domingo, 11 de maio de 2014

"Só mais um blog de corrida..." - 1º Aniversário!

Há exactamente um ano publiquei o primeiro post do "Só mais um blog de corrida...". É extraordinário como parece que o tempo voa, e este ano não foi excepção. Mas o que é ainda mais incrível para mim é ver a evolução ao longo deste ano.

Há um ano atrás estava a sair da lesão que me colocou de poisio durante mais de 2 meses, fruto de um regime de treinos demasiado intensos para a  forma da altura. Participava em provas curtas e rápidas e estava focado em completar o Troféu das Localidades de Oeiras. As Meias-Maratonas eram eventos esporádicos e correr "no mato" era um conceito completamente impensável para mim. Lembro-me, inclusive, de ter visto uma entrevista ao José Guimarães do "De Sedentário a Maratonista" em que comentava a participação numa ultra, e de me ter interrogado o que levaria alguém a querer correr ultra maratonas... :)

O primeiro click ocorreu algures no final de Maio quando comecei a aumentar as distâncias dos treinos. Primeiro acidentalmente, depois com intenção e finalmente desafiado. Comecei a apreciar as virtudes dos treinos longos e das velocidades mais moderadas. Daí a começar a treinar para a Maratona foi um instantinho.

A Maratona foi o meu grande desafio, a grande barreira que julgava completamente inalcançável e que proporcionou um momento de enorme realização pessoal. Pela primeira vez segui um plano de treinos e durante mais de 4 meses treinei como nunca tinha treinado antes.

O segundo click aconteceu pouco depois. Já andava com a curiosidade de correr em trilhos tendo mesmo,  no verão, participado numa prova na Pampilhosa da Serra respondendo ao desafio da Anabela (Run Baby Run). Mas os trilhos só se entranharam num treino em Monsanto à "Hora do Esquilo". Desde então tenho sido presença assídua nos treinos dos "Loucos Trail Running".

Um dos objectivo deste blog era servir de guarda recordações, para me ajudar um dia mais tarde a recordar aqueles pormenores que desaparecem com o tempo. Neste campo foi um sucesso, mesmo só com um ano, por várias vezes já tornei a reler um post antigo só para me recordar daquela corrida.

Outro objectivo era manter-me motivado e contrariar aqueles momentos mais letargicos, e no processo se servisse para motivar um ou outro leitor ocasional melhor. Nunca fiz muito para divulgar o blog e por isso as mais de 13000 visualizações foram algo surpreendentes.

Curiosamente o post mais lido foi o "Há Esquilos em Monsanto!", com cerca de 400 visualizações é de longe o mais visitado. Não sei se vêm à procura de esquilos de verdade ou se realmente procuram informações sobre os famosos treinos à "Hora do Esquilo". Se assim for e se me virem em algum treino digam que passaram por aqui! ;)

Sem grande surpresa a maior "Fonte de tráfego" é o Blog do João Lima, que foi também o primeiro a comentar o blog logo no post original.

A palavra chave mais utilizada para aqui chegar foi "blog corrida". :) As "vantagens" de ter colocado estas duas palavras no nome do blog...

E claro não podia deixar de mencionar um outro enorme beneficio da criação do blog que nem me passava pela cabeça há um ano, a "descoberta" de um companheiro de treino e aventuras!

O meu foco mudou completamente, agora só penso em trilhos. Já corri uma Ultra Maratona e está outra na calha. Não quer dizer que tenha abandonado o alcatrão, mas só em doses mais moderadas. Por este motivo decidi alterar a foto de capa aqui do estaminé, até porque esta é minha!


quarta-feira, 7 de maio de 2014

UTS - o trailer

Não, ainda não é o relato da minha primeira Ultra Maratona... Depois do teaser há alguns dias, hoje vem o trailer...

Já há algum tempo que andava para comprar uma câmara mais dedicada à acção. Queria fotos para ilustrar os meus posts e chateava-me imenso ter que estar a parar para tirar o telemóvel do bolso. Nunca dominei a arte de o fazer em andamento. Comecei a fazer as provas de trail e queria guardar as paisagens por onde passava e o telemóvel continuava a ser um empecilho. Depois há aqueles leitores muito queridos cujo o comentário aos meus posts costuma ser: escreves muito... só lá vou ver as fotografias. Urgia arranjar uma forma de documentar as minhas provas!

