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terça-feira, 11 de junho de 2013

BES RUN CHALLENG3 - Lisboa (Corrida de Santo António)

E à 3ª lá consegui fazer uma prova 10km como uma prova de 10km. Em Cascais, devido ao joelho, foi um passeio. Em Sintra foi... Sintra, não propriamente uma típica prova de 10km. Em Lisboa finalmente consegui correr uma prova de 10km ao meu ritmo para a distância.

Chegámos ao local cerca de uma hora antes, e mal saímos do metro começamos logo a sentir a chuvinha miudinha para arrefecer o pessoal. Encontrá-mo-nos com uns amigos que também vinham ao triplo desafio e siga para a praça! O Rossio estava animado e já se viam pessoas a aquecer. Sinceramente não percebo os atletas que aquecem quase uma hora para uma prova de 10km... Normalmente o meu aquecimento resume-se a 5 min de corrida muito lenta(e só se estiver frio) e uns alongamentos para libertar as articulações. E foi o que fiz na companhia da Jéssica Augusto. Ok, ela passou por mim a alta velocidade que nem consegui tirar uma fotografia.
Vêm a Jéssica? Não? Pois ia muito rápida.
Mais uma vez a entrada nas caixas de partida foi caótica. Se em Sintra culpei a chuva e a falta de espaço, em Lisboa a culpa foi mesmo da organização. Só abriram as entradas (pelo menos a dos 50') quando faltava menos de 10min para a prova o que causou muita confusão. Para ajudar à festa há sempre os espertos que tentam entrar sem o dorsal adequado o que atrapalha ainda mais. No entanto, admiro o esforço de criar várias caixas de partida e o rigor no seu acesso. Apenas abria as caixas com mais tempo.

Concentradíssimo! 
E lá começámos. O 1km foi o habitual zig zag, a sorte foi que dava para correr pelo passeio pelo que consegui desde o inicio manter o ritmo forte. Quando o relógio sinaliza o 1km olho e vejo 4:12. Ok, se calhar demasiado forte. Reduzo um pouco e até ao 1º abastecimento (perto dos 4km) lá sigo a rolar. Como o tempo estava fresco optei por não ir buscar água e segui em frente. Daqui até ao retorno foi a parte mais difícil para mim.Comecei a sentir o cansaço e o facto de ainda não termos passado o meio da prova desmoralizou-me. Este foi o km mais lento.
Aqui vou eu muito cool atrás das "lebres".
Logo depois do retorno vejo, uns metros à minha frente, uma rapariga e um rapaz que seguiam a um bom ritmo. Marco-os como lebre e passo os 2km seguintes a tentar aproximar-me. Quando consigo finalmente ultrapassa-los devo te-la picado porque acelera e torna a passar-me. E assim vamos os três neste passa e ultrapassa até que oiço o relógio marcar o 9km. Ai penso: falta apenas 1km, acho que está na hora de ser eu a lebre, vamos acabar com o sofrimento (o meu). Alargo o passo e mesmo com a ligeira subida  acelero. Sinto os meus "companheiros" a acompanhar e faço o ultimo km em 3:51.

Chego à recta da meta e o relógio marca 43:14 Nice!

Olho para o lado, preparando-me para o habitual "Boa Corrida", quando reparo no nome do dorsal da rapariga: Filipa Elvas. Fiquei tão chocado que acabei por apenas sorrir que nem um parvo e não disse nada. Afinal não é todos os dias que fazemos uma prova com uma estrela do atletismo nacional!


O tempo oficial foi de 43:44 e o de chip 43:11. Não foi RP mas ficou a uns escassos 23 segundos e mais importante demonstrou-me que praticamente consegui recuperar a minha forma pré-lesão! E ainda levei um manjerico para casa!
Não é um manjerico mas é uma Flor!

