quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

E começou a chover...

E começou a chover...

Eu até sou um tipo optimista por natureza. Há até, quem exaspere com a calma com que às vezes encaro os contratempos. Mas nesta última semana começaram a surgir-me umas borboletas na barriga. À medida que tornava a reler relatos e rever videos de edições anteriores, as borboletas cresciam. E hoje começou a chover. E as borboletas transformaram-se em vespas asiáticas gigantes.

É "giro" como os mesmos textos e os mesmos filmes que há um ano atrás me pareciam uma fantástica aventura e um desafio de sonho, surgem agora como quasi-estórias de terror e sofrimento. Não consigo perceber como é que o meu sub-consciente eliminou a lama, as quedas e todas as referências ao trail mais "hard" que os "Hard Trail"...

É como ver o video de apresentação desta 5ª edição: paisagens de sonho, single tracks verdejantes e secos, sol... 

E depois ver o extraordinário video do astrodeckStudio da edição do ano passado: lama, chuva, dureza no seu estado mais puro...

Dizem que os Abutres são a meca do trail em Portugal, se calhar devia ter ido primeiro visitar umas capelas mais pequenas... Agora não há volta a trás... Sábado vou "correr" um dos trails mais duros de Portugal sob condições meteorológicas muito adversas... Tudo para correr bem, portanto.

Não queria terminar sem atribuir culpas, sim porque de certeza que não foi minha! Queria culpar os bloggers e os realizadores por criarem na Internet uma aura de quase magia que fazem esta prova de inscrição quase obrigatória. Depois queria culpar a malta do Esquilos, que com os seus testemunhos criaram em mim um desejo insaciável de ir "correr" este desafio. E por fim, queria culpar a minha filha Mafalda, que no dia 3 de Novembro me acordou a chorar às 4h da manhã e assim me permitiu, efectivamente, inscrever-me!

Queria apenas deixar estas breves linhas para quando, numa futura ocasião, estiver a considerar inscrever-me no Inverno numa prova no limiar das minha capacidades, TOMAR JUÍZO E LEMBRAR-ME DO STRESS EM QUE ESTOU!
Mantra para sábado: "Não vou ser carcaça para os Abutres!"
PS - Será que o meu frontal é suficientemente impermeável???  Bom por outro lado tenho a certeza que vou ficar "curado" das minhas peneiras sobre molhar os pés...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Adeus 2014...

Truz truz truz... Está ai alguém? Ouvi dizer que isto é um blog de corrida mas posts está quieto... Se calhar já punhas um "trespassasse" na entrada... Pode ser a tua resolução de Ano Novo!



É verdade, mea culpa, nos últimos meses tenho andado muito desleixado. Podia culpar a falta de tempo ou mesmo o facto de não ter participado em nenhuma prova nos últimos meses, mas a verdade é que tenho tido muita preguiça. Eu até começo a escrever, como são testemunho os 3 ou 4 posts que tenho semi escritos, mas depois o momento passa e acabo por desistir e não os terminar.

Mas embora a actividade literária tenha esmorecido na ponta final do ano, a actividade física tem continuado em bom ritmo. Ainda hoje completei mais um dos meus treinos especiais "2/3 Maratona Rise&Shine", o último de 2014. Foram 28km pelas ruas adormecidas de Lisboa com o nascer do sol à beira Tejo. Acordar de madrugada a meio da noite tornou-se uma necessidade para conseguir encaixar estes treinos, e devido à "logística", nunca consegui convencer ninguém a acompanhar-me. Mas até tem sido bom. Dizem que sou o gajo introspectivo e estas horas permitem-me tempo para assentar ideias. Em oposição às corridas em trilhos em que um só cérebro é insuficiente para coordenar toda a actividade e assim evitar testar o principio físico da gravidade.

Tenho continuado a balancear os treinos de estrada com os de trilhos, e embora não tenha participado em provas nos dois últimos meses, fiz dois treinos épicos em Sintra com a malta da "Hora do Esquilo".
Sintra Non Stop - Grande treino com a elite dos "Esquilos"... Um "rolador" com 1150m D+ num ritmo no limiar do RedLine! 
Mula-GuinchoVelho-Peninha
Mas este é o dia dos balanços e dos números e por isso não posso passar ao lado de alguns.