Na véspera da prova fui comprar a câmara e após uma noite a carregar a bateria siga para a prova. E aqui vem o 1º disclaimer: foi literalmente a 1ª vez que utilizei a máquina, aliado à minha falta de jeito e ao facto de numa prova de 52km às tantas o documentar já não está na lista dos pensamentos mais imediatos, foram as filmagens possíveis.

Como já me queixei algumas vezes por aqui, o meu tempo para o blog é muito limitado. E aqui vem o 2º disclaimer: o pouco tempo aliado ao facto de não ter qualquer experiência em edição de videos ou ferramentas para o fazer, este foi o resultado possível. O meu primeiro video totalmente filmado e editado por mim!


terça-feira, 6 de maio de 2014

Ainda Almourol...

Sei que devia estar já a publicar o relato de Sesimbra, mas já tinha este pensado há alguns dias e não queria deixar de o publicar.

Já passaram algumas semanas sobre os Trilhos do Almourol, mas queria deixar aqui para a posteridade esta sequência de fotos da nossa chegada apoteótica, disponibilizadas pela organização. Infelizmente não estavam disponíveis quando publiquei o relato. Mais uma vez a organização esteve impecável!

As nossas expressões não necessitam de mais descrições. Grande equipa e venham mais outras!









domingo, 4 de maio de 2014

Sou ULTRA!

(oficialmente...)


Era uma vez um louco que convenceu um maluco a fazer uma insanidade.

Com um calor demente e com uma preparação insensata meteram-se a correr por um caminho insano.

A sofrer como seria de esperar tiveram momentos em que perderam a razão.

Mas uma canja divinal trouxe o juízo para um nível de apenas alienação.

E mantendo um estouvado espírito de união o Ouro (a praia!) lá alcançaram!


PS - Após 9h40 ao sol era espectável que alguns (todos?!?) os neurónios tivessem fundido mas se souberem de mais algum sinónimo de loucura estejam à vontade de partilhar. 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

5º Trilhos do Almourol (Maratona Trail) - 06 Abril 2014

É bom para estreias, diziam eles... É rolante e tens de ter cuidado com os entusiasmos, diziam eles... São "só" 42km, diziam eles... MAS COMO É QUE EU ME DEIXEI ENGANAR DESTA MANEIRA!

Efectivamente fazer a inscrição foi um acto de insanidade, mas terminar esta prova só veio confirmar o meu louco diagnóstico.

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Toda esta prova foi concertada com o Sílvio. Foi ele que me convenceu a inscrever e seria com ele que haveria de correr a prova. Na véspera da prova a logística da deslocação para o Entroncamento foi alterada drasticamente e acabámos por ir de boléia com uns companheiros de treino de Monsanto. Foi uma viagem muito divertida, sempre na conversa sobre temas variados, ou não... ;)

Chegámos ao Pavilhão com imenso tempo e deu para ir nas calmas levantar o dorsal, o que fiz quase instantaneamente. Já se vivia um clima de festa dentro da pavilhão. 
Vamos lá começar a tirar fotos que tenho um blog para sustentar...
Depois de uma frenética demanda por um wc livre lá voltei para o carro para equipar. Verifica e torna a verificar o material para ver se não falta nada. Parece que nem toda a gente leu a parte das instruções finais sobre a necessidade de levar um copo (que depois nem foi assim tão crítico porque a organização facilitou copos de plástico). Eu não tenho nenhum copo xpto todo profissional pelo que tive de levar um da minha filha que saiu numa refeição alegre. Mas devo dizer que funcionou muito bem e não incomodou nada durante a prova.
Tcharam! E com efeito holográfico e tudo!
Já a caminho dos autocarros que nos levariam para Martinchel encontrámos a Isa e o Vitor que aguardavam o outro autocarro para Constança. O ambiente no autocarro era animado e continuámos na conversa o tempo todo. Foi aqui que, com o passar dos kms para chegar à partida, começaram as dúvidas. Todo aquele caminho de ida que confortavelmente estávamos a realizar sentadinhos, teríamos que o fazer a pé...às voltinhas no sobe e desce...