Globalmente o BES RUN CHALLENG3  foi sem dúvida um excelente desafio, pelos percursos, pela  organização (ao nível do melhor que se faz por cá) mas principalmente pelo conceito das 3 corridas numa prova. E claro pela medalha que faz um vistão no placard no trabalho!




terça-feira, 21 de maio de 2013

BES RUN CHALLENG3 - Sintra

Em uma palavra: Es pec ta cu lar!

Sim, dito uma silaba de cada vez para vincar bem o sentido. O percurso, a paisagem, a minha prestação, a prestação do meu corpo (olá joelho), a organização e até as duas queijadas no final estiveram cinco estrelas. Já marquei esta prova como a "greatest move" de 2013 no movescount.

Tudo a postos para o inicio do desafio!
Mas voltemos ao inicio. Como não conhecia muito bem a zona e para aproveitar a deslocação a Sintra, fomos logo de manhã buscar o dorsal. Estava pouca gente e o tempo de espera foram zero segundos, mal entrei na tenda já estava uma menina a acenar para ir para a bancada dela. Depois de almoço aproveitámos para passear (pouco que tinha de poupar as pernas) por Sintra e fomos comer uns travesseiros (é essa a comida pré prova dos grandes atletas, não é?).

Fomos para a zona da partida e encontrei-me com uns amigos que também vinham à "escalada". Quando nos preparávamos para ir espreitar a partida começam a cair umas "pinguinhas", só tivemos tempo de correr para debaixo de um toldo antes que começasse o "diluvio". Mas tão veloz como surgiu assim passou, o problema é que faltavam 10 minutos para o inicio e mais de 2000 pessoas para entrar nas boxes da partida. Após alguma confusão lá consegui entrar no sub50 mesmo antes de começarem a juntar todas as boxes.

Os "escaladores" e o "emplastro" (fofinho!)
E assim começámos.

Os primeiros 1.5km até à vila foram frustrantes. Estava tudo com medo da descida e constantemente a travar. Eu bem queria avançar um pouco mais, mas era impossível e achei que não valia a pena estar a furar. Assim que a inclinação se inverteu começou a haver mais espaço e pude ultrapassar outros atletas (e outros tantos passaram por mim, incluindo um ou outro blogger). A "rampinha" com 3km e 200m de ganho vertical foi um desafio. A parte psicologicamente mais difícil foi após 2km a subir chegarmos a uma zona em que a estrada serpenteava pela colina e era possível ver um "carreiro" de atletas com 4 níveis "ai que ainda falta subir tanto...". Eu corro sempre a ouvir música, mas desta vez decidi não levar. E foi uma decisão acertada. Adorei correr pela natureza e "sentir" a aura da serra.


Após o abastecimento de água começámos a fazer o percurso de "ida" até ao retorno e "volta", com 4km e um perfil menos agressivo. A estrada "encolhia" e ficávamos só com uma faixa o que dificultava a progressão mas consegui manter um bom ritmo.

No km8 encontrámos a "Grande Rampa" no acesso ao Palácio da Pena. Aqui vi muitos atletas a quebrar e a andar, mas eu lá ia repetindo o meu mantra "não vou andar, não vou andar"(nada obsessivo...) e consegui escalar o cume. A partir daqui foi 1km numa descida vertiginosa em empedrado até à meta. Fui sempre com muito cuidado, controlando sempre a descida ( e não deixando que me controlasse a mim) e rezando para que não me derrubassem. Os últimos metros eram, finalmente, em alcatrão o que possibilitou uma chegada a alta velocidade.
A chegar: "Gémeos? Onde estão os meus gémeos..."
Terminei a prova com tempo oficial de 52'41'' e de chip 52'06''. Curiosamente a classificação geral e de chip foram a mesma 382º, ultrapassei tantos atletas como aqueles que me ultrapassaram!


Para  o percurso e a minha forma actual fiquei muito satisfeito com a minha prestação. Quando terminei o meu relógio anunciava que o tempo de recuperação necessário era de 21h, tempo para a minha próxima prova 16h (hum......).

A já habitual foto da consagração