouvi um "lá vêm os esquilos".
Um dos pontos obrigatórios é a foto no final, já estou a ficar com uma bela colecção!
Dado que a "Hora do Esquilo" é das 6h às 7h e já não dá para voltar a casa, sigo directo para o ginásio e aproveito o tempo para fazer mais qualquer coisa. Um género de bi-diário mas muito juntinho. Estas loucuras actividades permitiram ter o mês com mais horas de exercício. Isso, e claro a aventura de 5,5 horas em Sintra. :)

A paixão pelo Trail atacou em força em Janeiro, e embora o número de km em estrada tenha sido um pouco superior aos km em trail, em tempo o trail ganhou destacado!


Outro ponto interessante foi a subida acumulada. Em Janeiro alcançou os 5015m o que representa metade da subida acumulada DE TODO O ANO DE 2013! 

Foram quase 245km, o que eleva este mês ao 3º lugar no pódio dos meses com mais km (apenas superado pelos 2 meses de preparação para a Maratona).

E claro, não podia terminar o resumo do mês sem mencionar o companheiro de grande parte destes treinos o Sílvio,  sem o qual estes não seriam possíveis (não me sinto confortável em ir para os trilhos sozinho e para além disso com companhia é muito mais divertido!). Obrigado e siga para mais que o ultra objectivo ainda não está completamente foram de questão ;)

Treininho 5* em Monsanto!


domingo, 2 de fevereiro de 2014

GP Fim da Europa - 26 Janeiro 2014

E após várias tentativas este foi o ano em que corri até ao Fim da Europa!
Há anos que ouvia falar desta prova mas por uma razão (quando me apercebia já não havia inscrições) ou por outra (cagufa, quando 10km me pareciam uma maratona e 17km um sofrimento desumano) ainda nunca tinha conseguido participar. Mas no ano passado na Corrida do BES fiquei com uma amostra do que me esperava e ansiosamente fiquei atento à edição deste ano. Como já escrevi aqui, só muito recentemente me envolvi no mundo das redes sociais, mas a verdade é que apesar do meu cepticismo inicial são muito úteis para a malta das corridas. No dia em que abriram as inscrições rapidamente o meu facebook encheu-se de gente entusiasmada a anunciar a boa nova, até parecia que o Natal tinha chegado mais cedo! Rapidamente fiz a minha inscrição e garanti a minha primeira "Fim da Europa".

Sexta-feira, enquanto me deslocava  a Sintra para levantar os dorsais, comecei a sentir os primeiros sintomas gripais. Sábado, os sintomas agravaram-se, e a ida à prova começou a ser colocada em causa. No Domingo de manhã acordei sentindo-me minimamente em condições de participar, e decidi ir, até porque tinha os dorsais de alguns amigos. Por falar em amigos, um dos que consegui convencer a ir a esta prova foi o meu amigo Duarte, com o qual já fiz algumas corridas... de 10km... sendo na altura a distância máxima que alguma vez tinha corrido. Nos dias que antecederam a prova confesso que fiquei um pouco preocupado com a participação dele, não só era quase o dobro da distância habitual, como não era propriamente o mais plano dos percursos. Claramente subestimei o rapaz....
Da esquerda para a direita, Duarte, David e Eu!
A caminho de Sintra, e tendo em conta o meu estado físico decidi que iria ter como objectivo fazer a prova com o Duarte. Quando chegámos, entreguei os dorsais da restante malta e durante a conversa (picaria) alterei o objectivo para: não ficar atrás do David (amigo, colega e chefe! :) ). Já em contagem decrescente encontrei o Sílvio. Novo objectivo: acompanhar o Sílvio (tentar)! A adrenalina da prova é uma coisa lixada... E assim às 10h estávamos praticamente sob o pórtico da partida prontos para a nossa prova.
Já com o Sílvio e com um renovado objectivo!
Fruto da nossa posição estratégica e da excelente ideia (pelo menos para os atletas de pelotão, para os elite não sei se terá sido tão boa...) de utilizar o tempo de chip para a classificação final, começámos logo a correr a bom ritmo. A subida inicial é demolidora (215m D+), mas não sei se por já não ser novidade, ou os treinos mais intensos a trepar em Monsanto ou a motivadora companhia, escalámos os 4km iniciais a um ritmo médio de 5:17. Alcançar o topo da subida foi uma sensação incrível, estávamos a ir a bom ritmo e o meu corpo estava a responder bem. Mal o terreno alivia um pouco a inclinação o Sílvio começa a impor um ritmo "louco" e eu lá me vou aguentando. Os 6km seguintes foram sempre bem abaixo do 5min, tendo o 7km sido percorrido em 4:18.