A linha de partida era o portão do Parque de Campismo da Barragem de Castelo de Bode. Entrar no parque era o controlo 0 e como ainda faltavam alguns minutos para as 10h ficámos mais uns minutos na galhofa e depois de alguma insistência lá conseguimos tirar uma foto da equipa.
A grande equipa! João, Rui, Sílvio, Eu, Nuno e o Luís
Fomos ouvir o briefing da organização onde fomos informados que devido às chuvas o percurso iria ter uma pequena alteração e que iríamos ter "alguma" lama (as aspas fui eu que coloquei). Achei imensa piada à mochila do atleta que estava à minha frente no briefing.
Alguém que leva muito a sério o cargo!
E estava na hora. O orador inicia a contagem decrescente: 5 (Epá, afinal isto não é apenas estar na galhofa com amigos)... 4 (e colocar equipamento porreiro)... 3 ( e estudar até à exaustão o perfil vertical)... 2 (se calhar ainda vou ter que correr)... 1 (isto vai doer)... Beeeeepppppp! (Vamos lá pernas eu acredito em vocês!)

Mal se dá a partida metade do grupo sai desaustinado e só os veríamos na chegada já com o banho tomado. Eu o Sílvio e o João engrenamos num passo mais reduzido e acabaríamos por fazer toda a prova juntos. Os três primeiros km são de sonho. Correr sobre o paredão da barragem e depois descer mais de 120m em alcatrão até às margens do Rio Zêzere. Sempre na galhofa e a um ritmo controlado (porque afinal estávamos a correr uma Maratona) que mesmo assim foram os km's mais rápidos de toda a prova. À medida que relógio vai marcando os km, o pensamento é: Epá, se calhar isto até se faz!
Uiiiii. Epá , isto se calhar até se faz!
Perto do 3km saímos do alcatrão e entrámos nos primeiros trilhos, e logo ao fim de alguns metros paramos perante uma fila interminável de atletas. Eu já tinha lido relatos de engarrafamentos em provas de trilhos, mas achei os mais de 15min de espera após ter corrido apenas 15min uma barbaridade. Os obstáculos eram, primeiro uma descida mais técnica para entrar no trilho e depois uma subida inclinada que tinha uma corda e um elemento da organização a ajudar. Uma ressalva, a organização esteve impecável em toda a prova. Muito bem marcada, bons abastecimentos e sinalização de perigo nas zonas mais problemáticas. No entanto, este obstáculo tão perto do inicio (principalmente porque até ali tinha sido ultra rolante) foi muito mal pensado, principalmente porque era perfeitamente evitável.
Hora de ponta em Almourol. Onde está o Wally?

A mão amiga da organização.
Os km's seguintes foram simplesmente espectaculares. Seguindo sempre por trilhos, primeiro subindo umas colinas com vistas deslumbrantes e depois descendo em direcção ao Rio Nabão que iríamos acompanhar até à foz no Zêzere. Eram trilhos algo técnicos (pelo menos para mim) que incluíam algumas subidas onde a organização tinha colocado cordas para facilitar.
"Muito rolante, cuidado com os entusiasmos"
Com as pernas frescas e o espírito embevecido comecei a cometer erros. Primeiro colocámos um ritmo demasiado rápido para a minha forma actual (só para referencia nesta altura ia acompanhando atletas que acabaram quase 1 hora antes de mim). Segundo não hidratei o suficiente, embora o céu estivesse encoberto, a humidade relativa era muito elevada e ao fim de alguns minutos estava completamente encharcado. Terceiro, falhei completamente a parte da alimentação e lá para o 11km comecei a sentir fome.
O sorriso ficou perdido entre a ordem do cérebro para os "Likes" manuais
Junto à foz do Nabão surge um dos momentos mais giros da prova, com a travessia do mesmo por uma ponte militar. Mais uma vez a organização esteve muito bem e nem faltou reportagem fotográfica!
Para a próxima vou à frente... Aquilo com os três balançava bastante...
Mas mesmo com todo o entusiasmo a progressão era tão lenta que fiquei verdadeiramente surpreso por termos levado quase 2h para chegar ao 2º abastecimento ao 12km, o primeiro com sólidos. A minha experiência neste tópico era quase inexistente pelo que considero que os abastecimentos estiveram muito bem, variados e com abundância. Como ensinamento fica a necessidade de levar salgados, estou habituado a que nas provas de estrada haja sempre isotónico o que normalmente para mim é suficiente para repor os sais perdidos, mas nestas provas para além de não existir isotónico é obrigatório fazer um reforço.
Mais um autoretrato para colorir o post e mostrar como o percurso estava bem marcado!
Seguimos caminho com o João sempre na dianteira e rapidamente ultrapassamos o pico do percurso. A partir da até Constança o caminho "abre" um pouco e permite correr mais à larga. Também permite que sigamos na conversa e como sempre que me distraio um pouco, torço o pé. Nada de muito grave, nem chego a parar, mas fica a dorzinha e o espírito nunca mais volta a ser o mesmo.
A grande equipa apanhada em plena acção! Com o João sempre na dianteira.
Passamos por Constança e entramos num trilho no leito do Rio Tejo. Por vezes passamos tão perto da linha de água que se o Rio tivesse mais uns centímetros de caudal estaria submerso. É um percurso muito belo e praticamente plano o que permite efectuar o troço da prova mais rolante (e praticamente único). Para completar o quadro no fim deste troço temos a vista deslumbrante do Castelo. Aqui "obrigo" o meus companheiros a parar e imortalizar o momento.
O postal para mais tarde recordar.
E depois de escalar mais uma subida alcançamos o 4º abastecimento no 27km. Desta vez levámos o nosso tempo. Já tínhamos mais de 4h de prova e ainda acreditávamos que as 6h eram possíveis. Mas nada nos podia preparar para o que iríamos apanhar a seguir.

