Julho foi dedicado exclusivamente à preparação para a maratona. Não participei em nenhuma prova o que facilitou a ter não ter "distracções" ao cumprimento do plano.
Fui tentando manter as outras actividades físicas mas cada vez mais a minha mente está focada na maratona e com pouca motivação para andar pelas máquinas do ginásio.
Em termos de corrida os números foram:
Treinos: 18
Distância: 276km
Tempo: 23:33:43s
Passo Médio: 5:05 min/km
Ganho de Elevação: 1263m
Frequência Cardiaca Média: 158 bpm
Calorias: 19203 cal
Como já referi noutros posts, os treinos longos passaram a ser os meus favoritos. Acordar ainda antes do nascer do Sol e ir correr quando a cidade ainda dorme. Tenho aprendido bastante com estes treinos, sobre o meu corpo e sobre a minha mente.
Uma das funcionalidades do meu relógio (Suunto Quest) é medir o EPOC (Excess PostExercise Oxygen Consumption) que de uma forma simples representa a taxa de esforço do exercício. Quanto mais intenso é o exercício mais rapidamente cresce e quanto mais cresce significa que mais cansado estou. Num treino normal (por exemplo 1h ritmado) esta métrica cresce progressivamente alcançado o máximo no final do treino. Mas nestes treinos longos ocorre um fenómeno diferente. O EPOC cresce até aproximadamente aos 50min e depois estabiliza e começa a diminuir. Não percebo muito de fisiologia mas penso que esteja relacionado com o facto de o corpo entrar num regime mais aeróbico. Também reparo que é a partir deste ponto que começa a custar menos manter o ritmo e a corrida fica mais fácil. Para o final do treino a métrica volta a crescer e fisicamente começo a sentir-me cansado.
| Evolução do EPOC no treino longo de 29km (2h34) |
Peço desculpa por todo este texto mas é um "mal" de formação (sou engenheiro). Analisar exaustivamente todos os dados disponíveis, fazer gráficos e perceber o porquê por detrás deles é para mim uma funcionalidade "de origem" :)