Sintra estava Sintra, húmida, fresca e com a neblina a dar um ar misterioso à serra. Por duas ou três vezes o Sílvio fez comentários à magnifica paisagem, os quais tiveram como resposta apenas uns sussurros monossilábicos da minha parte. Em termos cardio estava controlado mas a parte muscular estava a começar a ceder. Mentalmente ia imaginando que a corrida tinha 11km e que após a parede eram 6km de "relantim". Aguentei até à rampa ao 10km, mas a meio da rampa tive de andar alguns passos. Não foram mais que 200m e provavelmente teria conseguido continuar a correr, mas por uma questão táctica (a velocidade era ridícula, acho que a andar ia quase à mesma velocidade, e iria precisar das pernas para o últimos km sempre a descer), optei por uma caminhada técnica. O Sílvio que fez toda a subida a correr, ainda esperou por mim, mas assim que a inclinação começou a mudar rapidamente me apercebi que as minhas pernas não iam conseguir acompanhar. Insisti que continuasse e fiquei a ve-lo descer a encosta a uma velocidade estonteante. Não é que eu fosse devagar, os últimos 6km foram feitos a uma média de 4:10.
Ai...doi...Ai...doi...Ai...É o farol! I belive I can Fly... (foto Friends2Run)
Para o fim o sofrimento já era considerável e o avistamento do farol do Cabo da Roca foi um momento muito especial. A meta estava já ali! Ouvia uns passos rápidos nos meus calcanhares e embora não estivesse a lutar por um lugar no pódio (até porque o que contava para a classificação era o tempo de chip) alarguei ainda mais a passada e voei para a meta. Só depois em casa, ao ver a fotografia, é que me apercebi que o atleta perseguidor era uma senhora que ficou em 3º na geral feminina.
Finalmente apareço numa foto na meta sem ninguém à frente! Hurra!  Para a próxima tenho de me lembrar de sorrir... (foto Correr Lisboa)
No fim o relógio marcava 16,9km em 1:20:33 com 390m de D+.

Entro na tenda e o Sílvio lá está à minha espera. Tenho de me sentar para conseguir tirar o chip e depois lá vamos recolher o farnel, o chá e a bebida isotónica. Fiquei um pouco decepcionado por não poder juntar mais uma medalha ao meu placar, mas em termos logísticos a organização esteve irrepreensível. Os sacos à chegada foram dignos de um prémio, ainda estava a tentar perceber qual era a minha fila e já um voluntário me estava a acenar com o saco na mão. Fantástico!

Já com a roupinha trocada olho para o relógio, 1:45 de prova, e dirijo-me para a meta para ver o Duarte chegar. O minutos vão passando e nada, começo a ficar preocupado. Entretanto vejo chegar um dos 3 cromos desta prova, a "Japonesa de bikini e botas de ski". Há gente muito estranha... Os outros 2 "cromos" não cheguei a ver ao vivo mas vi depois as fotos no Facebook, "O Homem que correu descalço" e o "Tipo do Carrinho de Bebé".

Lá toca o telemóvel. O Duarte já tinha chegado, já tinha trocado de roupa e já andava à nossa procura. Um gajo que nunca tinha corrido mais que 10km, vai a uma prova de 17km com 390m D+ e termina em 1:43... Fantástico. Obviamente que o chaganço para se inscrever na Meia da Ponte alcançou patamares nunca antes alcançados (que pelos vistos resultou porque o homem já está inscrito).
Os 2 grandes atletas e Eu
O regresso a Sintra correu bem. Mais uma vez a organização esteve bem face à dificuldade logística, e estavam dezenas de autocarros a postos para o retorno. Não sei se deu para toda a gente, mas pelo menos eu não me posso queixar.