O telemóvel há muito que não saía do bolso e a partir do 30km o meu cérebro deixou de ter disponibilidade para registar a experiência para se focar unicamente em controlar as ameaças de caimbras e evitar encharcar os pés, batalha que perdi no 33km. Provavelmente esta parte do percurso era igualmente bela, mas para mim apenas ficou registado o sofrimento. O Sílvio bem tentava manter o moral e decidiu que tínhamos de tirar uma foto no 34km para marcar o nosso record em trilhos.
O sorriso digno de um oscar. Aqui estava mais com vontade de chorar...
A lama começou a surgir com mais intensidade mas a bem ou a mal lá chegámos ao 5º abastecimento no 35km. E aqui cometi o último erro. Não recuperei o suficiente, não hidratei o suficiente e não comi o suficiente. Estava a ficar saturado e queria chegar o mais rapidamente possível ao final.

Obviamente que os sintomas não diminuíram e numa descida um pouco mais exigente no 37km tenho uma caimbra no gémeo esquerdo. Mas uma senhora caimbra que me joga para o chão. Eu bem grito (ou pelo menos o meu cérebro gritou bem alto mas pelos vistos não foi assim tão sonoro) mas como ia atrás os meus companheiros não se apercebem e depressa os deixo de ver. Fico ali o que me parece uma eternidade a alongar até que aparece o João que entretanto voltou para trás. Eu bem insisto para que continuem porque vou ter que reduzir ainda mais o ritmo, mas  eles persistem e continuamos todos juntos.

Felizmente recupero um pouco mas apenas para entrar naquilo que denominei como o calvário de lama.

Lama?!? Qual lama?!?!
Por esta altura já estou completamente curado da síndrome de maçarico e nem tento evitar a lama e a água. Nunca mais me vou queixar de ter de molhar os pés! Perdi a conta aos túneis sob as estradas por onde passámos que, com as chuvas dos dias anteriores, estavam cheios de água. Obviamente que nesta fase o meu discernimento já estava um pouco toldado mas algumas destas passagens eram desnecessárias e revelavam laivos de sadismo, como por exemplo o túnel na foto abaixo.
Este era o lado raso... No outro lado a "água" chegava quase à cintura.
Os km's iam passando muito devagar num ciclo interminável de lama e água até que, no meio de um pântano chegámos ao último abastecimento. Era suposto estar no 38km mas o GPS já marcava 40,5km. Esta discrepância não agoirava nada de bom. A cada custosa centena de metros o ânimo esmorecia e só queria que chegasse o 42km. Quando o relógio apitou para o 42km no meio de um lamaçal tive um momento de desespero. Considerei seriamente em sentar-me no chão e gritar "Quero o pavilhão já!", mas depois o facto de ter lama até ao tornozelo ajudou a desistir da ideia e continuar a arrastar-me.