Se 2013 foi o ano da Maratona, 2014 foi o ano da Ultra-Maratona! Na realidade foram 2 oficiais e mais 1 não oficial, sem contar com a repetição da Maratona de estrada em Lisboa. Mas se tivesse de escolher uma palavra para 2014 teria de ser "Trail". Depois de anos a desdenhar o pessoal que largava a estrada para se dedicar aos trilhos, também eu caí no engodo e fiquei agarrado. Muito graças às companhias. Perdi a conta às vezes que acordei às 5:25 para ir correr para Monsanto com uns "loucos" e até arranjei um outro louco para me acompanhar das minhas ultra loucuras. Continuo a gostar de correr em alcatrão e mais de metade dos km's de 2014 foram feitos com sapatilhas de estrada.

Mas chega de conversa e vamos lá aos números!

Corridas: 225
Distância: 2898 km (1718 em estrada, 1180 em trilhos)
Tempo: 278h 
Ganho de elevação: 46750m

Quando olho para os "objectivos" que escrevi no início do blog quase me dá vontade de rir. Foram mais 1000km que em 2013 e se o ano tivesse mais uma semana alcançava a barreira dos 3000. Foram em média quase 5 treinos por semana a que ainda é preciso juntar as 26 aulas de Spinning e outras tantas de Pilates. Foi sem dúvida o ano mais activo de sempre e os resultados surgiram, não só na conquistas das distâncias mas também com novos RP nos 10km, Meia e Maratona.

Mais uma vez contei com a paciência e o apoio da minha linda esposa. Embora tente sempre minimizar o impacto na vida familiar é ela a minha pedra angular. Obrigado!

A todos um grande 2015 com saúde e cheio de boas corridas! Termino com o resumo do último treino de 2014 e um convite para me acompanhar num próximo "Lisboa Rise and Shine!".

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Corrida do Aeroporto 2014 - 19 Outubro 2014

Esta é uma das minhas provas de 10km favoritas e, a par da Corrida do Tejo, uma que tento nunca falhar apesar do meu recente interesse por outro tipo de desafios.

Mais do que uma corrida é um momento de socialização. Como referi no post do ano passado, não só trabalho no aeroporto como o ginásio que dá apoio ao evento é o ginásio que frequento. Desde modo para além da malta do trabalho que nos últimos tempos tenho "desencaminhado", nesta corrida o número de pessoas conhecidas é enorme e é sempre uma grande festa.

Outra fantástica característica desta prova, que se está a tornar habitual nas corridas organizadas pela HMS, é que tem uma grande componente familiar. Desde as corridas para os mais pequenos como a disponibilização de uma área vedada com as mais variadas actividades para as crianças ficarem enquanto os mais crescidos faziam a sua prova. Obviamente que inscrevi a Margarida e desta vez nem tive de falsear a data de nascimento uma vez que já é uma "Bambi" de pleno direito!
A Bambi em grande estilo! (Foto: Gustavo Figueiredo Photography)
Infelizmente o pai da atleta é um néscio e meteu na cabeça que as provas das crianças eram às 9h30. Afinal eram às 9h15 e quando chegámos ao Terminal de Carga já os bambis estavam alinhados na partida... Com uma grande sensação de dejavu lá fomos a correr para a partida e depois de explicar a situação a um simpático elemento da organização fomos correr com os mais crescidos. Assim, a minha bambi correu o dobro da distancia devida, num grupo de atletas mais crescidos e conseguiu não ficar em último!
Muito envergonhada a receber o seu prémio. (Foto: Gustavo Figueiredo Photography)
Passado o stress inicial da corrida da Margarida era altura de começar a pensar na minha prova. O meu objectivo era simples: diverti-me! Depois da loucura que foi a Corrida do Tejo, queria fazer uma prova sem sofrimento e apenas pelo prazer de correr com amigos. Juntei-me ao Duarte e ao Carlos e combinámos correr juntos para um tempo próximo dos 50min.

Num ápice estavam a dar a partida e lá seguimos nós todos contentes. O 1ºkm foi o mais lento de toda a prova. A confusão inicial habitual e o facto de começarmos logo a subir não estarão isentos de culpa. Mas depois entrámos no ritmo e fomos sempre muito certinhos, ligeiramente mais rápido do que os 5'/km. Ligeiramente mais rápidos nas descidas, e mais lentos nas subidas. 
Os atletas! (e um gajo de azul)
Este ano o percurso era um pouco diferente mas mantinha os pontos de interesse como a passagem na Pista Moniz Pereira, no Parque Urbano da Alta de Lisboa com a sua ponte de madeira e pelo Parque das Conchas. A maior diferença foi a retirada das voltinhas pelos caminhos de terra da Quinta das Conchas e para compensar uma ida pela nova avenida até quase à 2ªCircular. Eu acho que assim ficou muito melhor. Aquelas subidas íngremes em terra batida pareciam um pouco fora de contexto numa prova de 10km de estrada. Mesmo assim a subida acumulada aumentou ligeiramente em relação ao ano passado. Em relação ao percurso o único ponto mais fraco é mesmo a passagem pela rua que dá acesso à Quinta das Conchas, muito inclinada e em empedrado o que a torna liminarmente perigosa. O percurso desta prova não é propriamente plano, mas como o meu amigo Duarte diz: quando corremos 1'/km acima das nossas capacidades toda a subida parece uma descida com uma inclinação esquisita.