Foi uma grande prova em excelente companhia. Assim corre sempre bem! A não perder em 2015.


domingo, 12 de janeiro de 2014

Tenho uma hipótese!

Esta piada só percebe quem tem de ver o canal panda de manhã à noite...
Nos últimos tempos tenho andado a fazer alguns treinos em trilhos. Foi o UTSS, vários treinos em Monsanto à hora do Esquilo e ultimamente até o Passeio Marítimo parece um percurso de trail! Pela primeira vez este mês tenho mais km feitos em trilhos do que em estrada.

Estes treinos em Monsanto têm sido um abrir de olhos para um novo mundo. Primeiro porque a pressão sanguínea deve ser tão alta que até os olhos ficam esbugalhados. Se noutros treinos com companhia costumo ser o elemento que tem de reduzir o passo, neste sou o gajo que vai na cauda do grupo e que o resto do pessoal tem de esperar... Por outro lado correr com pessoal tão experiente permite ganhar rapidamente alguma técnica, mais não seja para sobreviver aos treinos. São treinos muito duros a acrescentar o facto de serem de noite e, com as chuvas dos últimos tempos, com muita lama.

Nestes meus treinos não voltei a torcer o pé. Hurra! Mas tive várias ameaças. Ao analisar todas as situações há algo comum em todas elas. Ao contrário do que seria de esperar todas aconteceram em zonas relativamente planas, sem dificuldade técnica e os casos mais graves em alturas em que ia na conversa. Tendo em conta os sítios por onde tenho andado a correr é, para mim, algo surpreendente. 

Mas voltando ao título deste post. A minha hipótese para o fenómeno é o condicionamento após alguns anos a correr apenas em estrada. Passo a explicar, quando corro em estrada, principalmente em distâncias mais longas, o corpo parece que já está a correr sozinho, em que quase me abstraio do caminho e o corpo começa a relaxar, tocar o solo suavemente e quase sem ruído. E penso que é aqui que reside o problema. Em estrada, com o terreno liso o relaxar dos músculos do pé ajuda a diminuir tensões e o desgaste muscular, mas em trilhos qualquer irregularidade irá provocar a torção do pé sem a protecção do músculo em tensão

Esta teoria responde às minha observações. Nas zonas mais calmas em que estou apenas a rolar e a recuperar das zonas mais técnicas, entro em piloto automático, diminuo a concentração, relaxo e acontecem os entorses.

Provavelmente tudo o que estou para aqui a dizer não faz sentido, mas pelo sim pelo não agora quando corro em trilhos faço um esforço para atacar o solo com intenção, batendo os pés se necessário, principalmente nas zonas mais "fáceis".

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

5º UTSS - Ultra Trilhos da Serra de Sintra - 5 Janeiro 2014

ou "Meia Dose que soube a Prato Cheio!"

ou "A minha mulher é uma Santa!" (graxa da mais alta qualidade :D)

No mês passado, num dos treinos à hora do esquilo, comecei a ouvir uns comentários sobre o UTSS no inicio de Janeiro. Fiquei curioso e fui cuscar na net. Não encontrei nada sobre a 5ª edição mas descobri uns videos e uns relatos de edições anteriores. Basicamente é um treino com a organização "Pirata" de um dos administradores do grupo por detrás dos "Esquilos", onde estão convidados todos os amigos dos amigos. O Sílvio teve a amabilidade de me convidar e assim fiquei a par da convocatória:

Vamos manter a Tradição e Re-editar um UTSS no 1º domingo de 2014. O de 2013 foi mítico (fiz Grandes AMIGOS!) Saída à "Hora do Esquilo" 06.00h
Inicio e fim na Malveira (Associação Janes/Malveira)
É disponibilizado o track no dia 3/01/2014.
Mantendo o espírito do 1º UTSS, vão existir distâncias para todos os gostos:
Mini-Prato 13km/600m D+, Meia-Dose 28km/1200m D+ e Prato-Cheio 44km/1800m D+.
A ter em conta:
É uma organização "PIRATA"! 
NÃO HÁ marcações, Exclusivamente seguida por track, GPS
É em Autonomia Total (passa em diversos pontos de água)