No mesmo instante em que passamos o 43km deixamos a lama para trás e chegamos finalmente à civilização. Sonho por momentos que o pavilhão está já ali e fico irritado com o senhor da organização que me manda virar à esquerda e entrar no Parque Verde do Bonito. Fazemos todo o parque e continuo a não ver o pavilhão. Já tudo me irrita e o atleta que segue comigo sempre a vociferar com dores num joelho também não ajuda. Mais um ribeiro, mais uma barreira para subir e passamos o 44km e pavilhão nada. Acelero o ritmo, as pernas aguentam. Volto a acelerar e tento apanhar o Sílvio. E de repente lá este ele, nunca tinha desejado tanto ver um edifício como naquele momento. O Sílvio espera por mim e entramos no pavilhão juntos e parece que estamos a acabar a maratona olímpica! O João havia terminado uns minutos antes. Um senhor da organização aproxima-se e insiste em colocar-me a medalha ao pescoço. Fico ali meio zombie a tentar comer qualquer coisa que nem me lembro de tirar mais fotos.


Foram 7h08m, quase 45km e 1150m D+ de aventura em excelente companhia. Sendo que a companhia foi o motivo do sucesso, não tenho dúvida nenhuma que se estivesse sozinho o desfecho não teria sido este. O meu muito obrigado!

O pessoal estava com pressa para voltar para Lisboa. Pelo que foi só o tempo de tomar um duche e enfiar-me na parte de trás do carro, local onde estava quando tive a mais dolorosa caimbra que já alguma vez tive, agora no gémeo direito e sem espaço para alongar.
Sim a minha medalha diz 44km!
O pensamento mais recorrente nesta prova foi: não tenho vida para isto. Este tipo de provas requer treinos muito longos e actualmente isso não é possível. Antes de fazer esta prova o meu mantra para Sesimbra era: são só mais 13km. Agora é mais: como é que é possível sobreviver a mais 13km! Estou com bastante receio de Sesimbra. Felizmente o tempo amortece tudo e como estou a escrever este post quase duas semanas depois dos acontecimentos Sesimbra já não me parece assim tão impossível...

segunda-feira, 7 de abril de 2014

"Maratona" Trail Finisher

Insanidade...................................................................... CHECK!
Maior "ultra" empeno de sempre.......................................CHECK!
Dizer que nunca mais me meto numa destas 99 vezes........CHECK!
Pensar que os organizadores são uns sádicos....................CHECK!
Perder a conta à quantidade de "esgotos" por onde passámos..CHECK!
Andar com água/lama pela cintura......................................CHECK!.
Ter a certeza que os organizadores são uns sádicos...........CHECK!
Andar a penar durante mais de 7 horas.............................CHECK!
Terminar a "Maratona" de 44km.......................................CHECK!
Não sei se já tinha referido cometer uma INSANIDADE...CHECK!.

A lebre "ah é a minha estreia" João, o reboque "ah é a minha estreia" Sílvio, e o lastro "já fiz uma de estrada" Rui.
O meu muito obrigado aos meus companheiros de aventura que esperaram por mim e aturaram o meu ritmo "deixa lá ver se não me dá mais nenhuma cãibra"!

E uma palavra de carinho para todos aqueles que, antes da prova, a descreveram como rolante e boa para estreias. Garanto que estiveram nos meus pensamentos em boa parte da prova!

sábado, 5 de abril de 2014

Trail Me Up 2 - a "Surpresa"!

Ontem quando cheguei a casa tinha uma surpresa. Chegou finalmente a minha prenda de aniversário por parte das minhas filhas.

Foi uma decisão difícil! A Margarida, com a autoridade de irmã mais velha com 4 anos dizia que deviam comprar ao pai umas Asics. A Mafalda, mais nova mas muito perspicaz para os 4 meses que tem, sugeriu que o pai merecia algo mais adequado às exigências dos trilhos e por isso deviam comprar umas Salomon. A Mafalda levou a melhor mas a Margarida escolheu a cor! E isto tudo obviamente sem o pai saber, e que ficou tão surpreso com a encomenda como a mãe!
Tão lindinhas e limpinhas... mas não por muito tempo!
Só é mesmo pena terem chegado na véspera da primeira insanidade, Trilhos de Almourol. E não, não sou louco o suficiente para ir estrear umas sapatilhas novas num prova de 42km. A estreia ficará reservada para uma ida a Monsanto assim que o empeno que seguramente surgirá amanhã desvanecer.

A todos os que vão amanhã participar em provas, boa sorte! Sejam elas em estrada ou em trilhos!