Desta vez decidi levar a câmara, fica aqui o registo muito pessoal da Corrida do Aeroporto 2014.

Fui sempre a chagar para mantermos o ritmo e chegámos ao 9ºkm com uma folga bastante confortável para o nosso objectivo. O problema era que o último km era sempre a subir e quando o relógio apitou para os 10km ainda estávamos a uns bons 200m da meta. Para mim, este foi o único ponto menos bom de uma organização irrepreensível (na altura ainda dei o benefício da dúvida pois o relógio tem a precisão que se sabe, mas depois outros atletas queixaram-se do mesmo e já em casa verifiquei que a distância foi mesmo 10,2km).

Nos últimos metros o "Coração de Cavalo" (aka Duarte) larga no seu sprint louco e mesmo com o relógio a marcar uma velocidade instantânea abaixo dos 3'/km não o consigo acompanhar. No entanto, desta vez, espera por mim reduz a velocidade e passamos a meta juntos com um tempo de 49m28s. Pouco tempo depois chega o Carlos que tinha ficado ligeiramente para trás.
Acabadinhos de chegar! Jorge, fizeste quanto tempo? :P
E estava feita a prova. Recolhemos o íman, o saco com as águas e o gelado e ficámos mais um pouco para ouvir o sorteio das duas viagens. Ainda deu para conhecer o Manuel Nunes que após correr uma Maratona foi ao Aeroporto esticar as pernas. Foi pena a tshirt este ano não ser, como habitualmente, da Asics e de ser completamente branca na parte da frente mas a verdade é que o meu maior problema com a tshirt é: onde raios é que eu vou guardar tanta tshirt...
E numa prova familiar não podia faltar a foto de família!
Foi uma manhã muito bem passada mas no final fiquei com aquela sensação de ter copiado num exame... De me ter posto à prova e não me ter esforçado...

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Rock'n'Roll Maratona de Lisboa 2014 - Video

Enquanto o relato completo não sai, (até porque pelos vistos só tenho até Janeiro para o terminar) fica aqui mais uma tentativa de aspirante a Tarantino.


E caso alguém fique curioso porque passa o video dos 24km para os 41km existem dois motivos. Primeiro devido a um "problema técnico" passei a gravar o bolso dos meus calções e a apontar a máquina desligada à paisagem. E segundo porque entre os 35km e os 40km a máquina passou a pesar 999kg e pegar nela exigia uma quantidade de energia que não estava disponível.

domingo, 5 de outubro de 2014

Maratona "bi"-Finisher!

E já está!

Hoje dei o golpe à Srª D. Maratona!
Dedicada à minha mais que tudo...
Levei a preparação de forma leviana. Graças a um dorsal patrocinado fui a Cascais. E pumbas, não só terminei a prova, sempre a correr, super controlado e ainda assim saiu um tempo melhor que o ano passado!

Claro que este ano estavam menos uns 300ºC que o ano passado e tive duas lebres de luxo que me levaram até aos 30km nos calcanhares dos Quénianos... Ok, eram os calcanhares do marca passo das 3h45  e aos 30km foram à vidinha deles porque tinham muito mais pedalada do que eu. Mas de qualquer maneira foi graças a eles que fiz este tempo. O meu muito obrigado ao Pedro P. e ao João S. são os maiores.
Os grandes atletas e eu.
Eventualmente sou capaz de fazer um relato mais exaustivo...

O comprovativo que não apanhei o comboio.
E um agradecimento ao patrocinador.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A Vida, o Blog e a Maratona

Manter um blog é uma tarefa que consome muito tempo, principalmente para quem a vocação para escrever é algo duvidosa. Era algo que eu sabia desde praticamente o dia 1 do "Só mais um blog de Corrida" mas que se tornou enorme nos últimos tempos.