Este era o perfil "prometido" para a "Meia Dose" (atentem à linha vertical aos 22km...)
A "Meia Dose" parecia-me muito apetecível, mas face à actual situação familiar era um pouco complicado estar tanto tempo fora. No entanto, num acto de grande magnanimidade da Inês, e depois de explicar que a saída era às 6h e que lá para as 10h estava em casa, lá tive o assentimento para ir. Combinei logo com o Sílvio e fui preparar o equipamento. Era a mais "louca" aventura que alguma vez tinha participado e o factor "pirata" obrigava a mais atenção aos preparativos. Ainda tive de ir à pressa comprar uma bolsa de água, a tampa mal fechada afinal era mesmo um furo. Acabei com uma mercearia dentro da mochila, mas ao longo da tarde de Sábado fui retirando mantimentos e às 6h em ponto estava à porta da Associação preparado para a aventura.

Os primeiros km's eram coincidentes com a Corrida do Monge e por isso eram-me familiares. Se na altura achei a prova dura, imaginem o mesmo percurso de noite, com neblina, com muita lama e com o conhecimento que ainda nos esperavam 28km... O "aquecimento" de 5km sempre a subir foi complicado, principalmente porque não só não tenho muita experiência a correr em trilhos de noite mas sobretudo devido à neblina que mesmo com o frontal no máximo apenas permitia uma visibilidade para ai de 0,5m. Numa curva ia-me quase enfiando numa barreira de lama e um companheiro mesmo à minha frente enfiou-se dentro de um buraco...
A dupla ao raiar do dia, bem fluorescentes para não nos perderem na serra...
No topo da subida surgiu pela primeira vez a frase que nos havia de acompanhar durante todo o treino: "Estamos fora de percurso...". Em "prova" existem as fitas, as marcas no chão, as pessoas da organização. Nas "pirata" existe o track e a fé que o vamos conseguir seguir. Foram várias as vezes que falhámos o percurso e tivemos de voltar para trás, nomeadamente sempre que tínhamos de sair de um estradão e entrar num trilho. Felizmente entre o relógio do Sílvio e o meu telemóvel com o OruxMaps conseguimos cumprir o percurso. Nesta primeira parte do treino íamos apenas os dois. Mas à medida que tínhamos de voltar atrás por termos saído do track fomos criando um grupo que acabaria por fazer quase todo o percurso junto.
Não estávamos a descansar, era só para a foto...
O ritmo era muito baixo e chegámos ao topo da subida do corta fogo já com luz natural e com quase 1h45 (na corrida do Monge passei lá com 1h05). A partir daqui o percurso divergia e tinha uma passagem pela famosa Pedra Amarela, que acredito que seja um excelente miradouro mas que no dia apenas nos permitia ver uma largo manto cinzento. Mas isso não impediu de tirarmos fotos para a posteridade.
Pedra Amarela, uma vista de cortar a respiração (acho...)
Lá seguimos caminho e já perto da Malveira foi uma complicação seguir o track. Em menos de 1km conseguimos falhar o percurso 6 vezes! Era um pagode. Chegámos a um cruzamento e decidimos ir pela direita. Ao fim de 100m, "plim!" fora de percurso, voltar para trás e fomos pela esquerda. Ao fim de 100m, "plim!" fora de percurso, mau! Voltámos ao cruzamento e juntinho a uma casa, com 1 metro de largura, existia um género de barranco. Adivinhem por onde era o percurso? :)
1km = 6 fora de percurso!
Despedi-mo-nos dos companheiros que iam aos 13km e seguimos caminho para o Guincho. Estes foram os km mais regulares onde conseguimos efectivamente correr  de forma contínua, isto claro quando não estávamos perdidos. Mais uma vez, num destes momentos já tínhamos percorrido uns bons metros quando o meu telemóvel apitou, o caminho certo ficava quase paralelo ao que levávamos mas aí uns 100m ao lado. As opções eram: a) voltar para trás e tomar o caminho certo; b) atalhar pelo mato até ao caminho certo. Escolhemos a opção "b)" e atalhámos por um matagal de silvas até à estrada correcta. Apenas um ligeiro problema, o desnível entre os caminhos era acentuado e mesmo antes da estrada existia uma barreira com uns 2 metros que tivemos de ultrapassar. Uns 200m mais à frente o caminho que seguíamos e o correcto convergiam...
Tempo de repor energias mas sempre a correr que temos de aproveitar o terreno plano!
Chegámos ao Guincho e finalmente tivemos o céu limpo e vistas de cortar a respiração. Não podíamos perder a oportunidade de captar o momento! Não sem antes nos metermos noutra aventura. Adivinhem! Fora de percurso, só que desta vez os caminhos eram mesmo paralelos apenas separados por uma rede de aço para aí com 1,5m. Opções: a)Voltar para trás; b)Continuar no caminho "errado" e esperar que convergissem; c) Saltar a rede. Por esta altura já devem de estar a ver o espírito do grupo e por isso, sem surpresa,  optámos pela "c" e digo-vos, após 20km a pernas já não queriam cooperar com a ideia. 100m mais à frente a rede terminava... O que eu ri...
Foto para colocar no perfil...
Depois da passagem no Guincho era altura de começarmos a escalar o regresso à Malveira. E escalar é o termo certo. Em 2km subimos do nível do mar até aos 150m e nos 2km seguintes chegámos aos 470. A tal linha vertical no 25km era MESMO vertical e mesmo com a tracção aos "quatro membros" a coisa não era fácil (vi marcas de dedos com 1m de comprimento...alguém foi a escorregar parede abaixo).
Em plena utilização da tracção aos "quatro membros"
Por esta altura olhei para o relógio e eram 10h... Ainda estávamos a pelo menos uns 5km dos carros, não ia conseguir cumprir o meu "tempo limite"...
Voltámos para a serra e se já tínhamos sentido mais que visto muitos galhos e folhas de árvores pelo caminho, agora com a luz do dia vimos a destruição que o temporal do dia anterior tinha causado. Passámos por várias árvores caídas nos caminhos que faziam as "delícias" dos inúmeros BTT'istas que encontrámos pelo caminho.

Para o fim  já com algum sofrimento físico aliado ao saber que estava atrasado acabou por nebular um pouco os km's finais. O último km a descer em empedrado foi feito muito a custo.




Foram quase 32km em 5h22m e 1380m de D+. Foi um dos treinos mais compridos que alguma vez fiz e de longe o mais longo (o máximo tinha sido a Maratona em 3h58...). O meu relógio indica quase 4000kcal e 98horas de recuperação... (não vai acontecer! :D) Foi um rico empeno com direito a todas as dores já habituais e algumas novidades como dores nas canelas e no dedo do pé.

Foto no final do grupo dos 32km (ou meia dose reforçada!)
Adorei tudo neste treino. A companhia 5 estrelas do Sílvio, a camaradagem no grupo, o percurso exigente, a componente de orientação (vulgo andar perdido a olhar para o gps...) e claro as várias aventuras. O único ponto que julgava que fosse diferente era a questão do grupo. Pensava que iríamos mais ou menos todos juntos com pontos para reagrupar. No entanto, embora estivesse bastante gente no inicio, devido à subida ao fim de alguns metros já estava sozinho com o Sílvio e se não fossem os inúmeros "volta atrás" não teríamos encontrado ninguém. Não é uma crítica, apenas um desencontro de expectativas.
A grande dupla de possíveis-futuros-um-mais-que-o-outro Ultras!
Quero aqui deixar o meu Muito Obrigado ao Sílvio pelo convite, companhia e as excelentes fotos que documentam este post! Quero também pedir desculpa à minha adorada família por ter chegado atrasado e garantir que me esforcei ao máximo por cumprir o prometido. Em contrapartida fomos almoçar ao McDonalds com direito a sobremesa de cheesecake.