Não, isto não é um post de despedida, é assim mais um post de redimição. Pela primeira vez não consegui terminar um post em tempo útil e, associado ao facto de não ter participado em provas durante mais de um mês, levou a uma ausência demasiado prolongada.

A  verdade é que o tempo disponível diminuiu consideravelmente e entre treinar ou escrever acho que compreendem qual foi a opção. Embora as idas a Monsanto à Hora do Esquilo se tenham tornado mais difíceis, a verdade é que tenho corrido bastante, tendo inclusive batido em Agosto o meu record de km num único mês.

Alguns dos eventos a que fui mereciam posts para a posteridade mas já interiorizei que não vai acontecer.

Irá ficar por registar os épicos treinos na noite de Sintra com a malta do Trail da Salamandra e como fiz, já para lá da meia noite, o trilho das pontes sozinho depois de ter perdido contacto com o grupo da frente e não saber se vinha alguém atrás, certamente uma história para mais tarde recordar.
Trail da Salamandra LX - Mas que grande estreia na Salamandra! 26km em grande ritmo!
Ou a "Corrida à Sexta" por terras Algarvias onde fiz o Trail de Sta Catarina Fonte do Bispo. Mais uma corrida nocturna com malta muito divertida.
Corridas às Sextas - Trail de Sta Catarina Fonte do Bispo. 12km, 500m D+ a ritmo alucinante. Muito bom!
Também irá ficar por contar o dia em que depois do trabalho convenci a malta a ir para Monsanto correr pelos trilhos (achei o que percurso "Trepador" era um bom cartão de visita). E como ali algures a meio da subida do cozido cheguei a temer pela minha integridade física tal era o estado de espírito dos meus convivas.
Trail EO. Um treino diferente mas com muito bom espírito! 
Ou ainda o meu mini-trail pessoal na Madeira e como fiquei sequioso de correr "à séria" pelas veredas da ilha. E como ao regressar ao continente fui logo pesquisar o MIUT e depois de ler sobre o assunto achei que era "Trail" a mais para a minha camioneta.
O "meu urban trail no Funchal". O bichicho de correr pela Madeira cá ficou...
A palavra "MARATONA" não está no titulo deste post apenas para chamar à atenção. De facto no próximo domingo irei estar em Cascais para "tentar" completar aquela que será a minha segunda Maratona de estrada. E porque "tentar", porque ao contrário do ano passado, em que durante 4 meses vivi, sonhei, treinei, respirei Maratona, este ano a "preparação" não existiu.

Ponderei seriamente em escrever um post apenas sobre a minha "preparação", iria chamar-lhe "Como NÃO preparar uma Maratona" mas depois achei que bastaria colocar aqui neste os tópicos e assim, ter uma justificação para quando a Dª. Maratona não fizer prisioneiros...

Ponto 1: Não fazer um plano de treinos. 
Uma das partes mais exigentes da preparação é ter que seguir um plano de treino. Ter sempre aquela dor na consciência ao faltar a um treino ou ter que se levantar às 5 da manhã porque o plano diz para ir correr um longo. O melhor é mesmo nem fazer plano e correr o que bem me apetece. Correr com os amigos, correr em trilhos, correr quando posso e como me dá prazer.

Ponto 2: Não fazer treinos de séries.
Isso de correr séries doi muito. Só de pensar que tenho de ir correr séries dá-me logo uma soneira que nem o despertador me acorda. O melhor é mesmo ir correr com a malta em trilhos que é muito mais divertido.

Ponto 3: Não fazer treinos longos.
Longos exigem muito tempo, são uma seca e doem muito. Só de pensar que tenho de me levantar às 5h da manhã faz-me logo esquecer de ligar o despertador. Correr um par de horas por Monsanto deve fazer o mesmo efeito, certo? Para descargo de consciência ir correr 32km duas semanas antes só para ter a certeza que não me fico pelo Cais do Sodré.

Ponto 4: Não dizer a ninguém que vai correr outra Maratona.
Com uma preparação deste gabarito o melhor é nem dizer a ninguém para não me pressionar. Ao contrário do ano passado em que até o familiar do amigo do vizinho me tinha ouvido falar da Maratona, este ano, praticamente ninguém sabia. Até à Inês só lhe disse há poucas semanas o que correu muito bem! A minha esposa é um espectáculo e não se importou nada de ter de ficar com as duas pestes o dia inteiro enquanto eu me vou escalfar.