6ª São Silvestre de Lisboa - 28 Dezembro 2013

E foi desta que finalmente corri uma S.Silvestre.
S.Silvestre de Lisboa 2013
Mesmo antes de começar a correr sempre me fascinou o conceito das corridas de S.Silvestre. Talvez por acontecerem numa altura com poucas notícias, foram sempre motivo de reportagem nas tv's o que facilita a divulgação por "não corredores". Não percebia o que levaria uma pessoa a sair de casa num dia de inverno, com frio e chuva, numa noite supostamente de festa, para correr... Obviamente que agora não se me colocam esses cepticismos. :) No entanto, por um motivo ou por outro nunca se tinha proporcionado. Este ano proporcionou-se!

Foi a 3ª prova, praticamente consecutiva, que corri com a "camisola" do Clube TAP. Foi uma "camisola" mais administrativa que efectiva, uma vez que embora estivesse inscrito por equipa ainda não tenho tshirt do clube...
Parte da equipa preparados para a partida
Devido à localização da partida decidi que iria deixar o carro na zona do Cais de Sodré e depois ir fazendo o aquecimento até aos Restauradores (2km em 10:44). Cheguei bem cedo e deu, finalmente, para ficar um pouco à conversa com os outros elementos da equipa. Foi fixe conhecer colegas que têm o mesmo gosto pelas corridas.O Clube ao fazer a inscrição não nos pediu os comprovativos de tempo e como resultado estávamos todos no "+60"... Se na Corrida do sporting já tinha acontecido e não me tinha incomodado muito desta vez fiquei um pouco chateado porque eram muitos atletas e ia ser muito difícil ultrapassar o mar de gente à minha frente.

Alguns minutos antes lá fomos para o nosso bloco e aguardámos o tiro de partida sob um ameaçador céu negro... Que acabou por descarregar praticamente ao sinal de partida. Nada como uma chuvada de gotas grossas e frias para começar uma corrida sobre calçada de pedra... Como esperado o inicio foi uma confusão. Fomos imediatamente para o passeio tentar ultrapassar o máximo de atletas possíveis mas devido à chuva estava muito escorregadio e rapidamente desisti da ideia e perdi os meus companheiros. Ainda vi algumas quedas e um senhor com o joelho em muito mau estado...

Até quase ao 2km foi uma frustração de acelera e pára e só depois do Cais do Sodré consegui finalmente entrar no ritmo. Fui ignorando todos os abastecimentos e consegui manter um ritmo sempre abaixo do 4:30.
Mais uma vez a passagem pela Ribeira das Naus foi um tormento. Não só pelo "famoso" piso mas porque comecei a acusar os excessos dos 1ºs Km e ainda por cima encontrei uma autentica barreira quase intransponível de atletas. Acho a ideia dos marcadores de passo fenomenal, o fenómeno das rêmoras nem por isso...

Mas a melhor parte foi mesmo a subida da Av. da Liberdade! Levei toda a prova a ultrapassar pessoas mas quando chegou a subida ultrapassei centenas... Sentia-me muito bem e consegui manter um ritmo em torno dos 4:45! E para terminar em beleza e com as endorfinas ao rubro uma descida de 1km em velocidade supersónica!

Passo a meta, vou desligar o relógio e o ecrã está apagado... Mau... Acabou a bateria! Mesmo nos km's finais. Mas a culpa é inteiramente minha e do karma. Minha, porque há semanas que o icon de bateria em baixo surgiu no ecrã e eu decidi ignorar (em minha defesa no manual dizia que existia um outro sinal de bateria muito fraca...). Do karma, porque por várias vezes gozei com o pessoal dos Garmins GPS e as crónicas faltas de bateria (inclusive minutos antes desta corrida...) e inevitavelmente o karma voltou para me morder no rabo... Felizmente levava o equipamento de backup (telemóvel) e consegui ter o registo da prova.

Depois de uns breves minutos à espera dos restantes elementos de equipa foi hora de fazer o caminho de regresso ao carro num trote recuperador (2,3km em 12:23).

Gostei da prova pela companhia e animação. No entanto, é muita gente. Se não conseguir garantir uma partida mais à frente neste tipo de corridas o melhor é mesmo esquecer qualquer espírito competitivo, arranjar uns amigos e desfrutar do passeio.