Ponto 5: Apesar dos pontos anteriores, planear um ritmo para a Maratona de forma a melhorar o tempo do ano passado em que se preparou durante 4 meses seguindo um rigoroso plano de treinos.
Porquê não sonhar? Se consigo manter esse ritmo confortavelmente basta multiplicar por 42, certo?

E pronto, termino este post com a promessa que no Domingo cá voltarei para contar o resultado da minha não preparação.

Vejam o comic completo em aqui. Vale mesmo a pena!

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Corrida do Tejo 2014 - 14 Setembro 2014

Mais um ano, mais uma Corrida do Tejo.

A Corrida do Tejo é para mim como um marco no caminho ou o badalar do relógio. Marca o passar do tempo e o meu "aniversário" da corrida. Foi a minha 6ª participação.

Antes de tudo, o seu a seu dono. O ano passado critiquei, de forma acutilante, a questão do transporte (o facto de ter de se pagar o bilhete na CP mas principalmente por não terem avisado atempadamente). Este ano, e provando que com um pouco de imaginação tudo se consegue, regressou o transporte gratuito na CP. Ainda fui um pouco desconfiado para a estação mas não havia motivo para ralação. Dois voluntários faziam o papel de fiscais e garantiam que nenhum corredor pirata desfalcava a CP.
Equipa "Só mais um Blog de Corrida" fora os baldas...
Voltei a convocar o grupinho do costume embora desta vez tenha havido uma ou outra balda mas não estamos cá para apontar dedos. Desta vez chegámos mais em cima da hora e após um ou dois dedos de conversa e a selfie do costume lá me despedi e fui procurar a entrada para o bloco dos sub45.

Ultimamente tenho andado numa fase Charlie Brown. Quero muito correr uma maratona, mas o universo conspira para não me deixar fazer treinos longos (tradução, tenho preguiça para me levantar cedo para ir correr 3h). Tenho muita esperança em fazer sub40 aos 10km mas não consigo treinar séries (tradução, séries doi muito e custa sair da cama para ir sofrer). E foi deste modo que me apresentei no bloco dos sub45 determinado a qualificar-me para o sub40.
Selfie da praxe e a prova de como estava quase em cima da partida...
No início a confusão dos costume. Mesmo estando a escassos metros da partida tive de ultrapassar um mar de gente, a maioria com ritmos que nem sub60 deviam conseguir mas enfim, não vou continuar a bater no ceguinho. Todos os anos é assim, todos os anos há "vips" e "fura blocos". A corrida ainda nem tinha começado e já estava a uns 100m da bandeira dos sub40.

Comecei logo a abrir e com o coração na boca fiz os 2 primeiros km abaixo do 4'/km. Mas então chega a subida do Alto da Boa viagem e é necessário um esforço imenso para manter a média abaixo do objectivo. Consigo manter essa média e os mesmos 100m da bandeira até ao 6km. Sempre no red line e com o relógio sempre a apitar, a subida de Paço de Arcos termina com o meu sonho. E entre fazer mais que 40' ou acabar estendido no alcatrão da Marginal optei por reduzir o ritmo.
No momento em que a Lucy me tirou a bola quando eu ia chutar...
Os 4km seguintes são feitos em gestão de esforço. Como habitualmente nestas provas evitei os abastecimentos e acabei por pagar a factura do calor. Como é que numa semana de tempestades e com previsão de chuviscos acabamos por ter uma manhã quente e húmida!

Passo a piadinha da organização ao colocar um pórtico gigante a anunciar que 9km já estavam aos 8,5km mas já não existia energia para sprintar e o relógio teimava a não baixar das 198 bpm. Sou "empurrado" para a meta pela minha claque pessoal e passo-a quase a cair para o lado com 41'48''. Algo longe do objectivo mas não deixa de ser um novo record no percurso. 
A passagem da meta sem pompa e a medir bem os passos para não me estatelar no alcatrão.
Meio zombie arrasto-me até ao relvado e ali tombo. Nunca tinha terminado uma prova assim. Com uma média de 188bpm e 38' na zona 5 (maximal) foi efectivamente sempre no red line. Nem consegui ir ver a chegada do restante pessoal.
A equipa agora já sem sono e mais quentinha. Duarte, eu não disse que era sempre a descer? :p
Ao fim de 20' lá me consegui levantar e estava pronto para "outra", desde que a "outra" não envolvesse correr e incluísse 4000 calorias. Como habitualmente foi uma manhã muito divertida num percurso que é claramente a "minha" prova. Até para o ano "Tejo"!
Com os meus tesouros: "Até para o ano Tejo!"